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Apesar dos desafios, safra de grãos deve crescer 6,5% em 2025

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A safra de grãos em Minas Gerais, inicialmente projetada para atingir um crescimento de 6,5% em 2025, enfrenta desafios significativos devido a condições climáticas adversas. A seca intensa e as temperaturas elevadas, não previstas pelos principais órgãos meteorológicos, têm impactado negativamente culturas como soja, milho, café, frutas e hortaliças.

Durante a fase crucial de enchimento de grãos, a falta de umidade e o calor excessivo levou as plantas a abortarem vagens e reduzirem o tamanho dos grãos, comprometendo diretamente a produtividade das lavouras. Em algumas regiões as perdas chegam a 20%, 25% nas áreas afetadas. Além disso, a umidade dos grãos colhidos está abaixo do ideal, tornando-os mais leves e afetando negativamente o rendimento final.

O milho safrinha, atualmente em fase de plantio, também sofre com as condições climáticas adversas. Áreas plantadas antes da estiagem já mostram sinais de perda de produtividade. Além disso, a seca interrompeu o plantio em diversas regiões, comprometendo a “janela ideal” para o cultivo. Cada dia de atraso no plantio representa uma perda significativa de produtividade futura, e a paralisação devido à seca pode impactar negativamente o desempenho da safra.

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Apesar dos desafios climáticos, as estimativas iniciais apontavam para um crescimento na produção de grãos em Minas Gerais. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicavam que a safra mineira de grãos 2023/2024 registrou uma produção total de 16,1 milhões de toneladas, com expectativa de alcançar 17,1 milhões de toneladas em 2025. Entretanto, as condições climáticas atuais podem levar a uma revisão dessas projeções.

Diante desse cenário, é essencial que os produtores acompanhem de perto as condições climáticas e adotem estratégias de mitigação dos danos. O uso de tecnologias que aumentem a eficiência no uso da água, práticas de manejo que conservem a umidade do solo e a diversificação de culturas podem ser alternativas viáveis para enfrentar os desafios impostos pelo clima. Além disso, políticas públicas de apoio e programas de seguro agrícola são fundamentais para garantir a sustentabilidade do agronegócio mineiro diante das adversidades climáticas.

O setor agrícola de Minas Gerais permanece resiliente, buscando soluções para superar os obstáculos e garantir a continuidade da produção, essencial para a economia do estado e do país.

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Fonte: Pensar Agro

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Aberturas de mercado para o Brasil na Arábia Saudita, no Azerbaijão, em El Salvador, na Jordânia e na Etiópia

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O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão ao Brasil exportar novos produtos para diversos parceiros comerciais.

Na Arábia Saudita, o Brasil obteve autorização para exportar nove produtos da fruticultura nacional: abacate, atemoia, goiaba, carambola, citros, gengibre, mamão, maracujá e melancia. Um dos principais mercados para o agronegócio brasileiro no Oriente Médio, a Arábia Saudita importou, em 2025, mais de US$ 2,8 bilhões em produtos agropecuários do Brasil.

Em El Salvador, as autoridades locais aprovaram a exportação de maçã e, no Azerbaijão, foi autorizada a exportação de uvas. Em 2025, as exportações de produtos agropecuários do Brasil para El Salvador e para o Azerbaijão somaram, respectivamente, US$ 103 milhões e US$ 24 milhões.

Na Jordânia, o Brasil obteve autorização para exportar feno. O país importou, no ano passado, mais de US$ 499 milhões em produtos agropecuários brasileiros. Na Etiópia, foi autorizada a exportação de sementes de forrageiras das espécies Brachiaria spp., Panicum spp. e Setaria spp., contribuindo para diversificar a pauta exportadora do Brasil àquele país.

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Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 591 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Os avanços são fruto da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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