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Casa da Mulher Brasileira: unidades de São Luiz/MA e Teresina/PI implementam o Sistema UNA

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Com a finalidade de enfrentar a escassez de dados oficiais referentes às políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres o Sistema Nacional de Dados das Casas da Mulher Brasileira – UNA – foi idealizado. Lançado no final de 2024, fruto da parceria entre o Ministério das Mulheres e a Dataprev, a plataforma integra serviços e estreita comunicação entre as unidades espalhadas pelo Brasil. 

Entre os dias 24 a 28 de fevereiro foi  implementado o Sistema UNA nas Casas da Mulher Brasileira de São Luiz/MA e Teresina/PI. A capacitação foi realizada pelas equipes do Ministério das Mulheres e da Dataprev. As casas foram escolhidas para o projeto-piloto por não terem sistemas adequados implementados. Em São Luís tem uma uma casa antiga e Teresina inaugurou sua CMB em março de 2024.

“Com a plataforma, a consistência dos dados nos permitirá compreender cada situação de forma mais clara e elaborar políticas públicas direcionadas às demandas específicas de cada localidade. Além disso, teremos uma comunicação mais ágil e eficiente entre os serviços da Casa da Mulher Brasileira, entre as próprias casas e com o Ministério das Mulheres”, destacou a coordenadora-geral de Prevenção à Violência Contra Mulheres, da Diretoria de Proteção de Direitos (Senev), Simone Souza.

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Ela complementou que “o termo de adesão à plataforma será estendido também aos centros de referência e abrigos para mulheres em situação de violência. Dessa forma, poderemos obter informações confiáveis e abrangentes sobre a realidade das mulheres em todo o país”.  A  assessora da Secretaria Executiva do Ministério das Mulheres, Viviane Cesario, também participa das capacitações juntamente com a coordenadora Simone.

A  analista de Relacionamento Comercial da Dataprev (DERC), Renata de Souza Luis, “a integração das áreas dará mais proteção, acolhimento e dados confiáveis para que haja um fluxo padrão em todas as Casas da Mulher Brasileira”.

Até junho todas as Casas da Mulher Brasileira contarão com o Sistema UNA.

Sobre o Sistema UNA
Além de coletar e organizar os dados de maneira padronizada e estruturada e, com isso, agilizar o atendimento às mulheres em situação de violência, a proposta objetiva evitar a revitimização e utilizar os dados coletados para formular ou aprimorar as políticas públicas direcionadas às mulheres. Outro ganho que a ferramenta traz é a possibilidade de análise de demandas regionais, contribuindo para o aprimoramento da gestão dos equipamentos públicos e a implementação de ações mais eficientes e direcionadas. 

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Painel de Monitoramento
O novo sistema faz parte de uma série de ações que o Ministério das Mulheres vem desenvolvendo para o aprimoramento das Casas da Mulher Brasileira, no âmbito do Programa Mulher Viver Sem Violência (Decreto 11.431/2023) e do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios (Decreto 11.640/2023).

Atualmente, 10 Casas estão em funcionamento no país: Campo Grande/MS, Fortaleza/CE, Ceilândia/DF, Curitiba/PR, São Luís/MA, Boa Vista/RR, São Paulo/SP,  Salvador/BA, Teresina/PI e Ananindeua/PA, essas últimas três inauguradas na atual gestão; e outras 27 unidades estão em fase de implementação.

Para o acompanhamento das fases de implantação das Casas da Mulher Brasileira e dos Centros de Referência da Mulher Brasileira, o Ministério das Mulheres disponibiliza o Painel de Monitoramento com fotos, dados, valor investido em cada unidade e a previsão para a próxima fase de execução, com atualização mensal. 

 

Fonte: Ministério das Mulheres

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Brasília sedia encontro de gestoras para validação de novas diretrizes das Casas da Mulher Brasileira

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Nos dias 14 e 15 de abril, Brasília recebe o Encontro de Colegiados Gestores e Representantes dos Serviços das Casas da Mulher Brasileira: Oficina e Validação das Novas Diretrizes da Casa da Mulher Brasileira.

Promovido pelo Ministério das Mulheres, em parceria com a ONU Mulheres, o evento reúne gestoras em função de fortalecer a rede de atenção às mulheres em situação de violência. O objetivo é que mulheres que trabalham com as entregas de políticas públicas na ponta possam se reunir para debater diretrizes que serão implementadas no segundo semestre de 2026.

