Polícia Federal
Advogado é preso em Várzea Grande por ter movimentado R$ 33 milhões para facção Cearense
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Da Redação
Na manhã desta terça-feira,09, o advogado Adalto Sales de Matos Júnior foi detido em Várzea Grande durante a Operação Extramuros, realizada pelas forças de segurança do Ceará. O mandado de prisão, expedido pela Justiça Federal cearense, é resultado de suspeitas de envolvimento com organização criminosa.
A Polícia Federal identificou uma movimentação financeira superior a R$ 33 milhões nas contas dos investigados pela operação. Além da prisão do advogado, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversas cidades do Brasil, incluindo Várzea Grande, Trairão (PA), Rondon (PA), Camocim (CE), Fortaleza (CE), Açailândia (MA), Fernandópolis (SP), Foz do Iguaçu (PR), Caruaru (PR) e Olinda (PR). Ao todo, foram 13 mandados de prisão e 44 mandados de busca e apreensão.
A operação é desdobramento da prisão de um dos líderes de um grupo criminoso cearense, na última sexta-feira,05, com atuação no tráfico de drogas na fronteira com a Bolívia.
Na mesma ocasião, foram apreendidos veículos e realizadas buscas em uma residência de alto padrão na Região Metropolitana de Fortaleza. Outros dois investigados foram detidos na sexta-feira.
Já nesta segunda-feira,08, dois médicos foram presos em Garça (SP) e Novo Itacolomi (PR), suspeitos de lavagem de dinheiro para o grupo criminoso em Fortaleza.
Imóveis e veículos pertencentes ao grupo foram sequestrados durante as operações.
A ação foi conduzida pela Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará), com apoio das Polícias Civis de diversos estados, incluindo Mato Grosso.
A OAB-MT está acompanhando o caso através do Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP), garantindo os direitos do advogado detido, e posteriormente o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) avaliará se houve falta ética.
Polícia Federal
Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT
JB News
Por Emerson Teixeira
Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção
A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.
A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.
Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.
Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.
De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.
Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.
As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.
Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.
A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.
A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.
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