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Comissão debate a doença da urina preta e a queda de consumo do pescado  

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Sidney Oliveira/Agência Pará
Deputado quer debater a proteção aos pescadores afetados

A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados debate nesta quarta-feira (29) a incidência da Síndrome de Haff, conhecida como doença da urina preta, nos estados do Pará e do Amazonas e medidas de proteção à população e aos pescadores afetados pela queda do consumo do pescado.

O deputado Airton Faleiro (PT-PA), que propôs o debate, explica que recentemente alguns casos da doença surgiram no Pará e em maior número no Amazonas. Segundo ele, no Amazonas houve surto da doença em 2008 (37 casos), 2015 (74 casos) e 2021 (61 casos até agora). No Pará, em 2021, houve registros de 6 casos em diferentes partes do estado.

A Síndrome de Haff é uma enfermidade que promove a destruição das fibras musculares de seres humanos, liberando substâncias na corrente sanguínea que acometem principalmente os rins, em um processo chamado rabdomiólise, que altera a cor da urina. “Neste caso, o que desencadeia este processo é a ingestão de uma toxina (palitoxina – encontrada em organismos cnidários marinhos) proveniente do consumo de pescado, no caso, peixes ou crustáceos”, explica.

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Faleiro relata que mercados estão desertos, ninguém está comprando peixe, gerando preocupação para os comerciantes, pescadores e empresas que
trabalham com pescado, incluindo supermercados e restaurantes. “A situação é especialmente problemática porque está acontecendo durante uma pandemia que já dura mais de 18 meses e que tem gerado severos impactos socioeconômicos para as famílias de pescadores”.

Foram convidados, entre outros, representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do INSS, do Ibama, da Fiocruz, do Instituto Evandro Chagas, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará, da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, e do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais do Oeste do Pará e Baixo Amazonas.

Confira a lista completa de convidados.

O debate será realizado às 14 horas, no plenário 12.

 

Da Redação – RL

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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