EDUCAÇÃO
MEC visita obras da Universidade Federal do Amazonas
Durante agenda em Manaus, nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, o ministro da Educação, Camilo Santana, vistoriou as obras de retomada da construção dos prédios da Faculdade de Letras e da Faculdade de Estudos Sociais, no campus sede da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ao todo, as construções somam investimentos de R$ 15,3 milhões, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Além das obras, a comitiva do Ministério da Educação (MEC) também visitou os laboratórios de Inteligência Artificial (IA) do Instituto de Computação (IComp) da universidade. Ao todo, a Ufam conta com R$ 106,5 milhões do Novo PAC, em obras de expansão, como o novo campus de São Gabriel da Cachoeira, e em obras de melhoria da infraestrutura das unidades existentes.
Na universidade, o ministro ressaltou o compromisso de priorizar o ensino público gratuito e de qualidade, além de ampliar o diálogo com a comunidade acadêmica. “Há uma determinação do governo federal para que todas as obras que estejam paralisadas ou inacabadas, tanto na educação básica quanto na universidade, sejam retomadas e entregues. Então, nós estamos fazendo isso”, afirmou Santana.
As obras da Faculdade de Letras foram iniciadas em 2020, paralisadas em 2022 e retomadas em 2026, com recursos do MEC. O investimento total é de R$ 7,9 milhões. O empreendimento consiste em um edifício com quatro pavimentos e 3.099,60 metros quadrados de área construída, localizado no setor norte do campus sede.
Já o prédio da Faculdade de Estudos Sociais recebe R$ 7,4 milhões, com recursos do Novo PAC. A obra teve início em fevereiro de 2025, com previsão de conclusão para fevereiro de 2027. O bloco contará com quatro pavimentos, abrigando laboratórios, salas de aula, salas de administração, salas de professores, salas técnicas, banheiros e galeria experimental, em uma área total de 4.454,56 metros quadrados.
A execução das duas obras reforça o compromisso do MEC com a consolidação e a ampliação da infraestrutura acadêmica das universidades federais, contribuindo para a melhoria das condições de ensino, pesquisa e extensão.
IComp – O Instituto de Computação (IComp) da Ufam abriga laboratórios estruturados com financiamento oriundo da Lei de Informática, com destaque para projetos e infraestruturas voltados às frentes de IA e cibersegurança, refletindo o alinhamento institucional com as agendas nacionais de transformação digital, inovação e desenvolvimento científico-tecnológico.
No contexto da visita técnica, estão previstas demonstrações de pesquisas e soluções em IA, com ênfase em aplicações de processamento de imagem. A programação contempla a demonstração de ambientes de aprendizagem e inovação, incluindo o Laboratório Maker, dedicado ao desenvolvimento de projetos práticos, prototipagem e experimentação tecnológica, bem como o Laboratório de Metodologias Ativas, voltado à implementação de abordagens pedagógicas inovadoras, centradas no estudante e integradas às demandas contemporâneas da formação em computação. O instituto constitui um complexo acadêmico composto por quatro blocos integrados, nos quais se desenvolvem atividades de ensino, pesquisa e extensão com foco nas demandas tecnológicas e nas especificidades socioeconômicas e ambientais da Amazônia.
No âmbito da expansão acadêmica e da formação de recursos humanos em áreas prioritárias, o IComp implantou os cursos de bacharelado em inteligência artificial e em cibersegurança. Juntamente com ciência da computação e engenharia de software, os novos cursos passaram a ofertar vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por meio de uma área básica de ingresso (ABI) em computação — iniciativa pioneira na Região Norte, que amplia a flexibilidade formativa, fortalece a interdisciplinaridade e contribui para a consolidação de trajetórias acadêmicas alinhadas às tecnologias emergentes.
Resumo | Mais educação para o Amazonas
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
“Seduc cumpre legislação com contratação de 3.040 Profissionais de Apoio Especializado”, afirma Alan Porto
EDUCAÇÃO
O secretário de Educação reforça que eles vão atender estudantes que precisam de algum nível de atenção diferenciada na Rede Estadual de Ensino
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) finaliza nesta sexta-feira (27.2), processo de atribuição de 655 Profissionais de Apoio Especializado (PAE) cumprindo o que determinam a Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão – LBI) e o Decreto nº 12.686/2025 e suas alterações posteriores.
Eles passam a integrar o grupo de 3.040 profissionais que atuarão durante o ano letivo de 2026 no atendimento a 4.474 estudantes público-alvo da educação especial que precisam de algum nível de atenção diferenciada na Rede Estadual de Ensino.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, ressalta que, segundo a LBI, o apoio especializado constitui medida de acessibilidade destinada a eliminar barreiras e assegurar condições de participação, permanência e aprendizagem no ensino regular, não substituindo a função do professor regente, tampouco configurando o Atendimento Educacional Especializado (AEE) aplicado especificamente na Sala de Recursos Multifuncionais da escola.
“Sua atuação é complementar, atuando no ensino colaborativo, onde o professor regente é o responsável pelo ensino-aprendizagem, ficando o PAE com a função de aplicar estratégias para suporte ao estudante de acordo com o Plano Educacional Individualizado estabelecido pelo docente titular”, explica Alan Porto.
Ele lembra que, antes, era comum escola e professor deixarem o aluno apenas sob a responsabilidade do PAPE. “A função de PAPE, inclusive, nem é prevista na LBI e no Decreto que regulamentou novas políticas de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Isso não era inclusão. Agora, o PAE vai auxiliar o estudante seguindo orientações dos regentes em todas as disciplinas, como define a legislação”.
Porto avalia que a conclusão da atribuição do PAE representa um avanço na organização da política de inclusão, por combinar critérios transparentes e previsibilidade na alocação de pessoal, assegurando o suporte adequado a quem mais precisa. Ele também avaliou positivamente a separação clara das funções, conforme o decreto, como forma de fortalecer o trabalho em equipe nas unidades e de dar mais segurança às famílias.
Com o encerramento do processo, ele afirma que as escolas prosseguem com o ano letivo com equipes completas para garantir, na prática, aquilo que a legislação prevê. “Finalizamos um processo de educação inclusiva não apenas como princípio de uma ação, mas rotina, com apoio humano qualificado e função bem definida dentro do ambiente escolar. Todavia, com novos estudantes o processo continua”.
Funções do PAE
Entre as funções do PAE que, de acordo com a LBI pode ter formação superior ou de Ensino Médio, estão cuidados pessoais quando houver ausência de autonomia funcional, auxiliar na locomoção e mobilidade interna, acompanhar em atividades pedagógicas não técnicas assegurando acessibilidade operacional e sem interferir na condução didática, atuar como ledor e transcritor quando necessário, apoiar o uso de tecnologias assistivas previstas no Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) da Sala de Recursos Multifuncionais e no Plano Educacional Individualizado (PEI), entre outras atividades.
De acordo com a Seduc, a Rede Estadual de Ensino atende em 2026 mais de 11 mil estudantes com algum tipo de deficiência auditiva, física, intelectual, mental-psicossocial, visual, múltipla, autista ou altas habilidades/superdotação.
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