Geral
Centenas de servidores de ouvidorias municipais e estaduais participam de capacitação do TCE-MT
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
Centenas de servidores e colaboradores das ouvidorias de órgãos públicos municipais e estaduais participaram de curso inédito na modalidade EAD realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).
A capacitação teve início nesta segunda-feira (29), com palestra introdutória do ouvidor-geral da Corte de Contas, conselheiro Antonio Joaquim, e aula magna dos professores Adriana Carla e Thiago Ávila.
Parte do projeto Ouvidoria para Todos, a qualificação aconteceu no auditório da Escola Superior de Contas e foi transmitida pelo Canal do TCE-MT no YouTube. Na ocasião, Antonio Joaquim destacou que a iniciativa obedece à determinação da Nota Técnica TCE-MT n° 02/2021, que estabelece recomendações às unidades gestoras no cumprimento da Lei n.º 13.460/2017, o Código de Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos.
Lembrou ainda que a fase de capacitação se estende até 2023 e que, a partir do próximo ano, as instituições que não estiverem alinhadas à norma poderão ser punidas. “É preciso avaliar com nitidez o que significa implantar uma ouvidoria que funciona. É uma forma de recepcionar a reclamação do cidadão de forma direta, sem precisar pedir para ninguém. Você sozinho entra no canal da e contesta, reclama, denuncia”.
No mesmo sentido se pronunciou o presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, que destacou o foco em capacitação adotado pelo órgão. “Que isso colabore para que a administração pública do estado seja referência também em transparência na gestão e no respeito ao cidadão. Quero reiterar publicamente minha gratidão ao conselheiro Antônio Joaquim pelo efetivo cumprimento das metas estratégicas da nossa gestão.”
O supervisor da Escola Superior de Contas, conselheiro Waldir Teis, reforçou o papel dos ouvidores na administração. “Esta é uma atividade muito séria. As exigências da sociedade todos os dias são maiores e a população nos cobra respostas urgentes com resultados eficientes.”
Com experiência de quase 20 anos no setor, o ouvidor-geral da Prefeitura de Cuiabá, Heitor Reyes, contou que todos os ouvidores setoriais da administração municipal participaram do encontro. “O Tribunal de Contas é um grande parceiro na hora de sanar nossas dúvidas, fazendo um papel maravilhoso e ajudando a gente a corrigir. Estamos sempre aprendendo com o Tribunal a trazer as soluções para mais próximo da população.”
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Para o superintendente da Controladoria Geral da União (CGU) em Mato Grosso, Daniel Gontijo, o TCE-MT vem acertando ao trabalhar em rede. “Principalmente porque a gente pode capacitar e instruir sobre a importância da ouvidoria. Quanto mais distante, quanto menor a prefeitura, mais importante esse contato com o cidadão, que é de onde teremos informações essenciais para fazer uma boa gestão”, disse durante a abertura do evento.
Já o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, avaliou que as ouvidorias são instrumentos que possibilitam uma comunicação segura entre o cidadão e a municipalidade. “Isso faz com que os gestores, ao receberem as manifestações, possam tomar melhores decisões e implementar algumas ações que satisfaçam o interesse público.”
Também foi o que avaliou o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Alencar. “A ouvidoria é a casa do cidadão dentro da gestão pública. E os ouvidores e demais servidores que atuam nas ouvidorias têm o dever de recepcioná-los, de ouvi-los com atenção e de. Principalmente entregar para a população um serviço ágil e de qualidade”, pontuou.
O curso
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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Dividido em cinco módulos, o curso traz assuntos essenciais ao trabalho desempenhado pelas ouvidorias, sendo eles a Lei de Acesso à Informação, o Código de Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos, o Fortalecimento Institucional das Ouvidorias, a Lei Geral de Proteção de Dados e o Governo Digital. Ao longo das próximas semanas, as aulas seguem de forma online, com material didático de apoio e lives de interação com os professores.
É o que explica a professora Adriana Carla. “Fico feliz em saber que todos vocês estão recebendo de braços abertos essa proposta que nós construímos a quatro mãos, junto com toda a equipe do Instituto Brasileiro de Educação em Gestão Pública. Esta é uma jornada de conhecimento dividida em cinco pilares, divididos por nós nestes módulos”, disse.
Thiago Ávila, Por sua vez, que também é docente do Instituto Brasileiro de Educação em Gestão Pública (IBEGESP), chamou a atenção para a relação entre poder público e sociedade. “Como consequência dessa era digital tivemos muitas mudanças abruptas. Mas, independentemente das tempestades, temos que prover a calmaria necessária para conduzir a nossa tripulação em prol da excelência. Porque, acima de tudo, o cidadão precisa ser bem atendido.”
