VÁRZEA GRANDE
Após nove anos, Várzea Grande realiza nova Conferência Municipal das Cidades
Momento ímpar para tratar do futuro da cidade. O encontro abre importante espaço para população expor necessidades e ideias que serão amparadas de forma técnica. A articulação política vai transformar sugestões em propostas concretas para viabilidade de financiamento junto aos governos estadual e federal
A Prefeitura de Várzea Grande, realizou, ontem (23), a primeira reunião da comissão organizadora da 7° Conferência Municipal das Cidades. O Município, desde 2016, não realiza uma Conferência Municipal. O evento está previamente agendado para ser realizado no dia 10, a partir das 07h30, no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag).
Conforme a secretária de Planejamento, Drielli Martinez, a conferência será histórica, além disso, a ação visa o desenvolvimento do Município com a participação efetiva da sociedade. “No evento, ouviremos as propostas dos munícipes, da sociedade civil organizada e outras instituições. Estamos felizes por voltar a realizar um evento tão importante para nosso Município”, destaca Drielli.
“Estamos nos preparando para discutir Várzea Grande com o povo várzea-grandense e técnicos em diversas áreas como: mobilidade urbana, coleta de lixo, desenvolvimento urbano, saneamento básico, entre outros assuntos importantes. Essa é a missão da gestão Flávia Moretti e Tião da Zaeli, construir uma cidade mais moderna e mais desenvolvida”, reforça Drielli Martinez.
O secretário de Gestão Fazendária, Marcos José da Silva, explica que a 7° Conferência Municipal é uma etapa preparatória da 6ª Conferência Nacional das Cidades e da 6ª Conferência Estadual das Cidades de Mato Grosso. “Na ocasião, podemos debater e votar pontos importantes para o desenvolvimento de Várzea Grande e, posteriormente, levar essas demandas para as conferências nacionais e estaduais para lutarmos por recursos para nosso Município”, disse Marcos.
Fazem parte da organização do evento os seguintes membros: Secretaria de Planejamento, Jackeline Alves de Azevedo Brandão; Secretaria de Viação e Obras, Everson Sanchez Parra; Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Alexandre Costa Amorim; Departamento de Água e Esgoto (DAE), Marcos Sabas Alves Ferreira; Secretaria de Desenvolvimento Urbano Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon Ourives; Secretaria de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria; Secretaria de Gestão Fazendária, Vicente Gomes de Lacerda; Secretaria de Desenvolvimento Econômico Tecnologia e Turismo, Mário Quidá Neto; Câmara Municipal, Gisa Barros; Lar dos Idosos São Vicente de Paulo/VG (SSVP), João Gumercindo Cassim; Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis/VG (ASCAVAG), Valquíria Pereira de Barros; Sindicado do Comércio Atacadista e Distribuidor (SINCAD-MT), Paulo Cesar Coelho Backes; Câmara de Dirigentes Lojistas (CDLVG), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDLVG), David Pintor; Associação de Construtoras e Incorporadoras (ACI-MT), Marcleide Rocha de Souza; Associação Comercial e Empresarial (ACIVAG), Rafael Clerio dos Santos; OABVG – Subseção Várzea Grande/MT, Gilson Soares; Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-MT), Vanor Oliveira Arantes; Sindicato dos Engenheiros de Mato Grosso (SENGE), João Nobres Neto; Sindicato de Compra Venda Locação Administração de Imóveis (SECOVI-MT), Manoel Gomes Coelho; Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-MT), Kamilla Auxiliadora Monteiro Fujita.
POLITICA
Wanderley Cerqueira abre investigação e condiciona decisão da Câmara à perícia oficial sobre escândalo dos áudios vazados em VG, VEJA
JB News
Da redação
Crise política se agrava em várzea grande com suspeita de escuta clandestina e guerra entre poderes
A crise política em Várzea Grande se intensificou nos últimos dias e expôs um cenário de forte instabilidade institucional entre o Executivo e o Legislativo municipal. O ambiente já era considerado sensível desde o início da atual gestão, mas ganhou novos contornos após a renúncia do vice-prefeito Sebastião dos Reis, o Tião da Zaeli, e, mais recentemente, com a revelação de suspeitas de escuta clandestina dentro do gabinete da prefeita Flávia Moretti, além da circulação de áudios que passaram a repercutir nos bastidores políticos e nas redes sociais.
