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Capacidade de abate de bovinos na indústria apresenta alta em MT

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Por Rodrigo Meloni

Com informações da Acrimat

 

A taxa de utilização da capacidade de abates de bovinos na indústria frigorífica de Mato Grosso apresentou alta em fevereiro deste ano, de acordo com relatório divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta terça-feira (30.03). O indicador da utilização real das indústrias ficou em 69,8%, apresentando incremento de quase 4 pontos percentuais no comparativo com janeiro.

As regiões que mais colaboraram para esse cenário foram a sudeste, a oeste e a norte. O menor volume de animais abatidos nesse período – cerca de 347 mil cabeças, correspondente a um recuo de 3,83% -, pode ser explicado pela maior distribuição dos abates diários, visto que em fevereiro foi registrado menos dias trabalhados em relação ao mês anterior.

“Apesar do consumo tímido no mercado doméstico, uma vez que o consumidor final tem destinado suas compras para proteínas mais em conta nesse período de corte no auxílio, as expectativas são de melhora na oferta de gado apto para o abate, tendo em vista que novos lotes de animais engordados a pasto podem começar a ser ofertados no estado”, analisa o Imea.

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Isso significa que o cenário atual, uma combinação de baixo consumo de carne bovina no mercado interno, aliado à oferta restrita de animais para abate em MT, deve mudar tão logo os novos lotes de animais estejam disponíveis.

“Com a oferta restrita na maioria das regiões do estado, a escala de abate apresentou pequeno recuo; já no mercado futuro, o contrato corrente demonstrou variação positiva de 0,30%, a média da arroba ficou em R$ 312,58/@ e R$ 303,23/@, respectivamente”, informa o Instituto.

Nesta semana, a relação de troca boi/bezerro novamente apresentou queda. Esse cenário foi justificado pela valorização mais intensa do bezerro de ano.

IBGE

Na última semana de março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou as informações de abate e produção referentes ao último trimestre de 2020. Esses dados demonstraram que no consolidado anual o volume de bovinos abatidos em Mato Grosso totalizou 5,05 milhões de cabeças – uma variação de -10,61%, ante a 2019.

Já a produção mato-grossense de carne bovina ficou em 1,41 milhão de toneladas – recuo de 7,26% no mesmo comparativo. Contudo, é válido ressaltar que, mesmo com os decréscimos, MT continua sendo o estado que mais abate e produz em todo o país.

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Outros estados da região Centro-Oeste também apresentaram decréscimos, sendo os casos de Mato Grosso do Sul e Goiás, com quedas de 9,64% e 7,15% nos abates e de 7,40% e 4,20% na produção, respectivamente. No caso de São Paulo, mesmo com uma queda igual à de MT nos abates, o estado teve um recuo menos expressivo na produção, de 3,84%.

 Diante disso, Mato Grosso encerrou 2020 com uma representatividade em âmbito nacional de 17,23% do total abatido e de 18,37% do volume produzido.

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Fórum reforça a importância de compartilhar responsabilidades para prevenir a febre aftosa

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O 4º Fórum Estadual de Vigilância contra a Febre Aftosa em Mato Grosso promovido na manhã desta quinta-feira (30/06) destacou a importância do fortalecimento do serviço de defesa sanitária animal para que todo o estado alcance o status de livre de febre aftosa sem vacinação. Mato Grosso está há 25 anos sem registro da doença e da circulação do vírus, sendo reconhecido internacionalmente como zona livre de febre aftosa com vacinação.

 

“Com o novo status sanitário que almejamos, poderemos acessar novos mercados, engrandecendo ainda mais esta cadeia produtiva que já é extremamente forte em nosso estado. Nós, produtores rurais, já demonstramos nesses últimos 25 anos que somos capazes. Com a sanidade do nosso rebanho, a qualidade dos nossos produtores e dos técnicos envolvidos vamos conseguir, com tranquilidade, atingir esse status e seremos protagonistas desse momento histórico para o mercado agropecuário brasileiro”, disse Normando Corral, presidente do Sistema Famato.

 

No painel que trouxe o questionamento “Vacinar até quando?”, o diretor do Departamento de Saúde Animal e Insumos Pecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Geraldo Marcos de Moraes, reforçou que a luta contra a febre aftosa no país está sustentada em uma importante característica: a participação conjunta dos setores público e privado na definição das melhores estratégias e ações a serem adotadas.

 

Um dos componentes principais do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa em Mato Grosso (PNEFA-MT) é a interação e comunicação com a sociedade, em especial os produtores rurais. “Estamos na última etapa de erradicação da febre aftosa, que coincide com a suspensão da vacinação. Essas discussões com o setor produtivo harmonizam as informações e abrem espaços para que possamos escutar e ver todos os pontos de vista para a melhor política pública possível”, argumentou Moraes.

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Ao falar sobre o tema “Zona Livre de Febre Aftosa sem vacinação! E agora?”, o presidente da Agência de Defesa Sanitária Agrossilvipastoril de Rondônia (Idaron), Júlio Cesar Rocha Peres, explicou que o reconhecimento também impõe desafios e, portanto, será necessário manter o rigor nos cuidados sanitários. Neste caso, segundo ele, o produtor rural terá papel ainda mais importante para garantir a manutenção desse novo status sanitário. “O produtor rural, que sempre esteve engajado nas ações desenvolvidas pelos setores públicos e privados continuará a ter grande importância na prevenção de doenças”, salientou.

 

Júlio César destacou também a importância do compartilhamento de responsabilidades, tanto do setor público como privado, para a prevenção da aftosa e a utilização de tecnologias a favor da defesa sanitária animal. “A tecnologia somada aos demais equipamentos e infraestrutura para o desempenho do trabalho realizado pelos servidores dos órgãos de sanidade animal, nas atividades de campo, garantem maior efetividade e eficiência nas operações voltadas à proteção dos rebanhos e na manutenção do status sanitário”.

 

Mercado – Em relação ao mercado internacional, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, trouxe dados das exportações brasileiras de carne bovina que apresentaram aumento de 2,2% no faturamento entre janeiro e maio de 2021, somando US$ 3,2 bilhões em comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Conforme o dirigente, a China segue como o principal destino das exportações de carnes, tendo somado 317.081 toneladas embarcadas entre janeiro e maio, um aumento de 10,4% em relação às 287,2 mil toneladas embarcadas nos primeiros cinco meses do ano passado. O faturamento no período cresceu 5,4% e fechou em US$ 1,5 bilhão.

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Prevenção e combate – O fiscal estadual agropecuário da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (SEAPDR), Fernando Groff, apresentou medidas fundamentais na prevenção e combate à febre aftosa, como barreiras sanitárias, sanidade animal, intervenção, atuação emergencial, novos mercados de carne, exportação e questões relacionadas à biosseguridade.

 

João Marcelo Brandini Néspoli, fiscal do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), falou dos desafios da equipe gestora no cumprimento do Plano Estratégico 2017-2026 em Mato Grosso e as questões técnicas e estruturais dos serviços veterinários no estado. “Com responsabilidade e segurança estamos trabalhando para alcançar a excelência necessária para a suspensão da vacinação”, assegurou Néspoli.

 

O Fórum é organizado pelas entidades: Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso), Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), Acrismat (Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso), Aproleite (Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso), Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso), Fesa (Fundo Emergencial de Saúde Animal), CRMV-MT (Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia do Estado de Mato Grosso) e Sindifrigo (Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso).

 

Para assistir ao evento completo no YouTube da Famato, basta acessar aqui: https://www.youtube.com/watch?v=W6rozp5L6Kg

 

 

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