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TJMT mantém condenação de plataforma por cancelar hospedagem às vésperas do Réveillon

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Ana Paula Figueiredo

TJMT entende que cancelamento de hospedagem às vésperas do Réveillon gerou dano moral e falha na prestação do serviço

A Quinta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a responsabilização de uma plataforma digital de viagens por cancelar uma reserva de hospedagem a apenas dois dias da virada do ano, sem oferecer qualquer solução à cliente afetada. O julgamento teve relatoria do desembargador Sebastião de Arruda Almeida.

Conforme o entendimento do colegiado, a empresa atuou de forma omissa ao não providenciar alternativa de acomodação nem garantir reembolso imediato, mesmo diante da proximidade da data da viagem, que envolvia uma programação familiar para o Réveillon.

Os magistrados reforçaram que a plataforma integra a cadeia de consumo e, por isso, responde solidariamente pelos prejuízos causados ao consumidor, independentemente de o cancelamento ter sido realizado pelo estabelecimento responsável pela hospedagem.

No voto condutor, o relator ressaltou que a situação ultrapassa o conceito de transtorno cotidiano, uma vez que a consumidora ficou sem qualquer suporte em um período de alta demanda, o que comprometeu totalmente a viagem planejada.

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Embora tenha mantido o reconhecimento do dano moral, a Câmara avaliou que o valor fixado inicialmente era excessivo e decidiu reduzi-lo para R$ 7 mil, quantia considerada adequada aos critérios de proporcionalidade, mantendo o caráter compensatório e educativo da condenação.

Com a decisão, a plataforma segue condenada ao ressarcimento dos danos materiais e ao pagamento da indenização por dano moral, com alteração apenas no valor arbitrado.

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Câmara de Cuiabá tem quatro pedidos de CPI em tramitação e uma comissão constituída

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá 
Quatro pedidos de instauração de comissão parlamentar de inquérito (CPI) tramitam atualmente na Câmara Municipal de Cuiabá. As proposições estão previstas para serem lidas durante a sessão ordinária desta terça-feira (10), em conformidade com o Regimento Interno da Casa, e têm como finalidade a apuração de fatos relacionados à administração pública municipal.
Um dos requerimentos trata da investigação sobre a contratação e execução sistemática de despesas sem o prévio e indispensável empenho junto à Prefeitura de Cuiabá, no período compreendido entre os anos de 2019 a 2024. A proposta foi protocolada pelo vereador Demilson Nogueira (Progressistas) e busca apurar possíveis irregularidades na gestão orçamentária do município.
Outro pedido de CPI, de autoria do vereador Ilde Taques (PSB), pretende investigar termos de ajustamento de conduta (TACs) firmados pela administração municipal, bem como operações de compra consideradas onerosas aos cofres públicos.
Também está em tramitação requerimento que propõe a instauração de CPI para apurar o possível descumprimento do artigo 212, da Constituição Federal, que determina a aplicação mínima de 25% da receita resultante de impostos no setor de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE). A investigação abrange os exercícios de 2023 e 2024 e inclui, ainda, a apuração de eventual uso indevido de recursos do Fundo Único Municipal de Educação de Cuiabá (Funed) para finalidades diversas das previstas em lei.
Há, ainda, pedido de CPI de autoria do vereador Dilemário Alencar (União Brasil), que propõe investigar a gestão, a aplicação de recursos e os critérios de concessão de crédito do programa Cuiabanco, iniciativa municipal voltada ao fomento da atividade econômica.
Além dos requerimentos que ainda tramitam na Casa, já foi constituída a Comissão Parlamentar de Inquérito responsável por investigar a empresa que administra o estacionamento rotativo de Cuiabá, a CS Mobi, após aprovação em plenário. A comissão é presidida pelo vereador Tenente-coronel Dias (Cidadania), e os trabalhos devem começar em breve.
Todos os pedidos protocolados na Câmara Municipal passarão por análise quanto ao atendimento dos requisitos legais e regimentais. Caso sejam considerados aptos, será publicada a respectiva resolução para constituição e instalação das comissões, conforme previsto no Regimento Interno da Casa.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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