O episódio envolvendo o suposto monitoramento dentro da sede do Executivo elevou o nível de tensão política na cidade industrial. De acordo com informações apuradas, a prefeita acionou autoridades após identificar um objeto suspeito em seu gabinete, o que levantou a hipótese de interceptação ambiental irregular. A Polícia foi comunicada e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi chamada para analisar o material e verificar sua natureza. Até o momento, não há divulgação oficial sobre o resultado dessa análise.
Paralelamente, áudios atribuídos a interlocuções internas da gestão municipal começaram a circular amplamente, com conteúdos que mencionam tratativas políticas, possíveis articulações institucionais e críticas a membros do Legislativo. A autenticidade do material, no entanto, ainda não foi confirmada por órgãos oficiais, nem há identificação formal dos autores das gravações.
Diante da repercussão, a Câmara Municipal convocou uma coletiva de imprensa para tratar do caso. O presidente do Legislativo, Vanderley Cerqueira, afirmou que a Casa irá instaurar procedimento para solicitar perícia técnica nos áudios antes de qualquer deliberação.
“Nós vamos pedir uma perícia técnica nesses áudios, até para ter a comprovação de forma correta e verdadeira. A gente precisa ter responsabilidade para não acusar ninguém injustamente”, declarou.
O presidente também ressaltou, logo no início da coletiva, a necessidade de cautela por parte de agentes públicos diante da repercussão do caso. “A gente sendo pessoa pública, tem que medir as palavras. Esses áudios já estão circulando, mas nós vamos agir com responsabilidade”, afirmou.
Questionado sobre denúncias envolvendo suposta oferta de vantagens indevidas, o presidente afirmou que teve conhecimento apenas por meio da imprensa e que não há, até o momento, registro formal na Câmara.
“Eu tomei conhecimento pela imprensa. Não chegou nada oficialmente até a Casa”, disse.
Ao ser perguntado sobre possíveis providências antes da conclusão da perícia, Vanderley Cerqueira reforçou que a Câmara não irá se antecipar. “Nós queremos a veracidade dos áudios para tomar uma posição. Sem perícia, não podemos agir.”
Sobre a origem das gravações, o presidente afirmou não haver elementos técnicos que confirmem se o conteúdo foi obtido por meio de escuta no gabinete da prefeita ou em outro ambiente. “Só a perícia pode esclarecer isso”, pontuou.
Em relação à possibilidade de medidas administrativas ou políticas mais severas, como eventual processo de cassação, o presidente destacou que qualquer decisão dependerá da confirmação dos fatos e do devido processo legal. “Isso depende da Justiça. Primeiro precisamos da veracidade para depois tomar uma posição”, declarou.
Durante a coletiva, também foram abordadas falas atribuídas à prefeita que mencionariam articulações políticas envolvendo vereadores. O presidente reiterou que não é possível confirmar a autoria sem análise técnica. “Precisamos comprovar de quem é a fala antes de qualquer julgamento.”
Sobre o teor dos áudios que circulam, afirmou que, caso sejam confirmados, o conteúdo é considerado grave. “Se aquilo for verdade, é muito grave e precisa ser tratado com responsabilidade”, disse.
Questionado sobre a relação entre os poderes, Vanderley Cerqueira afirmou que a Câmara mantém sua atuação institucional e que não há impedimentos na tramitação de projetos. “A Câmara tem aprovado os projetos do Executivo. Não há impedimento nas votações”, declarou.
Ao abordar as acusações envolvendo possíveis negociações políticas dentro do Legislativo, afirmou que não há confirmação oficial e que cada parlamentar responde individualmente por suas condutas. “Cada um responde por si”, disse.
O presidente também destacou que, após a conclusão da perícia, os vereadores deverão se reunir para definir os encaminhamentos. “No momento em que tivermos a perícia, vamos reunir os vereadores e tomar uma decisão com base em fatos concretos”, afirmou.
Até o momento, não há confirmação pública sobre a abertura de inquérito específico para investigar o conteúdo dos áudios. A análise do suposto dispositivo encontrado no gabinete da prefeita segue sob responsabilidade técnica da Politec, que deverá indicar se houve, de fato, interceptação irregular.
Caso seja constatada a existência de escuta clandestina, o caso poderá ser encaminhado para investigação criminal. Por outro lado, se os áudios não tiverem autenticidade comprovada, a apuração poderá avançar para eventual responsabilização pela produção ou disseminação de conteúdo falso.
O caso permanece em apuração e depende dos resultados técnicos para definição de eventuais medidas administrativas ou judiciais.
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