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ANVISA inicia processo para incluir agronegócio na produção de vacinas anticovid

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Audiência pública mostra que o Brasil tem capacidade de produzir um volume significativo de vacinas em prazo de 90 dias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) já notificou quatro empresas que fabricam produtos para saúde animal interessadas em produzir o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para produção de vacinas

contra a Covid-19. A proposta de utilização dessas plantas industriais foi apresentada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator da Comissão Temporária do Senado, e discutida amplamente nesta quinta-feira, 8, em audiência pública.

Segundo a diretora Meiruze Souza Freitas, foi solicitado aos laboratórios, vinculados ao Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Saúde Animal (Sindan), uma primeira avaliação sobre capacidade e estrutura de produção. A ANVISA pediu ainda relatórios internos de auditoria. “De forma que a gente faça uma avaliação prévia, para posterior visita in loco se necessário” – disse a diretora, durante debates na Comissão do Senado.

“No momento, a Anvisa aguarda as informações dessas empresas para continuar o andamento do processo. Já nos reunimos com o Ministério da Agricultura. A partir desse primeiro mapeamento, teríamos uma ideia da necessidade de adequações ou não, em especial também envolvendo o setor farmacêutico do Brasil, colocando essas empresas em contato, já agendando reuniões envolvendo os dois setores, em especial também o setor de laboratórios nacionais” – ela explicou, ante os questionamentos feitos pelo relator.

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Entre as plantas laboratoriais com classificação NB3+ que podem, com pequenos ajustes, produzir vacinas contra a Covid-19, estão a Merck & Co. ou Merck Sharp & Dohme, empresa farmacêutica, química e de ciências biológicas global presente em 67 países; Ceva Brasil, que dispõe de quatro centros internacionais principais, com 19 centros regionais de produção pelo mundo, e a Ouro Fino, que exporta produtos para vários países.

Na audiência no Senado, o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias, Emílio Salani, informou que a entidade já fez o levantamento de todas as empresas que estão com disponibilidade para produzir vacinas inativadas contra coronavírus e que informações já foram disponibilizadas ao Ministério da Agricultura e à ANVISA. Ele reafirmou que “vencidas essas barreiras iniciais”, as empresas reúnem condições e experiência possíveis de colocar, em menos de 90 dias, IFAs para que sejam envasados.

“Nós temos capacidade de produzir um volume significativo de vacinas. Iniciamos agora, em maio, uma vacinação contra a aftosa de 200 milhões de doses. Essa vacina já está produzida. Conseguimos não só produzir como distribuir. Se considerarmos as quatro vacinas obrigatórias do Ministério de Agricultura, nosso volume anual é em torno de 600 a 700 milhões de doses distribuídas e indivíduos vacinados” – ele enfatizou.

Para discutir a transferência de tecnologia para produção de vacinas, além da ANVISA com a presença do presidente Antônio Barra Torres e da diretora Meiruze Freitas, participaram da audiência o diretor-presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas; a diretora da Fundação Oswaldo Cruz, Nisia Trindade Lima; Marcelo Morales, Secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações; Maximiliano Arienzo, do Ministério das Relações Exteriores; e . Delair Ângelo Bollis, presidente do Sindan.

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Julgamento da História

“Não podemos, de forma alguma, negligenciar essa oportunidade, sob pena de entrarmos para a história como pessoas que nada fizeram para ajudar quando o povo estava morrendo” – disse o senador Wellington Fagundes, ao defender agilidade nos procedimentos para que o Brasil possa, recebendo a tecnologia prevista nos contratos de aquisição de insumos, iniciar a produção de vacina.

O relator da Comissão do Senado afirmou que o trabalho persistirá “em busca vacina onde estiver, para, em curto prazo, termos um alento para que não cheguemos ao final do mês com essa marca de 100 mil mortos no Brasil, e que não atinjamos, também, em julho, 562 mil mortes, ainda podendo essa situação ser ultrapassada com a presença de mutações”, advertiu o senador. Segundo Wellington, é fundamental insistir no único caminho disponível e viável, que é a produção própria de vacinas, recomendada inclusive pela Organização Mundial de Saúde. (OMS).

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Chineses estudam transferir tecnologia para produzir vacinas em laboratórios do agro

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Plantas industriais reúnem capacidade e tecnologia para produzirem até 400 milhões de doses de vacina

 

Dois grandes laboratórios chineses iniciaram tratativas para transferir tecnologia que permita a produção de vacinas contra a COVID-19 no Brasil. A produção está sendo negociada com os laboratórios de saúde animal, articulados pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator da Comissão Temporária do Senado.

 

Documento do Sindicato Nacional das Indústrias de Saúde Animal (Sindan) indicam que os laboratórios brasileiros reúnem capacidade e tecnologia para produzir até 400 milhões de doses de vacina. O ciclo estimado de produção seria de 90 dias a partir da transferência de tecnologia.

 

O anúncio das tratativas com os chineses foi feito pelo senador do PL de Mato Grosso durante reunião da CT COVID-19. Os senadores reuniram governadores e prefeitos para tratar  sobre as maiores dificuldades ainda persistentes nos Estados e municípios no enfrentamento à pandemia.

 

A transferência de tecnologia tem se constituído como maior empecilho para o Brasil avançar na produção de vacinas em quantidade suficiente para atender rapidamente a demanda nacional. Atualmente, a vacina que chega ao brasileiro está restrita ao Instituto Butantan e Fundação Oswaldo Cruz, que fazem envase, respectivamente, das vacinas Coronavac e Astrazeneca.

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“A pedido dos interessados ainda não é possível revelar detalhes dessas negociações, mas temos grande expectativa que dê certo,  pois precisamos produzir a vacina rapidamente e evitar que as mortes continuem se alastrando em nosso país” – disse Fagundes, que enalteceu a ação dos governadores em busca de imunizante em todo o mundo.

 

Esta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve dar prosseguimento à inspeção aos laboratórios do agro. Até agora, a agência esteve em duas unidades, da Ceva Brasil, em Juaruba (MG) e Ouro Fino, em Ribeirão Preto (SP). Os técnicos deverão conhecer as instalações da Merck Sharp & Dome, em Valinhos, e da Boeringher, em Paulínia, ambas em São Paulo.

 

Na reunião da CT, os gestores estaduais  solicitaram ao Senado apoio diplomático para liberação do IFA (ingrediente farmacêutico ativo) por países que detêm esse insumo. Eles também pediram atenção na manutenção dos financiamentos e planejamento logístico para assegurar a estrutura da rede de saúde, a fim de evitar novos colapsos no atendimento.

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