Policial
Barbárie planejada: assassinos decidiram matar um motorista de aplicativo por dia e filmavam as execuções, revela Delegado, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A Polícia Civil de Mato Grosso encerrou uma das investigações mais chocantes dos últimos anos ao prender todos os integrantes do grupo responsável por uma série de latrocínios contra motoristas de aplicativo ocorridos em 2024, em Cuiabá e Várzea Grande. A confirmação veio após a captura do último envolvido, realizada na última semana, colocando fim a uma sequência de crimes que, segundo a polícia, tinha potencial para fazer ainda mais vítimas.
Em entrevista coletiva concedida na manhã desta segunda-feira (12), o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), descreveu em detalhes a frieza e o requinte de crueldade empregados pelo bando. De acordo com as investigações, os criminosos agiam a partir de uma decisão conjunta e deliberada: matar um motorista de aplicativo por dia, sem qualquer motivação além da própria vontade de matar. Segundo o delegado, essa escolha foi assumida pelos próprios autores durante as apurações.
As execuções, conforme relatado pela autoridade policial, eram marcadas por extrema violência. Os suspeitos utilizavam facas e canivetes que carregavam consigo e, em ao menos um dos crimes, a lâmina chegou a quebrar durante o ataque. Diante disso, eles passaram a usar um canivete pertencente à própria vítima para concluir a execução, o que, para a polícia, evidencia o nível de brutalidade e desprezo pela vida humana. Parte dos assassinatos foi filmada pelos criminosos, que guardavam os registros com a intenção de compartilhar com comparsas ou até mesmo reviver as cenas posteriormente, em um comportamento descrito como ritualístico e bárbaro.
As vítimas foram identificadas como Márcio Rogério Carneiro, de 34 anos, Eliseu Rosa Coelho, de 58 anos, e Nilson Nogueira, de 42 anos. Eles desapareceram entre os dias 11 e 14 de abril de 2024, após saírem de casa para trabalhar no período noturno como motoristas de aplicativo na região metropolitana. A cronologia levantada pela polícia aponta que no dia 10 de abril o grupo realizou a primeira abordagem, mas decidiu poupar a vida da vítima. Já no dia 11 ocorreu o primeiro assassinato. A segunda morte foi registrada no dia 13 e a terceira no dia 14, seguindo exatamente o plano traçado pelos criminosos de matar um motorista por dia.
Ainda no decorrer das investigações, um homem e uma mulher foram presos e dois adolescentes apreendidos por participação direta nos latrocínios e na ocultação dos cadáveres. O avanço do inquérito foi possível graças ao trabalho conjunto do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, à análise de imagens de câmeras de vigilância e a depoimentos que se confirmaram ao longo das diligências. Com base nessas informações, os policiais conseguiram identificar todos os envolvidos e reconstruir a dinâmica dos crimes.
Os corpos de Márcio Rogério Carneiro e Eliseu Rosa Coelho foram localizados em Várzea Grande, sendo um deles no bairro Jardim Petrópolis e outro em um lixão próximo à região do Capão do Pequi. Já o corpo de Nilson Nogueira foi encontrado posteriormente, em uma área do distrito de Bom Sucesso, também no município. As localizações reforçaram as linhas investigativas e ajudaram a consolidar as provas reunidas pela Polícia Civil.

O último integrante do grupo, Axel Lopes Campos, de 22 anos, foi preso na sexta-feira (9) na cidade de Juara, após um período de monitoramento realizado com apoio de policiais da região Norte do Estado. Ele foi identificado trabalhando de forma informal em um estabelecimento comercial. Segundo o delegado, a equipe aguardou o momento adequado para realizar a prisão com segurança. No ato da detenção, o suspeito teria confessado informalmente sua participação nos crimes.
Para o delegado Caio Albuquerque, o caso está plenamente esclarecido e materializado por provas técnicas, depoimentos e confissões que confirmam a autoria e a dinâmica dos latrocínios. Ele destacou que a crueldade empregada nos assassinatos impressiona até mesmo investigadores experientes e reforçou que a rápida atuação da Polícia Civil foi decisiva para interromper a sequência de mortes. Com todos os envolvidos presos, o inquérito segue agora para a fase judicial, enquanto a polícia ressalta que a conclusão do caso impede que novos motoristas de aplicativo fossem transformados em vítimas de um plano marcado pela barbárie.
Veja :
Cidades
“Foi por vingança”: assassino confessa execução em bar de Sorriso e diz que mataria outros envolvidos em roubo, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
Foto arte: Emerson Teixeira JB News
A morte de Nathanael Viana de Lima, de 27 anos, registrada na noite deste sábado (17), causou forte comoção e medo no centro de Sorriso, município localizado a cerca de 420 quilômetros de Cuiabá. Nathanael foi executado a tiros dentro de um bar/lanchonete, enquanto consumia bebida alcoólica e conversava com outro homem. O crime aconteceu por volta das 20h20 e foi registrado por câmeras de segurança.
As imagens mostram o momento em que o atirador se aproxima pela calçada, saca a arma e dispara diversas vezes contra a vítima. Pelo menos sete tiros foram efetuados. O homem que estava sentado com Nathanael se levanta em pânico e foge. Logo após os disparos, o autor corre e foge em direção à rua Amazonas. Nathanael não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.

Horas depois, a Polícia Militar localizou e prendeu o autor do homicídio, que confessou o crime. Em depoimento, o suspeito afirmou que matou por vingança, alegando que Nathanael teria participado de roubos praticados contra ele e outras pessoas. Segundo a polícia, o homem declarou ainda que pretendia cometer novos crimes contra outros supostos envolvidos na situação que, de acordo com ele, teria motivado a retaliação violenta.
Durante as investigações, um adolescente de 17 anos foi apreendido quando tentava incendiar a kitnet onde Nathanael morava, em uma ação que, conforme a polícia, também estaria ligada ao mesmo contexto de vingança. O suspeito adulto e o menor foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil, que segue à frente do inquérito.
Até o momento, as forças de segurança descartaram a participação de facções criminosas no assassinato. A polícia informou que o nome do assassino não foi divulgado oficialmente, mas confirmou que ele tem passagens anteriores pela polícia e já era conhecido no meio policial, informação que ainda está sendo detalhada no curso das investigações.
A execução em plena área central de Sorriso, registrada em vídeo e com grande circulação de pessoas, aumentou a sensação de insegurança na cidade. A Polícia Civil analisa minuciosamente as imagens das câmeras, colhe depoimentos de testemunhas e trabalha para reconstituir todos os passos do criminoso, além de esclarecer a participação de outras pessoas nos fatos que antecederam e sucederam o assassinato.
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