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Com dívida trabalhista superior a R$ 200 milhões e pressão do Ministério Público por concurso, Abílio anuncia extinção da Empresa Cuiabana de Saúde, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

EQUILÍBRIO FISCAL

Cuiabá anuncia extinção da ECSP e da Limpurb em tentativa de alívio fiscal: “dívida impagável” diz prefeito Brunini

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), voltou a detalhar nesta sexta-feira 6 de fevereiro, a proposta de encerrar duas importantes empresas públicas municipais — a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) e a Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb) — em um movimento que, segundo ele, visa aliviar a pesada carga de dívidas que trava o equilíbrio fiscal da Capital e reestruturar a gestão de serviços essenciais. A intenção do chefe do Executivo é enviar ainda neste mês de fevereiro um projeto de lei à Câmara Municipal para formalizar a extinção das duas autarquias e absorver suas funções diretamente pelas secretarias municipais. 

Segundo Brunini, a ECSP acumula uma dívida trabalhista que ultrapassa R$ 200 milhões, valor que ele qualifica como “impagável e que torna improvável qualquer esforço de reorganização financeira que permita à empresa voltar a operar de forma sustentável”. “É melhor a gente fazer o fechamento da empresa Cuiabana de Saúde e, com isso, colocar um liquidante lá para poder fazer o encerramento da empresa e trazer para a Secretaria Municipal de Saúde o servidor da Secretaria Municipal de Saúde. Porque a única mantenedora da empresa Cuiabana de Saúde é a Secretaria. Quem passa dinheiro para a empresa Cuiabana é a Secretaria”, afirmou o prefeito em coletiva, reforçando que a autarquia vive de recursos públicos e não possui receita própria para se sustentar. 

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Brunini explicou que todos os servidores, concursados ou contratados por prestação de serviços hoje vinculados à ECSP serão integrados à Secretaria de Saúde, sem descontinuidade de serviços: “Ah, mas e os contratos que estão com a Empresa Cuiabana de Saúde? Eles serão apostilados para a Secretaria Municipal de Saúde. Ou seja, não vai parar os contratos. O servidor que está trabalhando lá hoje, ele vai continuar trabalhando lá até o término do seu contrato, e depois será absorvido por meio de concurso ou processo seletivo pela própria Secretaria”, detalhou o prefeito. 

Na prática, a mudança significa que a ECSP deixará de realizar aquisições e contratações de forma independente. Todas as novas compras de insumos, medicamentos, serviços e equipamentos passarão a ser centralizadas na Secretaria Municipal de Saúde, que assume plenamente a gestão dos hospitais sob sua alçada, incluindo o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital São Benedito — unidades que hoje são administradas pela autarquia. “A grande mudança é que a empresa Cuiabana não fará mais aquisição de nada, porque todas as novas aquisições virão pela Secretaria Municipal de Saúde”, ressaltou o prefeito. 

A extinção da Limpurb, por sua vez, integra um plano de readequação das estruturas administrativas que, conforme Brunini, poderá gerar mais eficiência e reduzir custos. A proposta prevê a criação de uma Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, que assumirá as funções hoje desempenhadas pela empresa de limpeza. Apesar da mudança de estrutura, o prefeito garantiu que os serviços de zeladoria urbana não serão interrompidos nem sofrerão redução de qualidade no curto prazo. 

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A iniciativa tem sido defendida por Brunini como uma forma de reduzir o impacto da dívida pública municipal e dar fôlego ao orçamento, especialmente em áreas sensíveis como saúde e serviços urbanos. Em declarações recentes, ele afirmou que a mudança é estratégica: “estrategicamente falando, é melhor a gente fazer o fechamento da empresa Cuiabana de Saúde e trazer para a Secretaria Municipal de Saúde o servidor da Secretaria Municipal de Saúde”, reforçando que a atual estrutura de duas autarquias com grande endividamento compromete a capacidade de investimento da Prefeitura. 

A proposta de extinção da ECSP e da Limpurb tem gerado debates políticos na capital cuiabana e deve ser analisada pelos vereadores nas próximas semanas. Para avançar, o projeto de lei precisa ser aprovado no Legislativo antes de ser sancionado e implementado. A Prefeitura sustenta que a medida poderá simplificar a gestão pública municipal, reduzir encargos financeiros e aumentar a transparência nas contas, impactando diretamente o equilíbrio das finanças municipais. 

Com a apresentação formal dos projetos à Câmara, Cuiabá entra em um período decisivo de discussões sobre o futuro das estruturas administrativas responsáveis por serviços essenciais, com possíveis efeitos duradouros sobre políticas públicas de saúde e manutenção urbana na capital de Mato Grosso.

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Câmara de Cuiabá tem quatro pedidos de CPI em tramitação e uma comissão constituída

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá 
Quatro pedidos de instauração de comissão parlamentar de inquérito (CPI) tramitam atualmente na Câmara Municipal de Cuiabá. As proposições estão previstas para serem lidas durante a sessão ordinária desta terça-feira (10), em conformidade com o Regimento Interno da Casa, e têm como finalidade a apuração de fatos relacionados à administração pública municipal.
Um dos requerimentos trata da investigação sobre a contratação e execução sistemática de despesas sem o prévio e indispensável empenho junto à Prefeitura de Cuiabá, no período compreendido entre os anos de 2019 a 2024. A proposta foi protocolada pelo vereador Demilson Nogueira (Progressistas) e busca apurar possíveis irregularidades na gestão orçamentária do município.
Outro pedido de CPI, de autoria do vereador Ilde Taques (PSB), pretende investigar termos de ajustamento de conduta (TACs) firmados pela administração municipal, bem como operações de compra consideradas onerosas aos cofres públicos.
Também está em tramitação requerimento que propõe a instauração de CPI para apurar o possível descumprimento do artigo 212, da Constituição Federal, que determina a aplicação mínima de 25% da receita resultante de impostos no setor de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE). A investigação abrange os exercícios de 2023 e 2024 e inclui, ainda, a apuração de eventual uso indevido de recursos do Fundo Único Municipal de Educação de Cuiabá (Funed) para finalidades diversas das previstas em lei.
Há, ainda, pedido de CPI de autoria do vereador Dilemário Alencar (União Brasil), que propõe investigar a gestão, a aplicação de recursos e os critérios de concessão de crédito do programa Cuiabanco, iniciativa municipal voltada ao fomento da atividade econômica.
Além dos requerimentos que ainda tramitam na Casa, já foi constituída a Comissão Parlamentar de Inquérito responsável por investigar a empresa que administra o estacionamento rotativo de Cuiabá, a CS Mobi, após aprovação em plenário. A comissão é presidida pelo vereador Tenente-coronel Dias (Cidadania), e os trabalhos devem começar em breve.
Todos os pedidos protocolados na Câmara Municipal passarão por análise quanto ao atendimento dos requisitos legais e regimentais. Caso sejam considerados aptos, será publicada a respectiva resolução para constituição e instalação das comissões, conforme previsto no Regimento Interno da Casa.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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