Estela Bezerra, secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres, pontuou os desafios que é desenvolver a política de enfrentamento da violência contra a mulher. “O trabalho que a gente faz já tem impacto, mas pode ter um impacto muito maior. O nosso desafio é de acolhimento, fluxo, atendimento adequado, mas temos a capacidade de fazer com que cada mulher que chegue à rede de atenção especializada consiga ter um plano de vida que permita que ela saia da situação de violência”, contextualizou Estela.

Para a secretária, a rede especializada de atendimento às vítimas de violência é um diferencial na vida dessas mulheres. Os dados disponibilizados, tanto no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) quanto no Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que municípios que contam com estrutura especializada, como Casa Abrigo, Casa Da Mulher Brasileira, Delegacia da Mulher, Defensoria Pública da Mulher, apresentam taxas menores de feminicídio.

“No último relatório que foi divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nós tivemos uma radiografia que nos coloca um desafio gigante. Dos 931 municípios, onde aconteceram os feminicídios no ano passado (2025), 50% deles ocorreram em municípios de até 100 mil habitantes. Muitos desses municípios não têm nenhum equipamento especializado de enfrentamento à violência, como delegacia especializada, por exemplo”, apresentou a secretária.

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Parcerias

Tendo como premissa que a violência contra mulheres é um problema cultural, há uma necessidade constante de enfrentamento a essa violência. Por isso, as políticas públicas não podem ser estáticas. É necessário que sempre se revisite, dialogue e revise as diretrizes, para que o enfrentamento esteja alinhado às necessidades de cada local.

Desse modo, o Encontro de Colegiados Gestores e Representantes dos Serviços das Casas da Mulher Brasileira: Oficina e Validação das Novas Diretrizes da Casa da Mulher Brasileira, em parceria com a ONU Mulheres, busca a elaboração de uma nova versão das diretrizes gerais da Casa da Mulher Brasileira, mais conectada com a realidade atual desse fenômeno da violência contra as mulheres e mais conectada com as demandas, com as necessidades e com as lacunas que existem.

De acordo com Maura Souza, coordenadora-geral de Fortalecimento da Rede de Atendimento, na Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, do Ministério das Mulheres, o objetivo da Casa da Mulher Brasileira é ofertar, no mínimo, dez serviços, para que a mulher tenha atendimento especializado em um único lugar.

“No âmbito das Casas da Mulher Brasileira, ofertamos, no mínimo, dez serviços, por meio de ações intersetoriais vinculadas a outras políticas setoriais, que visam, ao mesmo tempo, a quebrar o ciclo da violência, e construir e impactar os indicadores de cada território, do ponto de vista de redução significativa da violência, sobretudo de erradicação do feminicídio nesses territórios”, reforçou Maura.

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Diagnóstico e revisão

A parceria entre a pasta das Mulheres e a ONU Mulheres vem desde 2023, mas foi em 2024, por meio de apoio técnico entre as instituições, que foi possível formular o projeto de diagnóstico da Casa da Mulher Brasileira e as diretrizes de funcionamento das Casas.

“Desde junho do ano passado (2025), entramos em campo para visitar a Casa da Mulher Brasileira. Selecionamos oito, que estavam em funcionamento naquele momento. Fizemos visitas, observamos o funcionamento, realizamos mais de 80 entrevistas locais, entrevistas com secretárias de políticas para as mulheres. Finalizamos esse diagnóstico e, nesse momento, estamos concluindo o diagnóstico. Hoje vamos apresentar para as equipes das Casas o resultado dessa revisão das diretrizes, para que a gente possa colher um pouco mais de insumos e contribuições para finalizar o documento”, contextualizou a pesquisadora da ONU Mulheres, Wânia Pasinato.

Próximos passos

Maura Souza, coordenadora-geral de Fortalecimento da Rede de Atendimento, explicou que o evento representa uma das etapas do projeto, que, a partir do diagnóstico identificado, apresentará uma proposta de alteração das diretrizes, para qualificação no âmbito do colegiado do Conselho das Mulheres e apresentado também para o Fórum do Secretário Estadual de Política para as Mulheres.

“Vamos concluir esse instrumento para publicar em junho. A partir de junho, nós vamos colocar em prática um plano de implementação das diretrizes. Essa  implementação requer a articulação territorial com os estados, com os municípios que fazem a gestão da Casa da Mulher Brasileira”, finalizou a coordenadora-geral.

 

Fonte: Ministério das Mulheres

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