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“A insalubridade é fundamental e inegociável para os servidores da saúde”, afirma deputado Dr. João ao criticar decisão do Ministério Público que reduz pagamento em Cuiabá, Veja o vídeo

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por Nayara Cristina

Do Local Danilo Figueiredo

Cuiabá vive um impasse entre o Ministério Público Estadual e os servidores da saúde após a decisão que determina a revisão e redução no pagamento do adicional de insalubridade no município. A medida, que surgiu a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público e a Prefeitura, obriga o Executivo a pagar o benefício apenas mediante comprovação técnica da exposição ao risco e com base no salário-base, e não sobre o total da remuneração como era feito anteriormente. Segundo o MP, o modelo anterior gerava um gasto mensal de mais de R$ 4 milhões e estava sendo aplicado sem critérios técnicos, o que poderia configurar enriquecimento ilícito de parte dos servidores. A decisão, contudo, provocou forte reação entre os profissionais da saúde, que consideram a insalubridade um direito histórico da categoria e ameaçam deflagrar greve caso a medida seja mantida. Representantes sindicais alegam que a mudança representa uma perda significativa nos salários e uma desvalorização do trabalho de quem lida diretamente com risco à vida e à saúde.

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, afirmou que a Prefeitura está apenas cumprindo a determinação do Ministério Público e que não pode descumprir o TAC sob risco de responsabilização judicial. Ele informou que o município estuda formas de amenizar o impacto financeiro por meio da atualização da lei do “Prêmio Saúde”, que deverá compensar parte da perda provocada pela revisão dos adicionais. “Nós vamos compensar os servidores para que não tenham grandes prejuízos salariais, e faremos isso dentro da legalidade”, disse o prefeito.

Em meio a esse cenário, o deputado e médico Dr. João se manifestou publicamente e classificou a decisão do Ministério Público como “irresponsável”. Ele defendeu que a insalubridade é um direito inquestionável e indispensável aos profissionais que atuam na linha de frente da saúde. “A insalubridade é fundamental, gente. Pelo amor de Deus. Enquanto eu, como médico, durante 40 anos, sempre defendemos a insalubridade. Brigamos com todos os governos que passaram. A insalubridade é uma conquista. Trabalhar na saúde é lidar diariamente com riscos biológicos, químicos e emocionais. A insalubridade é um direito absoluto do servidor da saúde”, declarou.

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O deputado também comentou a recomendação de que o cálculo do benefício seja feito apenas sobre o salário-base, e não sobre o total da remuneração, destacando que a forma de cálculo é um tema jurídico, mas que jamais deve servir de justificativa para retirar o direito. “Isso é uma discussão legal, mas o que não pode acontecer é o servidor perder a insalubridade. É inestimável, é um direito adquirido, e não pode deixar de existir de jeito nenhum”, reforçou o parlamentar.

A declaração do deputado ecoou entre as categorias da saúde, que viram na fala um apoio firme diante da pressão que enfrentam. O tema segue em debate entre o Ministério Público, a Prefeitura e as entidades representativas dos trabalhadores, enquanto cresce a expectativa por uma solução que não retire direitos e garanta equilíbrio financeiro à administração municipal.

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Cuiabá busca em Campo Grande modelo de sucesso na gestão de resíduos da construção civil

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Nathany Gomes | Assessoria da vereadora Paula Calil 

Com foco no avanço de políticas públicas e no enfrentamento a um problema que impacta diretamente a limpeza urbana, o meio ambiente e a qualidade de vida da população, a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil, esteve presente nesta quarta-feira (22), acompanhada de representantes da capital, para cumprir agenda técnica em Campo Grande e conhecer experiências de sucesso na gestão de resíduos da construção civil e de grandes geradores. O objetivo é adaptar soluções eficientes à realidade do município.

