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Câmara de Cuiabá recolhe uma tonelada de materiais recicláveis com ecoponto e discute ampliação

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Vinicius Ferreira | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá 

A Câmara Municipal de Cuiabá realizou, na manhã desta quarta-feira (28), reunião de alinhamento e apresentação do projeto Ecoponto ReciclaMT, iniciativa já em funcionamento na sede do Legislativo e que vem se consolidando como referência em gestão de resíduos sólidos e educação ambiental no município. O encontro contou com a presença da presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL), do secretário municipal de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar, Fernando Medeiros, e do diretor do ReciclaMT, Thiago Itacaramby.
Durante a reunião, foram apresentados os resultados do primeiro ecoponto instalado nas dependências da Casa de Leis, além da ampliação do projeto para novos pontos estratégicos da Capital, especialmente em áreas de grande circulação e relevância turística, como o Mercado do Porto, a Orla do Porto, o Museu do Rio e o Aquário Municipal.
Em apenas 90 dias de operação, o ecoponto da Câmara já ultrapassou a marca de uma tonelada de materiais recicláveis coletados. A presidente do Parlamento cuiabano, vereadora Paula Calil, destacou que o projeto representa um avanço necessário para Cuiabá.
“Cuiabá precisa evoluir na questão ambiental. Estamos atrasados nesse quesito e o nosso propósito é avançar. O ecoponto mostra que é possível promover inclusão social, conscientização ambiental e o descarte correto dos resíduos. A Câmara deu o pontapé inicial e agora queremos ampliar essa parceria com a Prefeitura, cooperativas e o ReciclaMT, levando essa iniciativa para outras regiões importantes da cidade”, afirmou.
Paula Calil também ressaltou que a iniciativa contribui para mudar a relação da população com o lixo.
“É fundamental que o cidadão compreenda a diferença entre lixo e resíduo. Quando descartado corretamente, o resíduo deixa de ser um problema e passa a ser uma solução para a cidade, tanto do ponto de vista ambiental quanto social”, completou a presidente.
O secretário Fernando Medeiros enfatizou que a reciclagem também deve ser vista como ferramenta de desenvolvimento econômico e geração de renda.
“O resíduo é dinheiro, gera emprego e renda. Só no Mercado do Porto, são cerca de sete toneladas de resíduos gerados, que hoje acabam indo para o aterro sanitário. Com os ecopontos, parte desse material poderá ser reaproveitada, beneficiando cooperativas e famílias que dependem dessa atividade. Além disso, estamos aliando infraestrutura, turismo e consciência ambiental, especialmente em áreas muito visitadas por famílias e crianças”, explicou ele.
Segundo o secretário, a Prefeitura vê no projeto uma oportunidade de integrar políticas públicas.
“Conhecemos o projeto liderado pela Câmara e queremos estendê-lo como piloto para o Mercado do Porto e, posteriormente, para outros pontos turísticos de Cuiabá. Isso fortalece a gestão pública e melhora a destinação dos resíduos”, pontuou Fernando.
O diretor do ReciclaMT, Thiago Itacaramby, destacou a importância do apoio institucional da Câmara de Cuiabá para a consolidação do projeto.
“A parceria com a Câmara Municipal é fundamental. Em 90 dias, coletamos uma tonelada de resíduos, o que mostra que a população está engajada e precisa de espaços adequados para fazer o descarte correto. A reunião de hoje reforça a viabilidade de expansão dos ecopontos, principalmente na região central, valorizando o turismo e promovendo uma Cuiabá mais limpa e sustentável”, disse.
 
Thiago também adiantou que o projeto entra em uma nova fase em 2026.
“Além da ampliação dos ecopontos, estamos desenvolvendo tecnologia embarcada nos containers, que permitirá rastreabilidade dos resíduos, monitoramento por dashboards e geração de dados para o poder público. Isso vai tornar a gestão ainda mais eficiente”, reforçou.
Atualmente, os materiais coletados são destinados à Coorepam (Cooperativa Alternativa de Catadores, Reciclagem e Preservação do Meio Ambiente), promovendo inclusão social e geração de renda para cerca de 20 famílias, além de parcerias específicas para a reciclagem de vidro.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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