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Ciência, inovação e cultura percorrem o extremo sul brasileiro durante a SNCT 2025

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O Sul do Brasil navega em ondas de conhecimento. De 21 a 26 de outubro, a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) movimenta a região com experiências que unem pesquisa, cultura e educação sob o tema Planeta Água: a Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território. Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o evento é o maior movimento de popularização científica do País e envolve milhares de estudantes, pesquisadores e comunidades em ações que mostram a presença da ciência no dia a dia das pessoas. 

Com o tema Águas do Extremo Sul – Marés de Saberes, Ciência e Tecnologia para Resiliência Climática, o Rio Grande do Sul (RS) celebra a SNCT. Coordenada pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a programação se espalha por várias cidades, de Rio Grande a Santo Antônio da Patrulha, passando por São Lourenço do Sul, Santa Vitória do Palmar e pela Estação Ecológica do Taim. A Feira das Ciências: Integrando Saberes no Cordão Litorâneo reúne mais de 60 trabalhos de estudantes da rede pública, enquanto a Mostra de Ciências e do Conhecimento promove o diálogo entre saberes tradicionais e acadêmicos em atividades que envolvem sustentabilidade, inovação e inclusão social. 

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Em Santa Catarina (SC), as atividades da SNCT se espalham por diferentes campi do Instituto Federal Catarinense (IFC) e do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). No IFSC – Campus Tijucas, a programação conecta moradores, pescadores, estudantes e professores em rodas de conversa sobre justiça climática, oficinas, palestras virtuais e apresentações culturais como o Boi de Mamão, chegando também ao Quilombo do Valongo para refletir sobre o papel das águas e do território. No extremo oeste, o IFSC – Campus São Miguel do Oeste integra divulgação científica, educação ambiental e desenvolvimento tecnológico, enquanto o IFSC – Câmpus Jaraguá do Sul – Centro promove feiras, oficinas, palestras, observação do céu, economia solidária e serviços de saúde. 

Ainda em Santa Catarina, o IFC – Câmpus Santa Rosa do Sul promove a segunda edição da SNCT com o mote O Oceano que Precisamos para o Futuro que Queremos. As atividades se organizam em quatro grandes eventos: a Feira de Ciências, Inovação, Tecnologia, Arte e Cultura (Fecitac); a Jornada Integrada dos Cursos Superiores (Jics); a Mostra de Iniciação Científica (MIC); e a Agrotec – Exposição Tecnológica da Agricultura Familiar. Os encontros abordam os sete princípios da cultura oceânica e incentivam a reflexão sobre o uso sustentável da água e a importância dos ecossistemas aquáticos para a vida humana. 

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A SNCT é  promovida pelo MCTI, sob a coordenação da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab).  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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