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TJ suspende processo do TCE que trata da judicialização da saúde

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou a suspensão do processo que corre no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que trata da chamada “judicialização da saúde”. A decisão, por maioria de votos, foi proferida pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo e atende ao mandado de segurança nº 1015230-24.2019.8.11.0000, impetrado pelo advogado Alex Cardoso, representando um dos hospitais interessados.

 

O vídeo contendo as manifestações e a decisão na íntegra encontra-se publicado no site do TJMT, na sessão do dia 05/03/2020 do plenário 4 do Tribunal.

 

Com a decisão, a Corte de Contas só poderá retomar o julgamento, paralisado por um pedido de vistas do conselheiro Isaias Lopes da Cunha, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) analisar o mérito de um Recurso Extraordinário que justamente decidirá em forma de repercussão geral, se hospitais privados podem cobrar sua própria tabela nos casos de liminares que obrigam o Poder Público a fornecer o atendimento médico a cidadãos.

 

Votaram pelo acolhimento do mandado de segurança os desembargadores Luiz Carlos da Costa, Maria Aparecida Ribeiro e Helena Maria Bezerra Ramos, além do juiz Gilberto Bussiki. “A decisão é muito importante porque confirma que o julgamento no TCE fere diversos princípios constitucionais e não possui fundamentação legal capaz de corroborar com a tese de superfaturamento de preços da rede privada, já que a tabela própria é um mero exercício regular de direito”, destaca Alex Cardoso ao comentar o julgamento.

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Os procedimentos administrativos do TCE-MT foram instaurados depois da conclusão de uma investigação feita pelo Ministério Público Estadual (MP) – Inquérito nº 34/2015 – para apurar eventuais ilegalidades na contratação de serviços de saúde em decorrência de decisões judiciais, que previamente foram objetos do Pedido de Providências nº 172/2014 do TJMT, requerido pelo próprio Hospital.

 

Nesta apuração, os promotores responsáveis pela análise dos procedimentos, depois de verificarem documentos, ouvirem órgãos da administração pública, entidades e profissionais, concluíram pela propositura de ação judicial apenas face ao Estado de Mato Grosso e o então Secretário de Saúde, Luiz Soares.

 

Mesmo com a decisão do Ministério Público, o relatório do TCE foi pela condenação sob o argumento de superfaturamento, não só daqueles que foram investigados no inquérito do MPE, mas de vários outros hospitais, profissionais e prestadores de serviços do Estado e até mesmo de outros estados da federação.

 

Segundo o advogado, a decisão do TJMT se aplica e se estende a todos os hospitais, serviços e médicos, auditados pelo TCE, e pode representar o fim de uma saga de cinco anos na preservação da imagem e dos legítimos interesses de seus clientes, pois deixa claro, que o dever de negociar preços e condições nesses casos é do próprio Poder Executivo, por meio de instrumentos próprios e legais.

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Desembargadora Maria Erotides recebe Diploma Bertha Lutz por atuação no combate à violência contra a mulher

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Da redação

A desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), será homenageada, nesta quinta-feira (16), com o Diploma Bertha Lutz, uma das mais importantes honrarias do país voltadas à defesa dos direitos das mulheres. A entrega será realizada pela senadora Margareth Buzetti.

A premiação reconhece personalidades que se destacam na promoção da equidade de gênero e na defesa dos direitos femininos em diversas áreas de atuação. Em 2016, 15 pessoas serão homenageadas.

No caso da magistrada mato-grossense, o reconhecimento está diretamente ligado à sua atuação à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT).

À frente da Cemulher, Maria Erotides tem liderado iniciativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica, com foco na articulação institucional, fortalecimento da rede de proteção e desenvolvimento de políticas públicas voltadas à segurança e à autonomia das mulheres.

Entre as ações, destacam-se o número de Redes de Enfrentamento, que atingiu a marca de 103 instaladas, campanhas educativas, como “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”; capacitações e o incentivo a projetos que promovem a responsabilização de agressores, a exemplo dos Grupos Reflexivos e o acolhimento de vítimas, por meio de iniciativas como o Núcleo Thays Machado.

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O Diploma Bertha Lutz leva o nome da bióloga e advogada paulista Bertha Maria Julia Lutz, uma das principais referências do feminismo no Brasil. Pioneira na luta pelos direitos políticos das mulheres, ela foi uma das responsáveis pela conquista do direito ao voto feminino no país, oficializado em 1933. Também teve atuação marcante na educação e na inserção das mulheres no serviço público.

Ao receber a honraria, a desembargadora Maria Erotides passa a integrar um grupo de personalidades reconhecidas nacionalmente pela contribuição efetiva na promoção dos direitos das mulheres, destacando o papel do Judiciário mato-grossense no enfrentamento à violência de gênero.

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