Policial
Comparsa de PM em execução de personal diz que acreditava ir ‘capinar’ e agiu por medo de morrer diz Polícia Civil
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JB News
por Alisson Gonçalves
Em depoimento prestado na manhã desta quarta-feira (1º) à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Vitor Hugo Oliveira da Silva afirmou não saber que o policial militar Raylton Duarte Mourão pretendia matar a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes.
O jovem, que pilotava a moto usada no crime, declarou que acreditava ter sido chamado para um “serviço de capinagem” e só continuou a ação por medo de ser executado pelo próprio comparsa.
Segundo Vitor, Raylton o procurou um dia antes do crime e pediu sua ajuda para um “trabalho”. Ele contou que já havia trabalhado como ajudante na empresa do militar, a Reizinha Água Potável, e que, ao ser chamado, pensou tratar-se de uma atividade comum.
No entanto, ao chegar ao local, recebeu a ordem de emparelhar a motocicleta com o carro da vítima.
“Naquele momento ele já sabia que o Raylton ia tirar a vida daquela pessoa. Perguntei por que não voltou, e ele disse que continuou porque acreditava que seria morto se se recusasse”, explicou o delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso.
O depoimento de Vitor apresentou divergências. Inicialmente, ele disse que não sabia do que se tratava a “missão” e que teria recebido R$ 500 após o crime. Também relatou que Raylton estava perturbado e ouvia vozes no dia da execução.
Já na nova versão, descartou esse detalhe e manteve a versão do convite para um suposto trabalho de capinagem.
Rozeli, de 33 anos, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, um Renault Sandero, na manhã de 11 de setembro, em Várzea Grande.
Câmeras de segurança registraram o momento em que Raylton e Vitor, em uma motocicleta preta, se aproximaram do veículo e dispararam quatro vezes contra a personal trainer, que seguia para a academia onde trabalhava.
O crime teria sido motivado por uma ação judicial movida pela vítima contra a empresa de Raylton, após um acidente de trânsito. Depois dos disparos, Vitor fugiu com a moto do local. Ele foi preso no dia 30 de setembro e deve passar por audiência de custódia ainda nesta quarta-feira.
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Polícia Civil cumpre mandados contra criminosos envolvidos em latrocínio em Juscimeira
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15.4), a Operação Vox Sanguinis, para cumprir ordens judiciais contra envolvidos em um crime de latrocínio (roubo seguido de morte), ocorrido no mês de março no município de Juscimeira.
As ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão temporária, dois mandados de busca e apreensão e um mandado de internação provisória, foram deferidas pela Vara Única de Juscimeira com base em investigações conduzidas pelos policiais da delegacia do município.
O latrocínio que vitimou Reinaldo Fernandes Gimenes, de 47 anos, ocorreu no dia 27 de março, em uma propriedade rural no município. Na ocasião, a vítima foi encontrada em um dos quartos da residência, com várias perfurações por arma branca, além de pés e mãos amarrados.
No local, foi constatado que os criminosos subtraíram duas armas de fogo e o aparelho celular da vítima, além de realizarem diversas transferências bancárias por meio do aplicativo do banco instalado no aparelho.
Imediatamente após a comunicação dos fatos, os investigadores da Delegacia de Juscimeira iniciaram as investigações para identificar e prender os autores do crime.
Com o avanço das investigações, os policiais conseguiram identificar dois adultos e um adolescente, filho de um dos investigados, como autores do crime.
As investigações apontaram que o menor estava oferecendo as armas de fogo roubadas para venda. Já o dinheiro transferido da conta da vítima foi utilizado para o pagamento de dívidas dos criminosos.
Diante das evidências, o delegado Dario Ferreira, responsável pelas investigações, representou pela expedição das ordens judiciais contra os suspeitos, que foram deferidas pela Justiça.
Um dos alvos teve o mandado de prisão cumprido no distrito de São Lourenço de Fátima, e o outro já estava custodiado em Juscimeira em razão de outro crime, tendo a nova ordem judicial de prisão cumprida. O menor de idade não foi localizado e segue procurado pela polícia.
As investigações seguem em andamento para a localização do menor e o total esclarecimento do crime.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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