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Algodão: nova biotecnologia promete maior proteção contra ataque de lagartas

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Nova semente de algodão promete mais eficácia contra Helicoverpa, entre outras lagartas. Foto: Bayer/divulgação

Uma nova semente transgênica de algodão chega ao mercado brasileiro na safra 2021/22, prometendo alta eficácia contra o ataque das principais lagartas da cultura, como a Helicoverpa armigera. A Bayer apresenta ao mercado a Bollgard 3 RRFlex, a terceira geração de uma biotecnologia que está no mercado desde 2005.

“A Bollgard 3 traz um ganho na proteção contra as principais lagartas do complexo Helicoverpa e Spodoptera em relação às tecnologias anteriores [Bollgard e Bollgard II]. Também favorece o manejo de plantas daninhas, além de apresentar tolerância ao glifosato”, destaca o líder da área de sementes para algodão da Bayer, Rafael Mendes.

Sem revelar dados do investimento na nova semente de algodão, o representante da empresa conta que foram cinco anos de pesquisas em campo antes de o produto ser disponibilizado para uso comercial.

“Estabelecemos uma rede com mais de 17 mil ensaios de germoplasma com os principais produtores e consultorias. Foram 128 locais de pesquisa em uma área de 46 mil hectares. O rendimento das lavouras foi de seis arrobas de pluma por hectare, em média. O retorno para o produtor foi de US$ 328 por hectare”, conta Mendes. O custo para aquisição da biotecnologia do algodão será de US$ 256 por hectare, com quatro variedades disponibilizadas ao produtor.

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Expansão da biotecnologia de algodão no Brasil

Com este lançamento em biotecnologia no algodão, a Bayer espera reduzir os custos e aumentar a produtividade dos cotonicultores do país. Outra meta é consolidar a terceira geração do Bollgard nas lavouras brasileiras, já que a tecnologia anterior, Bollgard II, tem 40% de participação no mercado.

“Esperamos um crescimento progressivo da família Bollgard do mercado. Para esta última geração, nossa expectativa é de um market share na ordem de 3% para 2020/21”, ressalta Rafael Mendes.

Nesta temporada, as empresas detentoras da biotecnologia serão quatro: Deltapine, Embrapa, Instituto Mato-Grossense de Algodão (IMA) e a Tropical Melhoramento & Genética (TMG).

 

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MPA participa da Seafood Expo Global 2026 para ampliar mercados e fortalecer a imagem do pescado brasileiro

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participa, entre os dias 21 e 23 de abril, da Seafood Expo Global 2026, em Barcelona, na Espanha, considerada a principal feira mundial do setor de pescados e aquicultura. A missão oficial é chefiada pelo ministro Rivetla Edipo Araujo Cruz, acompanhado por representantes técnicos da pasta.

A presença brasileira no evento integra os esforços do Governo Federal para fortalecer a inserção internacional do pescado brasileiro, ampliar oportunidades comerciais e avançar no diálogo com autoridades e lideranças do setor pesqueiro europeu, com foco na retomada das exportações para a União Europeia.

Realizada anualmente, a Seafood Expo Global reúne autoridades governamentais, organismos internacionais, empresários, investidores e compradores de diversos países, consolidando-se como um dos principais espaços mundiais para a promoção de produtos da pesca e da aquicultura.

Durante a abertura do Pavilhão do Brasil, no dia 21 de abril, o ministro destacou o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado e com a competitividade internacional do setor.

“O Brasil tem trabalhado para consolidar sua posição como fornecedor de alimentos aquáticos de alta qualidade, produzidos com responsabilidade e sustentabilidade. Nossa participação nesta feira reafirma o compromisso do país com o desenvolvimento do setor e com a ampliação de novos mercados para o pescado brasileiro”, afirmou.

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O ministro também ressaltou a parceria entre o MPA, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA) e o setor produtivo nacional para fortalecer a presença brasileira no mercado internacional.

Programação institucional

A agenda da missão inclui uma série de reuniões estratégicas com representantes de instituições e governos internacionais. Entre os compromissos previstos estão encontros com:

* representantes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO);
* dirigentes da INFOPESCA, organismo regional voltado à comercialização de produtos pesqueiros;
* autoridades do governo da Espanha;
* representantes da Noruega;
* membros da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT).

Além disso, o ministro participa do painel internacional “Scaling Sustainable Blue Foods: Policy, Technology, and Market Insights”, no qual apresentará a visão do Brasil sobre a importância dos alimentos aquáticos sustentáveis para a segurança alimentar global.

Promoção do pescado brasileiro

Ao longo da feira, a delegação brasileira também realizará visitas técnicas e encontros com empresários, importadores e representantes da indústria internacional, reforçando a imagem do Brasil como um país comprometido com:

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* a qualidade sanitária dos produtos;
* a rastreabilidade do pescado;
* a sustentabilidade da produção;
* e a geração de emprego e renda no setor aquícola e pesqueiro.

A participação do MPA na Seafood Expo Global 2026 reforça a estratégia do Governo Federal de ampliar a presença do pescado brasileiro no mercado externo e consolidar o país como referência internacional na produção sustentável de alimentos aquáticos.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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