Economia
Secretário Cezar Miranda afirma que parcerias com países do Mercosul irão ajudar desenvolver os atrativos comerciais para que a ZPE de Cáceres deslanche
JB News
Da Redação
O Governo de Mato Grosso assinou nesta quinta-feira a autorização da Receita Federal para dar início às operações na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres.
O secretário de Indústria Comércio e Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso Cezar Miranda, comentou sobre a demora de 40 anos para que a Zona de Processamento e Exportação fosse assinada e liberada para que começasse a funcionar.
A ZPE começou no governo de Jayme Campos, e só agora no governo de Mauro Mendes foi ássinado o reconhecimento de alfandegamento pela Receita Federal.

Para o secretário a demora não é somente por conta da liberação. E ressaltou da coragem do Governador Mauro Mendes de enfrentar a situação, buscando atender todos os critérios que a legislação, e a Receita Federal exige.
“Foi feito uma reorganização da AZPEC que é uma sociedade anônima, onde o governo do estado é acionista. Onde foram realizados um trabalho contábil muito grande para que a empresa fosse saneada, para que hoje ela estivesse apta para operar a ZPE”.
Segundo o secretário a partir de agora quem estiver instalado na ZPE poderá ter seu produto já alfandegado no local, sem ter que esperar até 30 dias para ser embarcado.
Outra melhoria para o comércio em MT, é que a partir de agora quem estiver instalado na Zona de Exportação não irá pagar exportação para aquisição de máquinas e equipamentos sem pagar imposto federais. Além de exportar sem pagar imposto as matéria primas produzidas no estado.
“Caso a empresa venda dentro no mercado nacional ela também tem os incentivos fiscais de Mato Grosso, que são isonômicos, sem burocracia, e com segurança jurídica. Em síntese, é um grande atrativo para quem quer produzir e industrializar aquilo que Mato Grosso produz como ninguém. Que são proteínas vegetais e animais. Destacou o secretário.
Ainda segundo Cezar Miranda são mais de 230 lotes que ir ao movimentar a economia da região de Cáceres. “As empresas vão ter onde se instalar, e consequentemente vai gerar empregos, movimentar o comércio e turismo de Cáceres. Enfim é o famoso ganha ganha. Ressaltou.
Cezar Miranda afirmou ainda que já existem quatro empresas que já querem se instalar na ZPE. Além de sete chinesas que estão em MT a fim de conhecer a zona de Processamento.
“Nos temos já quatro empresas querendo se instalar na ZPE. E somente hoje temos sete empresas chinesas dos mais diferentes segmentos entre elas de tecnologias, fabricação de açúcar, e proteínas animais e vegetais que vieram conhecer as ZPE, visando se instalar aqui para produzir seus produtos e mandar para a China e para o mundo”. Reforçou.
Para o secretário as condições que precisavam estão feitas. E que irá a partir de agora parcerias estão sendo construídas com os países do Mercosul para ajudar desenvolver os atrativos comerciais para que a ZPE se deslanche
AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
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