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Ana Rafaela lança clipe do seu mais recente single “Eu Vi Quando Você Chegou” em linguagem de sinais para surdos

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Na quarta-feira, 30/09, comemora-se o Dia Internacional do Surdo. Nesta mesma data, Ana Rafaela lança o clipe do seu mais recente single: “Eu Vi Quando Você Chegou”. Estrelado pela própria cantora, o vídeo é todo traduzido para Libras, a língua brasileira de sinais usada por surdos. “A pandemia e o isolamento social decorrente dela nos levou a pensar sobre muitas coisas. Os abismos, as desigualdades. Eu, que sempre adorei a linguagem de sinais, pensei muito na possibilidade de tornar o meu trabalho mais acessível aos surdos e deficientes auditivos em geral. Este clipe é uma forma de carinho a este grupo de pessoas”, declara Ana Rafaela.

https://youtu.be/yn6gfh9rLS4
“Eu Vi Quando Você Chegou” é a terceira música lançada pela cantora e compositora cuiabana que, motivada pelas incertezas ocasionadas pela pandemia, decidiu lançar o seu novo disco aos poucos. “A pandemia mexeu com o nosso cronograma de lançamento e de shows. Mais ainda, mexeu com as nossas certezas sobre o futuro. Por este motivo, eu decidi ir lançando o “Despertar” aos poucos. Dando às pessoas mais tempo para ir conhecendo estas novas músicas. E conhecendo o meu novo ‘eu’”, reflete Ana Rafaela sobre si e o cenário cultural.
“Eu Vi Quando Você Chegou” é mais uma das canções inéditas de César Lacerda dentro do disco. Lacerda, que já foi gravado por artistas como Maria Bethânia e Gal Costa, é também o diretor artístico deste novo trabalho da Ana Rafaela. “A Ana é uma cantora muito talentosa. Sua habilidade vocal é impressionante. E o resultado do registro desta música comprova o que digo com beleza e doçura”, elogia César.
O arranjo grandioso deste novo single contou com um octeto de cordas arregimentado pelo guitarrista e arranjador paulista Conrado Goys. O arranjo de cordas criado pelo músico expandiu os sentidos da canção dando contornos cinematográficos à obra. Ainda além, a presença de Tó Brandileone tocando guitarra e programações, potencializa a beleza estética e imagética na canção. A produção musical é de Raul Misturada.
Além dos singles já lançados, o álbum traz outras canções inéditas assinadas por expoentes da nova música brasileira como Tó Brandileone, Phill Veras, Paulo Novaes e César Lacerda.

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Sobre Ana Rafaela:
Nascida em Cuiabá, Mato Grosso, Ana Rafaela cresceu em uma família de músicos e o interesse pela música surgiu ainda na infância. Aos 11 anos entrou para um coral e na adolescência aprimorou suas habilidades artísticas com cursos de canto, violão e teatro.

Com apenas 18 anos conquistou o público e ganhou projeção nacional ao ser uma das finalistas da primeira edição do The Voice Brasil. Em 2015, lançou seu primeiro álbum, Cantos.

Atualmente residindo em São Paulo, Ana Rafaela lança seu segundo trabalho, Despertar. Com sua voz suave e extremamente afinada, Ana Rafaela desponta como uma das promessas da nova música brasileira.

Por Beatriz Saturnino

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Fusão do jazz com rasqueado dá o tom a novo disco da Tocandira

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Fusão do jazz com rasqueado dá o tom a novo disco da Tocandira; lançamento será no dia 20

 O “Na Xá Cara” poderá ser conferido nas principais plataformas de streaming  

 Os fãs de jazz fusion têm motivo para comemorar. Na segunda-feira (20) será lançado disco com “sotaque cuiabano”, em que músicos virtuosíssimos e versáteis adicionam ao gênero, também o rasqueado, rock, MPB e até disco music.

O nome irreverente traduz o peso com que o som chega aos ouvidos de quem o escuta. “Na Xá Cara” é também resultado de pesquisas musicais e mix de técnicas apuradas.

O novo trabalho da banda Tocandira será disponibilizado nas principais plataformas de streaming, que podem ser acessadas no endereço https://linktr.ee/tocandira, a partir das 19h. Compõem o trio, o guitarrista Danilo Bareiro, o baterista Éder Uchôa e o baixista Wellington Berê.

Diretor artístico e produtor do disco, Danilo se emociona ao falar do projeto que teve incentivo da Lei Aldir Blanc, via edital da Prefeitura de Cuiabá. A produção executiva é de Vicente de Albuquerque.

“Foi um processo de produção único em nossas vidas. Diante do ‘chamado’ do edital nos lançamos a produzir músicas do zero e o resultado, para nós, foi incrível. Esse projeto se concretiza a partir do estímulo da política cultural”.

O disco tem sete faixas e renova a parceria dos músicos da banda e conta ainda com participações especiais do tecladista Igor Mariano e do saxofonista Phellyppe Sabo. Quem assina a mixagem é o áudio designer, Tchucka Jr.

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“Eu, Éder e Berê, parceiros de longa data e músicos que formam a Tocandira mergulhamos em um processo tão imersivo que por vezes alcançamos a marca de 24 horas de produção ininterrupta. Fechamos sete músicas, mas adiantamos, temos um bom material para um próximo disco”, anuncia Danilo Bareiro.

Na identidade plural do disco, ele enfatiza que a pesquisa com ritmos regionais de Éder Uchôa influenciou muito e assim, o rasqueado e o cururu se fizeram presentes. Caso, de “Jazz queira ou não”. Essa música tem a participação de Igor Mariano. “Ficou um jazz com rasqueado, com pop e até disco music”, descreve Danilo, ao falar da música mais ensolarada.

Outra música, a “32 passos para o precipício” – ideia de Éder Uchôa -, tem acordes complexos aos quais foram adicionados samplers de internet. “Ficou um monstro elaborado. Passei 12 horas compondo os arranjos e Wellington fez a melodia”, diverte-se Danilo.

“Já a Lamflex começou com uma proposta de lambadão, mas acabou que a influência do metal se sobrepôs. A propósito, a presença do metal é marcante no disco todo por causa do pedal duplo que o Éder utiliza. Já Berê se utiliza muito da técnica de slap no contrabaixo. Ele foi influenciado pelos estudos que vêm desenvolvendo”, aponta.

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“Cajueiro rei e os cajus do arco-íris”, com o sax de Phe Sabo, no que diz respeito ao local de criação, tem tudo a ver com a cultura cuiabana. Compusemos debaixo de um cajueiro. Naquele dia chovia muito e um arco-íris surgiu por detrás dele”, relembra.

“Flores de Gardênia” foi presente para Gardês, casada com Wellington Berê. “Ele saiu para busca-la porque íamos comemorar o aniversário dela e quando voltaram, a música já estava composta”.

Outra faixa, foi dedicada a Cristhiane. Ganhou o título “Shé”, apelido carinhoso dado por Danilo à esposa.

Por fim, Na Xá Cara é um híbrido de todas as influências, técnicas e gêneros que delinearam a trajetória dos três músicos. “E é principalmente, fruto de tudo que está rolando na nossa mente atualmente: tem slap, metal, rasqueado e compasso sete por quatro. Ela descende de uma música que compus quando tinha um projeto com Éder, o Jaburu”.

Danilo celebra o momento e acredita que o disco vai trazer frescor na vida de quem curte um bom jazz fusion. “Afinal, sabemos por experiência das apresentações na noite mato-grossense, da observação de nossas andanças pelo Estado, que há um público consumidor ávido por trabalhos como este”.

Lidiane Barros

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