Fogo no Pantanal

Cinco frentes combatem incêndios no Pantanal com apoio de seis aeronaves

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A região do Parque Encontro das Águas foi considerada uma das frentes prioritárias pelo plano operacional por possuir a maior concentração de onças pintadas do mundo

Lorena Bruschi

Com informações Secom-MT

Lançamento da Operação Pantanal 2 para combate ao incêndio na região – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

Lançamento da Operação Pantanal 2 para combate ao incêndio na região

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Cinco frentes de trabalho da força-tarefa da Operação Pantanal II atuam diretamente para conter o incêndio que atinge o Pantanal mato-grossense. As áreas que recebem ações estão localizadas nas proximidades do SESC Porto Cercado, Parque Estadual Encontro das Águas e na região da Estrada Transpantaneira.

Seis aeronaves são utilizadas para monitorar e reconhecer os novos focos de calor. Duas delas foram enviadas nesta quarta-feira (09.09) para possibilitar o lançamento de aproximadamente 30 mil litros de água nas frentes dos incêndios que avançam da porção Sul do Parque Encontro das Águas e nas proximidades de Porto Jofre, em Poconé (distante 102 km de Cuiabá).

A região do Parque Encontro das Águas foi considerada uma das frentes prioritárias pelo plano operacional, coordenado pelo Comitê Temporário Integrado Multiagências de Coordenação Operacional de MT (Ciman/MT).

“É importante destacar que essas cinco frentes de combate são estabelecidas por meio de monitoramento aéreo, por validação das imagens de geomonitoramento e pelas equipes terrestres. Só então os objetivos estratégicos são traçados. Só é possível alcançar as cinco frentes de combate aos incêndios florestais por causa da integração das forças da otimização dos recursos, e da deliberação conjunta que chamamos de comando unificado”, explica o tenente-coronel Bombeiro Militar, Dércio Santos da Silva, coordenador-geral do Ciman/MT.

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Lançamento da Operação Pantanal 2 para combate ao incêndio na região
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

Do total de 136 pessoas atuando no combate às chamas, 37 são militares do Corpo de Bombeiros Militar de mato Grosso, 33 militares da Marinha do Brasil, 21 funcionários do SESC, 15 do ICMBio, 14 do IBAMA, 12 militares do CBM de Mato Grosso do Sul e quatro servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Frentes de trabalho no Pantanal

Veja os locais que possuem Comandos contra incêndios:

Sesc Porto Cercado – Contém um complexo de ecoturismo da Polo Socioambiental Sesc Pantanal, localizado em Poconé, às margens do Rio Pantanal. Equipes estão utilizando o contrafogo (queimada controlada de uma área para frear a propagação de um incêndio de grandes proporções), com o objetivo de proteger a extremidade leste da Reserva.

Transpantaneira setor norte – Equipes terrestres são empregadas na continuidade do combate ao incêndio na região da Fazenda Rosário, Rio Alegre e de proteção das pontes da Transpantaneira. Aeronaves de combate a incêndios florestais auxiliam no monitoramento de novos focos de calor.

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Parque Estadual encontro das Águas – Equipes utilizam a técnica do contrafogo no talhão formado entre a transpantaneira, a estrada da Fazenda São João e a área queimada, além do combate ao fogo na região.

Transpantaneira setor Sul – Combate direto ao fogo com aeronaves Airtractor do IBAMA, no entorno da Fazenda Santa Rosa, e ações de vigilância e proteção das pontes de madeira.

Terra indígena Guató – Atuação dos brigadistas do IBAMA utilizando Aeronave do PrevFogo.

Operação Pantanal II

A operação foi deflagrada no dia 7 de agosto, e desde então empenha esforços para proteção da maior planície alagável do mundo. A região abriga o Parque Encontro das Águas, e Porto Jofre, conhecidas como a maior concentração de onças pintadas do mundo.

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Fogo no Pantanal

Mais dois ministros são chamados à Comissão do Pantanal; Salles será ouvido nesta terça

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Mais dois ministros são chamados à Comissão do Pantanal; Salles será ouvido nesta terça

Colegiado questionará ministro sobre as medidas adotadas pelo governo para conter e prevenir os incendios florestais 

 

A Comissão Temporária Externa do Senado vai ouvir mais dois ministros do Governo Jair Bolsonaro para discutir medidas contra os incêndios florestais que tem castigado o Pantanal. Nesta terça-feira, participa o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A reunião remota está agendada para ocorrer a partir das 10 horas.

 

Na última sexta-feira, a Comissão Temporária ouviu a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e também aprovou convite para a participação do ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. O requerimento foi apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da CTE.

 

“Temos uma situação emergencial, que é o fogo intenso no Pantanal. Especialmente porque temos que definir medidas para os próximos cinco anos, período em que a seca mais forte continuará. Mas temos também responsabilidade com o futuro. Daí é fundamental a presença do ministro do Desenvolvimento na estruturação dessa proposta” – disse Fagundes.

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Na audiência desta terça, a intenção dos integrantes do colegiado é questionar o ministro sobre as medidas adotadas pelo governo para conter e prevenir queimadas no bioma, que se intensificaram desde o meio do ano.

 

Aprovado no dia 30 de setembro, o requerimento, da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), também pede que o ministro apresente subsídios sobre a adequação da legislação atual que rege as políticas de proteção da flora e da fauna da região.

 

Estatuto

 

A Comissão do Pantanal busca acompanhar as providências adotadas para combater e evitar novos focos de incêndios, bem como para a limpeza dos locais já atingidos pelas queimadas que destroem o Pantanal há meses.

 

O colegiado também está atento às ações de proteção das populações diretamente atingidas, da economia, da fauna e da flora, buscando transparência nas atividades coordenadas pela Operação Pantanal.

 

A partir das atividades e das contribuições dos diversos segmentos da sociedade, a comissão vai elaborar um projeto de lei com normas gerais de proteção ao bioma, o chamado Estatuto do Pantanal. A comissão iniciou suas atividades em setembro e tem duração prevista de 90 dias.

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O presidente é o senador Wellington Fagundes (PL-MT) e o relator, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Também compõem o colegiado as senadoras Simone Tebet (MDB-MS) e Soraya Thronicke (PSL-MS) e os senadores Carlos Fávaro (PSD-MT), Esperidião Amin (PP-SC), Jayme Campos (DEM-MT) e Fabiano Contarato (Rede-ES), que é presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA).

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