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Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia atinge maior índice de presença feminina desde sua criação

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A ciência brasileira vive um momento de virada, impulsionado pelas políticas públicas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que estão, de forma inédita, ampliando a participação feminina e redefinindo a representatividade no principal órgão consultivo do setor. Em 2025, o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) atingiu o maior índice de presença feminina desde sua criação, um marco que demonstra o impacto das ações do MCTI na área.

Um estudo recente da Assessoria do CCT revelou que 28,17% das cadeiras do conselho são hoje ocupadas por mulheres. Embora a paridade ainda esteja distante e seja um objetivo futuro, esse crescimento é expressivo e ressalta a importância das políticas implementadas pelo Ministério. Vale lembrar que, entre 1975 e 1996, apenas uma mulher, a química e professora Yeda Pinheiro Dick, integrou o Conselho, e de 1996 a 2002, o colegiado não teve nenhuma representante feminina. Esse histórico de sub-representação está sendo revertido por iniciativas de políticas públicas.

Para a ministra do MCTI, Luciana Santos, “mais do que o acesso, é necessário assegurar a permanência e a ascensão das mulheres na ciência e tecnologia. Isso não é só uma questão de justiça, é também uma questão de excelência”.

Investindo nas meninas e mulheres
Para garantir um futuro com mais mulheres na ciência, o MCTI atua desde a base, popularizando a ciência entre as novas gerações. A Chamada Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação é um exemplo. O programa teve investimento de R$ 100 milhões em três anos e a iniciativa já beneficiou 126 projetos e mais de 6 mil bolsistas. Fomentando a inclusão de grupos historicamente marginalizados na ciência, 40% dessas bolsas são destinadas a meninas negras ou indígenas.

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Outro programa fundamental é o Futuras Cientistas. Em 2024, ele envolveu 470 participantes no módulo de Imersão Científica, com a participação de 320 estudantes e 150 professoras, e 100 alunas no módulo Banca de Estudos, com um investimento anual previsto de R$ 1,2 milhão. Essas ações são essenciais para despertar o interesse e fornecer as ferramentas iniciais para as futuras pesquisadoras.

O MCTI tem foco especial no combate às assimetrias de gênero, desenvolvendo programas e editais com ações afirmativas, financiamento específico e apoio à formação de redes de pesquisadoras. O objetivo é criar um ambiente onde as mulheres não apenas ingressem na ciência, mas também prosperem e assumam posições de liderança.

Outro exemplo de êxito dessas ações é o Prêmio Mulheres e Ciência, um reconhecimento às trajetórias de destaque. Sua primeira edição aconteceu em março deste ano e homenageou seis mulheres com importantes contribuições científicas e três instituições que incentivam o desenvolvimento feminino em carreiras científicas.

As políticas do MCTI estão construindo uma história real de inclusão e equidade na ciência e tecnologia brasileira, mostrando que investir na diversidade é investir na excelência e no futuro do país. Entre os programas e iniciativas destacam-se ainda:

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Bolsas para Mulheres Negras, Ciganas, Quilombolas e Indígenas: Uma parceria estratégica entre MCTI, CNPq, e os Ministérios da Igualdade Racial, das Mulheres e dos Povos Indígenas. Com investimento superior a R$ 8 milhões, já beneficiou 86 pesquisadoras (47 com bolsas de doutorado-sanduíche e 39 com bolsas de pós-doutorado).
Programa Mulheres Inovadoras: Lançada sua 6ª edição em abril de 2025, a iniciativa apoia 50 startups (10 por região do país) com um investimento total de R$ 3 milhões, fomentando o empreendedorismo feminino em tecnologia.
Programa Centelha: Demonstra a crescente participação feminina no cenário de startups, com mulheres representando 34,17% dos proponentes das empresas contratadas.
Conecta Startup Brasil: Na segunda edição (2022-2024), com R$ 5 milhões de investimento, 43% dos membros das startups apoiadas são mulheres, presentes em 79 das 90 startups, e 7 delas formadas exclusivamente por mulheres.
• Capacitação em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs): A Residência em Microeletrônica (CI Inovador) reserva 30% das vagas para mulheres, com um investimento de R$ 33 milhões e capacitação de 200 pessoas.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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