Saúde
Anunciado investimento recorde em laboratórios públicos de saúde
Nesta sexta-feira (21), em visita ao parque industrial de saúde do Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR), a ministra Nísia Trindade anunciou a reabertura do edital do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para o Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS), com um investimento de R$ 1,7 bilhão. O valor, conforme lembrou Nísia, é 20 vezes maior que o aplicado anteriormente em iniciativas como essas.
“Este é um investimento histórico no fortalecimento dos laboratórios públicos. O governo federal reafirma seu compromisso com a inovação tecnológica e a ampliação da produção nacional de vacinas e medicamentos”, destacou a titular da Saúde, mencionando o programa Nova Indústria Brasil (NIB), que busca garantir a fabricação nacional de 70% desses insumos.
Aproveitando a reabertura do edital, o TECPAR protocolou um pedido para a criação de um polo de finalização e envase de vacinas. “Laboratórios públicos como o TECPAR são fundamentais para impulsionar o avanço tecnológico na área da saúde”, ressaltou a ministra.
Além do anúncio, ela esteve na área onde será instalada a fábrica de vacinas, com inauguração prevista para fevereiro de 2026. O projeto conta com um terreno doado pela Prefeitura de Maringá (PR) e aguarda a liberação de R$ 121 milhões em emendas parlamentares para as obras, além de R$ 87 milhões para aquisição de equipamentos e R$ 26 milhões como contrapartida do instituto.
Durante a visita, também foram apresentados planos de expansão e modernização do parque industrial, incluindo uma parceria com a farmacêutica Sinovac para a fabricação de quatro vacinas: varicela, pneumo 23, poliomielite e raiva humana. Outros projetos contemplam a transferência de tecnologia para vacinas, testes diagnósticos moleculares, kits de análise clínica, soluções para doação de sangue e o desenvolvimento de hemoderivados, bioprodutos e medicamentos para insônia e diabetes.
“Agradecemos a visita da ministra, que tem trabalhado, com muito esforço, pela produção nacional de vacinas e medicamentos. O TECPAR também está fazendo sua parte, buscando o avanço tecnológico da saúde no Brasil”, afirmou Iran de Rezende, diretor industrial do instituto.
Sobre a Nova Indústria Brasil
A NIB é a política industrial do governo federal que coloca a saúde entre os setores estratégicos para o fortalecimento produtivo e tecnológico do país.
O Ministério da Saúde participa dessa iniciativa por meio da ‘Missão 2’, que tem como objetivo fortalecer o CEIS. O foco está na ampliação da produção nacional de insumos essenciais para o SUS, na redução da dependência externa de medicamentos, vacinas e equipamentos, no aumento do acesso da população a produtos de saúde e na promoção da sustentabilidade do sistema público de saúde.
Confira os avanços já alcançados com a iniciativa:
- R$ 1 bilhão investido pelo PAC Saúde em 2023;
- Maior investimento da história do Ministério da Saúde no parque produtivo nacional;
- Desenvolvimento de terapias avançadas, vacinas com tecnologia RNA, soros e ampliação da capacidade produtiva do Instituto Butantan e Fiocruz;
- R$ 393 milhões destinados à Hemobrás para a conclusão da fábrica de imunoglobulina e outros hemoderivados.
Atualmente, a produção nacional atende 42% das demandas do país por medicamentos, vacinas e dispositivos médicos. A meta do governo é elevar esse índice para 70% até 2033, garantindo maior autonomia para o Brasil e fortalecendo a sustentabilidade do SUS.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Saúde
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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