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Audiência presidida por Chico 2000 debate focos de incêndios e risco de seca extrema

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24/05/2024
Audiência presidida por Chico 2000 debate focos de incêndios e risco de seca extrema
O Pantanal é o bioma com maior aumento em focos de incêndios florestais em Mato Grosso no ano passado. Foram 3.953 focos em 2023 e 462 em 2022, um aumento de 755,63%. No comparativo dos últimos 10 anos foram 44,28% de aumento. Os dados são do Corpo de Bombeiros, que apresentou na quinta-feira (23), o Plano de Operação da Temporada de Incêndios Florestais, durante a audiência pública proposta pelo presidente da Câmara Municipal, Chico 2000 (PL).&nbsp
Na audiência realizada na tarde de quinta-feira (23.05), o tenente-coronel Paulo César Crivelli apresentou o Plano de Operação, que mostrou que de 2021 a 2023, Mato Grosso esteve em 2º lugar em focos de incêndios, com 73.282, perdendo apenas para o Pará. Os biomas do Cerrado e Amazônia tiveram redução dos casos de focos de incêndio no ano passado e nos últimos 10 anos. Contudo, a região amazônica concentra o maior número de focos de calor com 12.768.&nbsp
O debate é importante porque, apesar de os focos de incêndios não estarem tão presentes na capital, o fogo no Pantanal e na Floresta atinge a capital e outras cidades no entorno, causando problemas de saúde e também ambientais, como o aquecimento e os efeitos da mudança climática que está atingindo o país, como no Rio Grande do Sul, atualmente.&nbsp
“Sabemos da importância desta audiência e de debater este assunto, infelizmente, muitos só se lembram da importância quando estão diante da ocorrência, e não sabem o que fazer ou a quem recorrer quando estão diante delas. Nem todos se interessam também quando têm oportunidade de aprender, mas o importante é estarmos aqui e a Câmara de Cuiabá não medirá esforços para garantir a ampla divulgação deste assunto e estará também à disposição das autoridades”, afirmou Chico 2000 durante a audiência.&nbsp
Dentre as ações preventivas necessárias estão atividades de educação ambiental, ações junto às prefeituras, propriedades rurais, especialmente na região da Transpantaneira e Porto Jofre e a discussão com a sociedade.&nbsp
“Também são ações para mitigar os incêndios a realização de audiências públicas como essa que está sendo realizada aqui, palestras de conscientização de crianças e adultos. Temos a previsão de fazer concurso de desenho e redação nas escolas e o curso de formação de brigadista florestal. Além dos brigadistas que vão atuar nas brigadas estaduais e municipais, nós também formamos brigadistas para atuar em áreas particulares. O proprietário rural que queira proteger a sua área, basta procurar o Corpo de Bombeiros e nós orientamos sobre o que precisa e treinamos todo o pessoal para estar preparado para fazer o início do combate, para ter certeza que o fogo não vai se propagar e destruir a plantação ou o pasto”, disse Crivelli.&nbsp&nbsp
O comandante do 1º Comando Regional do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Heitor Fernandes da Luz, disse que a previsão é de que este ano seja ainda pior e com mais riscos de incêndios florestais, pois deve ser ainda mais seco do que no ano passado. Os relatórios de resumo climáticos apontam que em 2024 a dificuldade será ainda maior.&nbsp
“As macrorregiões que têm uma incidência maior de chuvas e sofrem com enchentes terão uma intensidade maior, como a gente já está vendo isso no Rio Grande do Sul todos os dias. Nas regiões mais secas, tudo indica que será ainda mais seco. O relatório da Agência Nacional de Águas aponta uma crise hidrográfica. Essa é a nossa realidade para 2024. Por isso, a gente precisa trabalhar com a conscientização e aumentar as parcerias para a gente poder ter uma resposta maior no período, quando começar agora mês de julho realmente o período maior da temporada de incêndios florestais”.&nbsp
Chico 2000 aproveitou para saber sobre as causas dos incêndios os Bombeiros de que forma os incêndios começam, se eles são de causa natural devido à seca ou descarga elétrica, ou se é por ação do homem, que coloca fogo. E o tenente-coronel Crivelli ressaltou que o fogo iniciado pelo homem pode ser tanto acidental quanto proposital.
“Quero agradecer a todos por essa discussão, essas informações. Deixo esta Casa a disposição de todos e dentro do alcance, a gente dar essa divulgação deste Plano para poder nortear a população sobre as providências necessárias diante a situação de fogo”, encerrou o presidente da Câmara.
Também estiveram presente na audiência o vereador Rogério Varanda (PSDB), Luiz Antônio Nogueira Garcia, gerente de Combate a Fonte Poluidoras e Resíduos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Edilson Odilon, secretário-adjunto de Governo, Oséas Souza, da Defesa Civil do Município, o diretor da Defesa Civil de Cuiabá, Ozeias Souza de Oliveira e o comandante do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, Ten Cel PM Fagner Augusto do Nascimento.
Secom – Câmara Municipal de Cuiabá

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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