Economia

Secretário Cezar Miranda afirma que parcerias com países do Mercosul irão ajudar desenvolver os atrativos comerciais para que a ZPE  de Cáceres deslanche

Publicados

em

JB News

Da Redação

O Governo de Mato Grosso assinou nesta  quinta-feira a  autorização da Receita Federal para dar início às operações na  Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres.

O secretário de Indústria Comércio  e Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso Cezar Miranda,  comentou sobre a demora de 40 anos para que a Zona de Processamento e Exportação fosse assinada e liberada para que começasse a  funcionar.

A ZPE começou no governo de Jayme Campos, e só agora no governo de Mauro Mendes foi ássinado o reconhecimento de alfandegamento pela Receita  Federal.

Para o secretário a demora não é somente por conta da liberação.  E ressaltou  da coragem do Governador Mauro Mendes de enfrentar a situação, buscando atender todos os critérios que a legislação, e a Receita Federal exige.

“Foi feito uma reorganização da AZPEC que é uma sociedade anônima, onde o governo do estado é acionista.  Onde foram realizados um trabalho contábil muito grande para que a empresa fosse saneada, para que hoje ela estivesse apta para  operar a ZPE”.

Leia Também:  Última semana de novembro traz recuo no preço a cesta básica em Cuiabá

Segundo o secretário a partir de agora quem estiver instalado na ZPE poderá ter seu produto já alfandegado no local, sem ter que esperar até 30  dias para ser embarcado.

Outra melhoria para o comércio em MT, é que a partir de agora quem estiver instalado na Zona de Exportação não irá pagar exportação para aquisição de máquinas e equipamentos sem pagar imposto federais. Além  de exportar sem pagar imposto  as matéria primas produzidas no estado.

“Caso a empresa venda  dentro no mercado nacional ela também tem os incentivos fiscais de Mato Grosso, que são isonômicos,  sem burocracia, e com segurança jurídica.  Em síntese, é um grande atrativo para quem quer produzir e industrializar aquilo que Mato Grosso produz como ninguém. Que são proteínas vegetais e animais. Destacou o secretário.

Ainda segundo Cezar Miranda são mais de 230 lotes que ir ao movimentar a economia da região de Cáceres. “As empresas vão ter onde se instalar, e  consequentemente vai gerar empregos, movimentar o comércio e turismo de Cáceres. Enfim é o famoso ganha ganha. Ressaltou.

Leia Também:  Várzea Grande gera 2,8 mil novos postos de trabalho no primeiro semestre de 2024

Cezar Miranda afirmou ainda que já existem quatro  empresas  que já querem se instalar na ZPE. Além de sete chinesas que estão em MT a fim de conhecer a zona de Processamento.

“Nos temos  já  quatro empresas querendo se instalar na ZPE. E somente hoje temos sete empresas chinesas dos mais diferentes segmentos entre elas de tecnologias, fabricação de açúcar, e proteínas animais e vegetais que vieram conhecer as ZPE, visando se instalar aqui para produzir seus produtos  e  mandar para a China e para o mundo”. Reforçou.

Para o secretário as condições que precisavam estão feitas. E que irá a partir de agora parcerias estão sendo construídas  com os países do Mercosul para ajudar desenvolver os atrativos comerciais para que a ZPE se deslanche

 

COMENTE ABAIXO:

AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

Publicados

em

Por

JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

Leia Também:  Parceria entre Governo de MT e Prefeitura de Juína produz 35 mil mudas de cacau para agricultores familiares

Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

Leia Também:  Reunião entre deputado Wilson Santos e prefeito Kalil busca resolver problemas estruturais nos bairros Jardim Glória I e II

“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

Veja :

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA