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Anvisa inicia inspeção de laboratórios do agro para produzir vacinas contra Covid-19

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Senadores devem decidir esta semana data de diligência às plantas industriais capazes de produzirem Insumo Farmacêutico Ativo para vacinas humanas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou as visitas técnicas aos laboratórios de produtos de saúde animal para avaliar capacidade técnica para produção de vacinas contra Covid-19. A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 7, pela diretora Meiruze Freitas, durante reunião da Comissão Temporária do Senado.

A inspeção técnica atende a proposta do relator da CT, senador Wellington Fagundes (PL-MT), prevista no Projeto de Lei 1343/2021 – aprovada no Senado e que deve ser votada semana que vem pela Câmara dos Deputados.

As empresas visitadas pela Anvisa foram Ceva Brasil, unidade de Juatuba, na Grande Belo Horizonte (MG); e Ouro Fino, no município de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A agência reguladora deverá inspecionar ainda a unidade da Merck Sharp & Dohme, farmacêutica, química e de ciências biológicas global, com sede em Valinhos, e a Boehringer, em Paulínia, ambas em São Paulo.

A utilização dos laboratórios de saúde animal na produção de vacinas contra a Covid-19, uma vez autorizados, pode ampliar a oferta de vacinas em 400 milhões de doses, a partir da transferência de tecnologia. As quatro plantas industriais já atuam na produção de Insumo Farmacêutico Ativo para saúde animal. Segundo Fagundes, esse número é suficiente para garantir a imunização da população brasileira.

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“A produção de vacina aqui mesmo é uma garantia. Não existem vacinas no mundo e hoje ninguém sabe dizer quando a vacina chegará ao braço das pessoas. Precisamos gerar segurança à população e temos condições para isso” – frisa o senador. A produção pode se dar num prazo de 90 dias.

Paralelo às visitas técnicas da Anvisa, senadores da CT deverão realizar também diligências às plantas industriais. A data da visita – com acompanhamento também da imprensa – está em fase de definição.

De acordo com diretores da Anvisa, a produção de vacinas está dentro do esforço nacional para aumentar a oferta de imunizantes, indispensável ao enfrentamento à crise sanitária. Meiruze Freitas, a Anvisa relatou que a agência já autorizou a fábrica de Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, fazer a produção do insumo farmacêutico ativo da vacina de Oxford. O Instituto Butantan ainda tem a perspectiva, no início do próximo ano, da produção do IFA.

Sputinik V

A reunião da CT da Covid-19 também concentrou na não aprovação da vacina Sputnik V pela Anvisa. O diretor Alex Machado Campos, relator do pedido, disse que a vacina russa está sob a avaliação da agência, por meio das modalidades da importação, feita principalmente pelos estados. Há ainda a avaliação da vacina para autorização de uso emergencial, pedido feito pela representante brasileira União Química.

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Segundo o diretor da Anvisa, não foi apresentado relatório técnico da vacina russa à agência, que notificou todos os importadores, enviando expediente para 62 países que aprovaram o uso emergencial da Sputnik para saber os motivos das referidas aprovações. Campos afirmou que há previsão de manifestação legal de autorização dos imunizantes no Brasil apenas com a garantia da eficácia, segurança e qualidade.

Mais agilidade

Além de Wellington Fagundes, os senadores Styvenson Valentim (Podemos-RN), Rose de Freitas (MDB-ES), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Zenaide Maia (Pros-RN) e Humberto Costa (PT-PE) somaram-se aos questionamentos quanto à aprovação da Sputnik V, ao mesmo tempo que clamaram pela mais rápida solução junto à Anvisa.


Foto: Reprodução TV Senado

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Deputado Claudinei visita Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) esteve na sede da Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis (APOR), nesta sexta-feira (7), para conhecer os trabalhos e projetos desenvolvidos pela instituição que atende a população das regiões sul e sudeste de Mato Grosso. O vice-presidente Adevaldo Narciso da Costa e a gestora Silvana Faustino Santana da entidade receberam e deram as informações necessárias ao parlamentar.

“Conhecemos os trabalhos preventivos que são feitos, exames como o ultrassom para prevenção ao câncer de mama, sendo que todos os encaminhamentos vão para a Santa Casa de Rondonópolis. Conhecemos toda a estrutura física, como a Casa de Apoio que tem poucos lugares para receber pacientes e familiares e os Centros de Imagens e Prevenção que garantem um atendimento humanizado ao público”, detalha Claudinei.

Casa de Apoio

De acordo com Adevaldo, a entidade é sem fins lucrativos, de caráter beneficente e assistencial, que depende do apoio voluntário e de parcerias para conseguir obter recursos para a manutenção do atendimento ao público. “Hoje, precisamos de uma Casa de Apoio com 60 lugares para abrigar os pacientes e familiares e contamos com o apoio do deputado Claudinei”, comenta o vice-presidente.

A atual Casa de Apoio da instituição existe desde 2010, com capacidade para abrigar 23 pessoas. Segundo Silvana, a APOR tem um projeto que foi orçado em R$ 1,6 milhões para a construção de um novo espaço, em terreno de cerca de 1 mil m², para ampliar a quantidade de lugares aos pacientes e familiares que não residem em Rondonópolis. “O espaço atual está sendo revitalizado e reformado com o apoio da Lions Clube de Rondonópolis. Só que o espaço é muito pequeno. Terminamos de pintar e colocamos móveis”, explica.

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“Vou continuar na luta para ter um espaço para atender este público que não mora em Rondonópolis e precisa ter assistência necessário para o tratamento oncológico. Com o Centro de Radioterapia da Santa Casa, o propósito é atender os municípios das regiões sul e sudeste, como, também, do Vale do Araguaia, que resultará em 25 cidades. Vamos buscar os recursos necessários, seja por meio da Assembleia Legislativa, emendas parlamentares e pelo Consórcio Regional de Saúde Sul de Mato Grosso (Coress)”, diz o parlamentar.

Estrutura

Silvana também apresentou o Centro de Imagens que é um espaço para a realização de mamografias, em que os pacientes recebem almoço e café da manhã, fazem consultas, biopsias e, conforme aqueles que realizam quimioterapia, a Associação providencia os cateteres.

Ela explica que, no ano de 2012, foi firmada a parceria com a Santa Casa de Rondonópolis, onde foi construído no segundo andar da unidade hospitalar 18 apartamentos, centros cirúrgicos, instalação de 42 leitos, aquisição de móveis e equipamentos que foram investidos pela Associação. “Agora, este andar atende casos de pacientes com Covid-19 e tudo foi restruturado para o terceiro andar. A parceria continua. O Centro de Prevenção, com fisioterapia, nutricionistas e psicólogo, agora é na APOR por causa da Covid-19. Antes era na Santa Casa”, esclarece a gestora.

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Entidade – A APOR foi fundada em 2009 e é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). Outros projetos que visam o acolhimento e atendimento humanizado pela instituição envolvem os trabalhos de voluntários como o projeto “Doutores da Alegria”, distribuição de cestas básicas, doação de cabelos para a produção perucas, prótese de silicone que são inseridos em sutiãs, lenços para a cabeça, entre outras iniciativas que visam contribuir com a auto-estima das mulheres. Neste ano, a unidade teve 20 novos casos de pacientes com câncer e 29 estão sendo acompanhados e foram diagnosticados no ano passado.

Fonte: ALMT

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