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Após 41 anos sem notícias do pai, dona de casa consegue encontrá-lo

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Após uma espera de 41 anos para rever o pai, a dona de casa Marlene Aparecida Leite, 47 anos, conseguiu localizá-lo em Bandeirantes (MS), no início de fevereiro de 2023, ao buscar ajuda da Defensoria Pública de Mato Grosso, em Cáceres, onde mora, para regularizar um problema em seu registro de nascimento. Porém, agora que o localizou, eles não têm dinheiro para viabilizar o contato pessoal e pedem ajuda da população, para que possam se reencontrar.

“O último contato que lembro de ter tido com o meu pai foi aos seis anos. Minha mãe, eu e meus seis irmãos morávamos num sítio, em Cáceres. E ele, morava em Campo Grande, mas trabalhava aqui com maquinário na construção da BR-070. Conheceu a minha mãe e não disse que era casado. Ela ficou grávida, me teve e com quatro anos ele me registrou. Porém, me deu o nome dele e da esposa dele. Minha mãe, simples, quando descobriu isso, decidiu fazer nova certidão de nascimento, com medo de me perder e eu fiquei com dois registros”.

Marlene conta que o registro escolar dela foi feito com a certidão de nascimento em que consta o nome do pai e da primeira esposa dele, mas, a carteira de identidade dela, foi feita com base na certidão de nascimento feita pela mãe, quando ela tinha 16 anos. Nesse documento ela está registrada apenas com o nome da mãe.

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“Passei a ter problema para dar continuidade nos estudos, ninguém queria emitir o diploma de conclusão do ensino médio com base na minha certidão de nascimento, sendo que a minha identidade tinha outra filiação. E na documentação que minha mãe fez, eu consto como analfabeta. Para resolver isso foi que procurei a Defensoria”, conta.

No órgão, Marlene relatou que também tinha o desejo de descobrir o paradeiro do pai. “Aos 16 anos procurei por ele, minhas primas tentaram me ajudar, até pensaram em divulgar na tv, mas desisti. Agora, ao retomar esse assunto, tanto eu quanto a equipe da Defensoria Pública o localizamos e fiz o contato”.

 

Ela conta que desde o dia 8 de fevereiro fala com o pai, por vídeo chamada, mas, como não trabalha e não tem renda e ele, aos 82 anos, trabalha apenas para pagar as contas, não tem dinheiro para a viagem. “Ele tem três netos que nunca viu e quem puder nos ajudar, seremos gratos”.

Os interessados em fazer doações para a dona de casa podem entrar em contato pelo telefone dela: (65) 99276 3631. Após o caso de Marlene ser divulgado, duas pessoas a procuraram para oferecer ajuda até o momento. Porém, os valores não cobrem a viagem.

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Atuação – A defensora pública que atua em Cáceres, Thais Cristina Borges, informa que para resolver o problema documental de Marlene pedirá a anulação do segundo registro de nascimento e a correção do primeiro, para que o nome da verdadeira mãe dela conste no documento. Quanto ao reencontro de pai e filha, afirmou que ficou feliz em auxiliar nesse contato e espera que eles possam se ver o mais breve possível.
“Eu adoraria que ela pudesse reencontrar o pai, eles estão muito felizes, se falam mas precisam conversar pessoalmente, resgatar o tempo perdido, ele já está idoso. Fico feliz também porque a Defensoria Pública, por meio da solução de um problema burocrático, pode participar de um momento como esse, na vida das pessoas”, disse.

Thais lembra que o pai relatou que procurou a filha e nunca desistiu de encontrá-la. “Ele contou que há 15 anos atrás voltou para tentar localizar ela, mas não achou o contato. E que fez o registro da filha, no nome dele e da ex-esposa, para incluir a criança no plano de saúde que ele tinha, pois a criança estava doente e precisava de assistência médica”.

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Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio

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Por Emerson Teixeira

A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.

Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.

As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.

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Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.

Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.

Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.

 

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