POLITICA
Max Russi celebra marco histórico com posse da primeira mulher indígena a assumir cadeira de deputada estadual na Assembleia de Mato Grosso
JB News
por Nayara Cristina
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso viveu nesta quarta-feira (15) um momento que entra para a história institucional do estado: a posse de Eliane Xumacalo, do povo Kurâ-Bakairi, como a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira no Parlamento estadual em quase 190 anos de existência da Casa. Bacharel em Direito e ex-presidente da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), Eliane assume por 30 dias a vaga do deputado estadual Lúdio Cabral do PT-MT, em um gesto que amplia a representatividade dos povos originários no centro das decisões políticas do estado.

A chegada de Eliane ao plenário simboliza mais do que uma substituição temporária. Representa o reconhecimento da presença histórica, social e cultural dos povos indígenas em Mato Grosso, estado que abriga uma das maiores diversidades étnicas do país. Sua posse também fortalece a presença feminina em um espaço historicamente ocupado por homens e amplia o debate sobre inclusão, território, direitos sociais e políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais.
Ao comentar o momento, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, classificou a posse como um marco de grande relevância para o Parlamento e para a sociedade mato-grossense. Segundo ele, o fato de a primeira mulher indígena assumir uma cadeira justamente durante sua gestão reforça o processo de abertura institucional que a Casa vem construindo.
Max destacou que a Assembleia, ao longo de seus quase 190 anos, nunca havia vivenciado um momento semelhante. Para ele, esse avanço se soma a outro feito recente de sua gestão: o maior número de mulheres ocupando simultaneamente cadeiras no plenário, o que, segundo o presidente, demonstra um novo tempo de fortalecimento da pluralidade dentro do Legislativo estadual.
O parlamentar afirmou que a presença de Eliane Xumacalo representa um avanço democrático e uma reparação simbólica importante, ao permitir que uma parcela significativa da população mato-grossense tenha voz direta no Parlamento. Max Russi ressaltou que Mato Grosso possui forte presença dos povos originários e que essa representatividade precisa estar refletida também nos espaços de decisão.
Ele também defendeu o sistema de alternância entre titulares e suplentes como instrumento essencial para ampliar a participação política. Na avaliação do presidente, quando suplentes assumem cadeiras temporariamente, o Parlamento se enriquece, porque diferentes segmentos da sociedade passam a ter oportunidade concreta de apresentar projetos, indicar soluções, convocar audiências públicas e defender pautas que representam seus eleitores.
Max Russi ainda elogiou a decisão de Lúdio Cabral de se licenciar para permitir a posse de Eliane. Para ele, a atitude demonstra compromisso com a democracia participativa e com a valorização de vozes historicamente pouco representadas nos espaços de poder. Segundo o presidente, a chegada da nova deputada fortalece o debate legislativo, amplia o alcance social da Assembleia e consolida um passo importante rumo a um Parlamento mais diverso, mais plural e mais conectado à realidade de Mato Grosso.
Veja :
POLITICA
Otaviano Pivetta endurece regras no sistema prisional e veta visitas íntimas para condenados por feminicídio, estupro e pedofilia em MT
JB News
por Nayara Cristina
O governador em exercício Otaviano Pivetta sancionou uma nova lei que endurece o tratamento a presos condenados por crimes de extrema gravidade em Mato Grosso. A norma, publicada nesta terça-feira (15), proíbe visitas íntimas a detentos com condenação definitiva por feminicídio, estupro e pedofilia em todas as unidades do sistema penitenciário estadual.
A nova legislação, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho, estabelece que a restrição vale exclusivamente para condenados com sentença transitada em julgado — ou seja, quando já não há possibilidade de recurso. A medida atinge diretamente autores de crimes marcados pela violência extrema, especialmente aqueles praticados contra mulheres, crianças e adolescentes.
Pelo texto sancionado, visita íntima é caracterizada como o encontro realizado em ambiente reservado, sem acompanhamento direto dos agentes penitenciários, em espaço fechado e com a presença exclusiva do preso e do visitante. A partir da entrada em vigor da lei, esse tipo de benefício passa a ser expressamente proibido para os condenados enquadrados nas condutas previstas.
Apesar do endurecimento, a norma mantém o direito às visitas sociais, asseguradas pela Lei de Execução Penal. Esse tipo de visita continua permitido em espaços apropriados dentro das unidades prisionais, com supervisão dos servidores e dentro dos protocolos de segurança já existentes.
A sanção ocorre em meio ao debate nacional sobre o fortalecimento das políticas de proteção às vítimas de violência e o aperfeiçoamento das regras de execução penal. Com a nova regra, o governo de Mato Grosso reforça um posicionamento de maior rigor no enfrentamento a crimes que causam forte impacto social e amplia o recado institucional de intolerância à violência contra os grupos mais vulneráveis.
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