A iniciativa tem como base a construção de um novo modelo de gestão para Cuiabá, pautado em tecnologia, fiscalização, reaproveitamento de materiais e integração entre secretarias municipais que compõem a administração pública. Atualmente, grande parte dos resíduos da construção civil gerados em Cuiabá ainda é descartada de forma irregular em terrenos baldios, áreas públicas, margens de córregos e vias urbanas, agravando problemas ambientais e urbanos.
A agenda desta quarta-feira (22) começou na sede da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), onde a comitiva conheceu o Sistema Coletas On-line, ferramenta utilizada para monitorar a geração, transporte e destinação final dos resíduos.
No período da tarde, o grupo realizou visita técnica a uma empresa especializada em transporte de resíduos da construção civil e também a uma área de descarte licenciada.
Paula destacou que Cuiabá precisa avançar em uma política pública mais atualizada e eficiente para enfrentar o descarte irregular e melhorar a organização urbana.
“Estamos conhecendo experiências que deram certo para levar soluções concretas para Cuiabá. Não basta apenas recolher resíduos, é preciso ter controle, legislação atualizada, fiscalização e destino correto. Tudo que estamos vendo aqui será levado à risca para que possamos, em breve, transformar em realidade também na nossa capital, tendo em vista que Mato Grosso é um estado em ascensão e suas ações precisam acompanhar isso. Vamos sentar à mesa, debater e atualizar, tudo dentro da lei, com apoio da Prefeitura de Cuiabá. Queremos soluções”, afirmou.
A secretária municipal de Meio Ambiente de Cuiabá, Lizzie Borconi, ressaltou que a visita técnica representa o início da construção de um sistema integrado entre diversas áreas da administração pública.
“Hoje venho representando a Secretaria de Meio Ambiente, que atua na análise do PGRCC, o Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. Cuiabá ainda não possui um sistema completo para receber esses resíduos, garantir o transporte adequado e a destinação correta. Estamos em Campo Grande justamente para entender o modelo implantado aqui, que funciona muito bem, e buscar a aplicação em Cuiabá. Isso trará benefícios não apenas para a Prefeitura, mas para toda a sociedade. É um trabalho conjunto, que envolve Meio Ambiente, Mobilidade Urbana, Obras, Planejamento, Economia e outras mais. Hoje é apenas o começo”, destacou.
A empresária Rafaele Metelo, que atua no segmento, ressaltou que o resíduo da construção civil pode deixar de ser problema e se transformar em oportunidade econômica. Ela também lembrou que a pauta vem sendo defendida desde o ano passado, com apoio do promotor de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público de Mato Grosso, Carlos Eduardo Silva.
“Hoje, muitos materiais ainda são desperdiçados. Com planejamento e estrutura, esse resíduo pode voltar para a cadeia produtiva, gerar renda, reduzir custos e beneficiar toda a cidade, por meio do tratamento adequado e da geração de emprego e renda. Essa luta vem desde o ano passado, com apoio importante do Ministério Público, para que Cuiabá avance nessa pauta”, disse.
Entre os exemplos práticos observados no modelo apresentado e destacados em materiais técnicos do setor estão a trituração de entulho para uso em base e sub-base de pavimentação, fabricação de blocos para calçadas e pisos intertravados, produção de artefatos de concreto, reutilização de madeira, separação de metais para reciclagem, reaproveitamento de gesso, recuperação de áreas degradadas, contenção de erosões e utilização de agregados reciclados em obras públicas e manutenção de vias urbanas.
Outra medida importante é a implantação de ecopontos para recebimento de pequenos volumes descartados pela população, reduzindo pontos de lixo clandestino em bairros e terrenos baldios. Também se destaca o uso de sistemas digitais para rastrear caçambas, emitir comprovantes de descarte e acompanhar em tempo real todo o fluxo dos resíduos.
Para Cuiabá, a implantação dessa política pública representa benefícios diretos como ruas mais limpas, combate ao descarte irregular, redução de gastos com limpeza corretiva, preservação ambiental, valorização urbana, geração de empregos e fortalecimento da economia circular.
“São oito anos em que Campo Grande vive essa revolução. Estamos falando de limpeza, geração de emprego, renda, reorganização urbana e saúde pública. Temos exemplos eficientes que podem dar certo, e Cuiabá merece também”, declarou Paula.
Campo Grande é considerada referência nacional por investir há anos em planejamento, fiscalização e tecnologia aplicada ao setor. A expectativa é que a visita técnica sirva como base para a construção de um novo modelo em Cuiabá.
Como próximos passos, a proposta de realização de uma audiência pública em Cuiabá, em nome da presidente, com a presença de representantes do Executivo municipal, setor produtivo, especialistas e sociedade civil, para debater a proposta, discutir os avanços necessários e construir soluções conjuntas para a cidade.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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