Esta é a terceira fase do projeto Ouvidoria para Todos e vai ao encontro das diretrizes do presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, de capacitar a administração pública municipal. A próxima etapa será a fiscalização e adoção de providências, por parte do Tribunal, quanto ao cumprimento da Norma.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Flickr: clique aqui
de Mato Grosso (TCE-MT). A capacitação teve início nesta segunda-feira (29), com palestra introdutória do ouvidor-geral da Corte de Contas, conselheiro Antonio Joaquim, e aula magna dos professores Adriana Carla e Thiago Ávila.
Parte do projeto Ouvidoria para Todos, a qualificação aconteceu no auditório da Escola Superior de Contas e foi transmitida pelo Canal do TCE-MT no YouTube. Na ocasião, Antonio Joaquim destacou que a iniciativa obedece à determinação da Nota Técnica TCE-MT n° 02/2021, que estabelece recomendações às unidades gestoras no cumprimento da Lei n.º 13.460/2017, o Código de Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos.
Lembrou ainda que a fase de capacitação se estende até 2023 e que, a partir do próximo ano, as instituições que não estiverem alinhadas à norma poderão ser punidas. “É preciso avaliar com nitidez o que significa implantar uma ouvidoria que funciona. É uma forma de recepcionar a reclamação do cidadão de forma direta, sem precisar pedir para ninguém. Você sozinho entra no canal da e contesta, reclama, denuncia”.
No mesmo sentido se pronunciou o presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, que destacou o foco em capacitação adotado pelo órgão. “Que isso colabore para que a administração pública do estado seja referência também em transparência na gestão e no respeito ao cidadão. Quero reiterar publicamente minha gratidão ao conselheiro Antônio Joaquim pelo efetivo cumprimento das metas estratégicas da nossa gestão.”
O supervisor da Escola Superior de Contas, conselheiro Waldir Teis, reforçou o papel dos ouvidores na administração. “Esta é uma atividade muito séria. As exigências da sociedade todos os dias são maiores e a população nos cobra respostas urgentes com resultados eficientes.”
Com experiência de quase 20 anos no setor, o ouvidor-geral da Prefeitura de Cuiabá, Heitor Reyes, contou que todos os ouvidores setoriais da administração municipal participaram do encontro. “O Tribunal de Contas é um grande parceiro na hora de sanar nossas dúvidas, fazendo um papel maravilhoso e ajudando a gente a corrigir. Estamos sempre aprendendo com o Tribunal a trazer as soluções para mais próximo da população.”
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Para o superintendente da Controladoria Geral da União (CGU) em Mato Grosso, Daniel Gontijo, o TCE-MT vem acertando ao trabalhar em rede. “Principalmente porque a gente pode capacitar e instruir sobre a importância da ouvidoria. Quanto mais distante, quanto menor a prefeitura, mais importante esse contato com o cidadão, que é de onde teremos informações essenciais para fazer uma boa gestão”, disse durante a abertura do evento.
Já o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, avaliou que as ouvidorias são instrumentos que possibilitam uma comunicação segura entre o cidadão e a municipalidade. “Isso faz com que os gestores, ao receberem as manifestações, possam tomar melhores decisões e implementar algumas ações que satisfaçam o interesse público.”
Também foi o que avaliou o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Alencar. “A ouvidoria é a casa do cidadão dentro da gestão pública. E os ouvidores e demais servidores que atuam nas ouvidorias têm o dever de recepcioná-los, de ouvi-los com atenção e de. Principalmente entregar para a população um serviço ágil e de qualidade”, pontuou.
O curso
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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Dividido em cinco módulos, o curso traz assuntos essenciais ao trabalho desempenhado pelas ouvidorias, sendo eles a Lei de Acesso à Informação, o Código de Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos, o Fortalecimento Institucional das Ouvidorias, a Lei Geral de Proteção de Dados e o Governo Digital. Ao longo das próximas semanas, as aulas seguem de forma online, com material didático de apoio e lives de interação com os professores.
É o que explica a professora Adriana Carla. “Fico feliz em saber que todos vocês estão recebendo de braços abertos essa proposta que nós construímos a quatro mãos, junto com toda a equipe do Instituto Brasileiro de Educação em Gestão Pública. Esta é uma jornada de conhecimento dividida em cinco pilares, divididos por nós nestes módulos”, disse.
Thiago Ávila, Por sua vez, que também é docente do Instituto Brasileiro de Educação em Gestão Pública (IBEGESP), chamou a atenção para a relação entre poder público e sociedade. “Como consequência dessa era digital tivemos muitas mudanças abruptas. Mas, independentemente das tempestades, temos que prover a calmaria necessária para conduzir a nossa tripulação em prol da excelência. Porque, acima de tudo, o cidadão precisa ser bem atendido.”
Esta é a terceira fase do projeto Ouvidoria para Todos e vai ao encontro das diretrizes do presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, de capacitar a administração pública municipal. A próxima etapa será a fiscalização e adoção de providências, por parte do Tribunal, quanto ao cumprimento da Norma.
Geral
Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio
JB News
Por Emerson Teixeira
A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.
Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.
As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.
Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.
Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.
Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.
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