POLITICA
Procuradoria diz que assinaturas de deputados são válidas e Max Russi afirma manter instalação da CPI da Saúde na ALMT, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A instalação da CPI da Saúde de Cuiabá ganhou novos contornos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) após questionamentos de deputados sobre a validade das assinaturas que constam no requerimento de abertura da comissão. Apesar das contestações, o presidente da Casa, Max Russi, afirmou nesta quarta-feira (25), durante sessão ordinária, que o parecer da Procuradoria da Assembleia reconhece a validade das assinaturas e que a comissão terá continuidade.
O debate ganhou força depois que parlamentares alegaram não terem sido consultados previamente sobre a inclusão de seus nomes no pedido de abertura da CPI. Alguns afirmaram que as assinaturas teriam sido utilizadas de forma equivocada, o que motivou manifestações públicas pela retirada dos respectivos apoios ao requerimento.
Diante da controvérsia, a Presidência da Casa solicitou análise técnica da Procuradoria da Assembleia Legislativa. Segundo Max Russi, o entendimento jurídico é claro quanto à regularidade formal do pedido. “O entendimento da nossa Procuradoria é que as assinaturas foram feitas, foram validadas. Lógico que há a colocação de deputados, mas a Procuradoria entende que tem que dar seguimento e nós vamos optar por esse caminho”, declarou o presidente no plenário.
Russi destacou ainda que não há previsão regimental que permita a retirada de assinaturas após a publicação oficial do requerimento, sobretudo quando não há irregularidade formal constatada. “Não tem isso no regimento. E não tem a data do ofício que inviabilize. Como estamos na mesma legislatura, isso não é fator para encerrar os trabalhos”, pontuou. Ele explicou que, caso o pedido tivesse sido protocolado em legislatura anterior, a situação poderia ser diferente, mas como o processo tramita dentro do mesmo período legislativo, não há impedimento para a continuidade.
A CPI da Saúde tem como foco apurar possíveis irregularidades na gestão da saúde pública em Cuiabá, envolvendo contratos, execução orçamentária, aplicação de recursos e eventuais falhas administrativas que impactaram o atendimento à população. O requerimento atingiu o número mínimo de assinaturas exigido pelo Regimento Interno para instalação, o que garante, segundo entendimento jurídico consolidado, o direito da minoria parlamentar de investigar fatos determinados por meio de Comissão Parlamentar de Inquérito.
Mesmo com o parecer favorável à continuidade, a comissão ainda não foi oficialmente instalada por falta de indicação dos membros pelos blocos parlamentares. Max Russi informou que concederá prazo de cinco dias para que as lideranças indiquem seus representantes. “Vou reiterar o pedido e dar cinco dias para que os blocos possam apresentar os seus nomes. Se não fizerem, caberá ao presidente fazer a indicação”, afirmou.
Nos bastidores, o clima é de tensão política. Parlamentares que questionam o uso de suas assinaturas avaliam medidas administrativas e não descartam eventual judicialização, embora, até o momento, a Procuradoria da Assembleia tenha afastado qualquer vício formal capaz de anular o requerimento. Segundo o presidente, havia expectativa quanto a possível questionamento judicial, o que motivou a espera pelo parecer técnico antes de avançar na instalação. Com a manifestação jurídica concluída, a Presidência decidiu tornar pública a decisão e dar sequência ao rito.
A CPI da Saúde surge em um contexto de forte pressão política envolvendo a gestão da saúde na capital, tema que tem repercutido tanto no Legislativo estadual quanto no municipal. Caso instalada, a comissão poderá convocar gestores, requisitar documentos, realizar oitivas e promover diligências para esclarecer os fatos apontados no requerimento.
Com a decisão da Mesa Diretora de manter o processo em curso, a expectativa agora recai sobre a definição dos integrantes da comissão. Se confirmada a instalação, a CPI promete ampliar o debate sobre a condução da política pública de saúde em Cuiabá e aprofundar o embate político que já divide o Parlamento estadual.
Veja :
Infraestrutura
Marcelo de Oliveira é nomeado para presidir conselho da Nova Rota do Oeste e acumula função na Infraestrutura de MT
JB News
por Nayara Cristina
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, foi nomeado pelo governador Otaviano Pivetta ( Republicanos), para assumir a presidência do Conselho Administrativo e Fiscal da Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela BR-163 no estado.
A decisão, formalizada nesta quinta-feira (16), insere o nome do secretário em uma das estruturas mais estratégicas da logística estadual, ao mesmo tempo em que mantém sob sua responsabilidade o comando da Sinfra, consolidando o acúmulo de funções em áreas consideradas centrais para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.
A escolha ocorre em meio a uma série de mudanças promovidas por Pivetta desde o dia 1º de abril, quando assumiu o governo do Estado e iniciou um processo de recomposição administrativa diante da saída de titulares que deixaram seus cargos para disputar as eleições de 2026. Nesse intervalo, o governador redesenhou parte do primeiro escalão e avançou sobre cargos estratégicos com nomeações que atingem diretamente o núcleo político e técnico da gestão.
Na área da saúde, o médico Juliano Melo foi escolhido para comandar a Secretaria de Estado de Saúde (SES), enquanto a Secretaria de Fazenda (Sefaz) passou a ser conduzida por Fábio Pimenta, em substituição ao comando anterior. No centro político do governo, a Casa Civil voltou a ser ocupada por Mauro Carvalho, nome de confiança do grupo e peça-chave na articulação institucional. Paralelamente, o governo também promoveu mudanças na estrutura da Casa Militar, com reorganização interna e substituições em cargos de direção ligados à segurança do Executivo estadual.
Fora do eixo direto das secretarias, Pivetta também avançou na reorganização da representação institucional do Estado em nível federal, com a definição de um novo comando para o escritório de Mato Grosso em Brasília, função entregue a um ex-prefeito com trânsito político para reforçar a interlocução junto ao Congresso Nacional e aos ministérios.
É nesse ambiente de reconfiguração que se insere a nomeação de Marcelo de Oliveira para a presidência do conselho da Nova Rota do Oeste. Ao justificar a escolha, o governador destacou a confiança no histórico do secretário e o papel estratégico da concessão rodoviária. “É a maior concessão de Mato Grosso e precisa de um nome à altura. O secretário Marcelo já mostrou, nesses sete anos e três meses de governo, que tem a nossa confiança e a confiança de todo o povo mato-grossense, principalmente pelos resultados entregues na infraestrutura de todo Estado”, afirmou.
Marcelo já integrava o conselho da concessionária e agora assume a presidência no lugar de Cidinho Santos, passando a atuar diretamente nas decisões administrativas e fiscais da empresa responsável por uma das principais rotas de escoamento da produção agrícola do país. Desde 2023, o Governo de Mato Grosso e a Nova Rota do Oeste já entregaram 230 quilômetros de duplicação da BR-163, considerada eixo fundamental para a logística estadual.
Com mais de 35 anos de atuação no serviço público, Marcelo de Oliveira e Silva é arquiteto e acumula passagens relevantes pela administração pública, tendo sido secretário de Obras de Cuiabá por cinco vezes, além de ter presidido e atuado como interventor na Sanecap e exercido a função de secretário adjunto de Infraestrutura da Secopa. Sua nomeação reforça a estratégia do governo de manter sob condução direta nomes de confiança em áreas estruturantes, em um momento de reorganização política e administrativa do Estado.
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