Nacional
CONEXÃO CIDADÃ: Secretaria-Geral em Fundação Banco do Brasil realizam quarta entrega do programa de busca ativa de catadores.
O ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, realizou, nesta quinta-feira, 13, a entrega de mais uma unidade móvel de prestação de serviços para catadores e catadoras, dentro do programa Conexão Cidadã. A iniciativa tem como objetivo a busca ativa destes trabalhadores que atuam na informalidade ou de forma individual, que estejam em situação de rua, para que possam ter acesso a políticas públicas e programas do governo federal. A Fundação Banco do Brasil é parceira no projeto, que chegou hoje à capital do país, Brasília. A cerimônia de entrega ocorreu na Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal e Entorno.
“Este é um programa que enche o meu coração de alegria e emoção, pois nosso propósito é que catadores e catadoras estejam organizados em cooperativas para terem acesso a mais direitos. Com a sensibilidade do presidente Lula, estamos levando este projeto para o Brasil, para tratar com dignidade estes trabalhadores que são extremamente importantes para o país. O Conexão Cidadã já está dando muito certo e queremos ampliá-lo”, destacou o ministro Márcio Macêdo.
Cada trailer do programa Conexão Cidadã está preparado para que, neles, as catadoras e catadores de materiais recicláveis tenham acesso a programas sociais, como o CadÚnico e o Bolsa Família, orientações sobre direitos trabalhistas, apoio jurídico, assistência para retirada de documentos, orientações sobre saúde e apoio psicológico. Estes serviços são disponibilizados em parceria com estados, municípios e instituições como o Sebrae.
“É motivo de grande satisfação e é sempre inspirador voltar aqui, porque temos muito a celebrar, dada a importância destes projetos. O Conexão Cidadã está dentro de um processo de dar visibilidade a catadores e catadoras que estão em situação de rua, levando dignidade, a partir de um espaço de acolhimento e escuta, entrega de equipamentos de proteção individual e ecobags, entre outros serviços”, destacou Kleytton Morais, presidente da Fundação Banco do Brasil, que destinou R$ 6,2 milhões para esta primeira etapa do programa.
Para a dirigente da Associação Nacional dos Catadores (Ancat), Aline Souza, a chegada do programa Conexão Cidadã ao Distrito Federal, é motivo de grande alegria. “Este é um grande dia, ao lado de parceiros como o governo federal, através do ministro Márcio Macêdo, e da Fundação Banco do Brasil, para trazer valorização e mais dignidade para a nossa categoria, para que os catadores em situação de rua possam ter acesso a benefícios. Queremos cumprir nosso papel na política nacional de resíduos sólidos”, disse.
Os trailers do Conexão Cidadã já foram entregues em Aracaju, Recife, Belo Horizonte e, agora, Brasília. Para finalizar essa etapa inicial, Curitiba e Belém também receberão unidades do programa. Com o Conexão Cidadã, o governo federal, as entidades parceiras e as administrações estaduais e federais envolvidas reforçam o compromisso com a inclusão social e o fortalecimento das cooperativas e associações de catadores, garantindo mais dignidade e oportunidades para a categoria.
Presente na solenidade, a deputada federal Érika Kokay cumprimentou a Secretaria-Geral pelo trabalho e disse que o Conexão Cidadã é um importante instrumento de transformação da realidade. “Fico feliz, ministro Márcio por sua disposição e pelo trabalho do ministério, cuja função é fortalecer o diálogo com os movimentos sociais. Assim, a gente vai transformando a realidade”, declarou.
Fonte: Secretaria-Geral
Nacional
Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas
Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).
A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.
A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.
“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.
Modus operandi
As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.
Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.
Alvos e prisões
Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.
O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.
Tipificação penal
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.
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