EDUCAÇÃO

MEC debate defesa da universidade pública

Publicados

em

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), participou da abertura do ano letivo da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém (PA), durante a aula magna realizada nesta semana. A atividade teve como tema central a defesa da universidade pública e reuniu estudantes, docentes e técnicos-administrativos da instituição. 

A conferência foi ministrada pela diretora de Desenvolvimento Acadêmico da Sesu/MEC, Lúcia Pellanda, que abordou os desafios e as perspectivas da educação superior no Brasil, bem como do papel das universidades públicas na produção de conhecimento, na formação de profissionais qualificados e na promoção do desenvolvimento social e regional. 

Pellanda destacou que as universidades federais, vinculadas ao MEC, exercem papel fundamental para o avanço científico e tecnológico do país, além de contribuírem para ampliar oportunidades e reduzir desigualdades sociais. 

“Defender a universidade pública é defender o direito à educação de qualidade, à ciência e à inovação. As universidades federais são patrimônios da sociedade brasileira e têm impacto direto na vida das pessoas”, afirmou. 

Leia Também:  Crise interna leva à saída de secretário de Educação em VG

Ela também ressaltou que as instituições federais desempenham papel estratégico em diferentes regiões do país, especialmente em territórios com desafios socioeconômicos e ambientais relevantes, como a Amazônia. Segundo a diretora, nessas regiões as universidades atuam tanto na formação de profissionais quanto na produção de conhecimento voltado às necessidades locais. 

A aula marcou o início das atividades acadêmicas de 2026 na Ufopa e foi direcionada especialmente aos estudantes ingressantes da graduação e da pós-graduação. A iniciativa buscou promover uma reflexão sobre o papel da universidade pública na sociedade e incentivar o engajamento da comunidade acadêmica com os desafios contemporâneos da educação superior. 

A reitoria da Ufopa destacou a importância da participação do MEC na abertura do ano letivo, considerando o momento uma oportunidade de diálogo com estudantes e professores sobre as políticas públicas para a educação superior no país. 

Ufopa – Criada em 2009, a Universidade Federal do Oeste do Pará está sediada em Santarém e integra a rede de universidades federais vinculadas ao MEC. A instituição tem atuação estratégica na região amazônica, desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas às demandas sociais, econômicas e ambientais do Oeste do Pará e de áreas vizinhas. 

Leia Também:  MEC lança plataforma de governo digital para educação básica

Atualmente, a Ufopa oferta cursos de graduação e programas de pós-graduação em diferentes áreas do conhecimento, contribuindo para a formação de profissionais e para a produção científica na Amazônia. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

COMENTE ABAIXO:

EDUCAÇÃO

MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

Publicados

em

Por

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

Leia Também:  Mais de 55 mil professores do ES podem solicitar a CNDB

Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

Leia Também:  MEC faz abertura e integra debates da Reditec 2025

Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA