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Programa Defensoras Populares do Campo capacita mulheres para defesa de direitos em áreas rurais do País

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Brasília, 03/02/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou, em 2025, o projeto piloto do programa Defensoras Populares do Campo. A iniciativa nacional foi estruturada a partir de demandas apresentadas por mulheres camponesas e lideranças comunitárias de diferentes regiões do País. A formação combina encontros virtuais, atividades territoriais e momentos presenciais, previstos para ocorrer ao longo do primeiro trimestre de 2026.

A ação integra o eixo de empoderamento jurídico comunitário e tem como objetivo fortalecer o protagonismo feminino na defesa de direitos, na prevenção de violências e na mediação de conflitos em territórios rurais e tradicionais.

O projeto é executado pelo Instituto Federal do Pará (IFPA) – Campus Marabá, em parceria com movimentos sociais e organizações populares. A iniciativa reconhece o papel estratégico das mulheres do campo como agentes centrais na promoção da justiça social e na construção de soluções locais para desafios históricos relacionados ao acesso a políticas públicas, à proteção social e à garantia de direitos básicos.

Abrangência e formação

A turma piloto é composta por 70 mulheres bolsistas em formação, com atuação em 25 Unidades da Federação e no Distrito Federal. O programa está presente nas cinco regiões do Brasil, com participantes dos seguintes estados: Alagoas (AL), Amapá (AP), Bahia (BA), Ceará (CE), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraíba (PB), Paraná (PR), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Rondônia (RO), Roraima (RR), Santa Catarina (SC), São Paulo (SP), Sergipe (SE) e Tocantins (TO), além do Distrito Federal (DF).

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Essa capilaridade permite que o conhecimento produzido ao longo do processo formativo dialogue diretamente com realidades locais e regionais.

O modelo pedagógico une teoria e prática, promove o intercâmbio de experiências entre as participantes e fortalece redes de apoio entre mulheres que atuam em contextos de vulnerabilidade social e territorial.

Durante o processo, as participantes desenvolvem competências para atuar localmente como multiplicadoras de informação, articuladoras de redes de proteção e mediadoras comunitárias. O programa incentiva o fortalecimento da organização social nos territórios e contribui para a prevenção de conflitos, o enfrentamento de diferentes formas de violência e a ampliação do acesso a políticas públicas e a serviços essenciais.

Empoderamento jurídico

A iniciativa representa um avanço na consolidação de políticas públicas voltadas ao empoderamento jurídico comunitário e à promoção da cidadania no campo. Ao investir na formação de lideranças femininas, o programa amplia o alcance das ações governamentais e fortalece estratégias de base comunitária, fundamentais para a construção de uma segurança pública orientada pelos direitos humanos e pela inclusão social.

O projeto também reforça o compromisso do Governo Federal com a valorização do protagonismo das mulheres do campo, ao reconhecer seu papel histórico na defesa dos territórios, na preservação de saberes tradicionais e na promoção de práticas solidárias e sustentáveis.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Iniciativa nacional amplia a elucidação de homicídios e chega a sete capitais em 2026

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Brasília, 15/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou o calendário de 2026 dos cursos de Investigação de Homicídios, promovidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp).

A iniciativa faz parte de ações federais voltadas à qualificação de profissionais que atuam na investigação de crimes letais. Ao longo do ano, estão previstas 11 turmas, entre cursos básicos e avançados, distribuídas em sete capitais brasileiras.

A formação teve início em Curitiba (PR), com a realização do 23º Curso Básico de Investigação de Homicídios, em março. Em abril, Palmas (TO) recebe a 24ª edição, entre os dias 13 e 17.

A partir de maio, a programação segue com novas turmas pelo País. Florianópolis (SC) sediará o 25º curso básico, de 11 a 15. São Luís (MA) concentrará duas formações simultâneas — o 26º curso básico e o 7º curso avançado — entre os dias 18 e 22.

Em junho, as atividades serão realizadas em Goiânia (GO), que receberá, entre 15 e 19, o 27º curso básico e o 8º curso avançado. O cronograma será retomado em agosto, com quatro formações. Macapá (AP) sediará o 28º curso básico e o 9º curso avançado, de 3 a 7. Na sequência, Boa Vista (RR) receberá o 29º curso básico e o 10º curso avançado, entre 17 e 21.

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O coordenador-geral do Susp, Márcio Mattos, explica que a iniciativa amplia a qualificação dos profissionais que atuam na investigação de homicídios em todo o País. “A formação padroniza procedimentos, fortalece a produção de provas e contribui para aumentar a elucidação desses crimes.”

De acordo com Mattos, o projeto já capacitou milhares de profissionais, incluindo policiais civis, militares, peritos e guardas municipais.

O coordenador destaca ainda que a iniciativa está alinhada a experiências internacionais que associam qualificação técnica ao aumento das taxas de elucidação de crimes. No Brasil, esse índice ainda é um desafio da segurança pública.

A descentralização das turmas, com oferta em capitais do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul, também integra uma diretriz da pasta para fortalecer as capacidades locais e reduzir desigualdades regionais na investigação criminal.

O curso de Investigação de Homicídios faz parte das ações estruturantes da Senasp e integra uma política mais ampla de modernização das forças de segurança, que inclui investimentos em tecnologia, integração de dados e formação continuada.

Datas dos Cursos de Investigação de homicídios
Datas dos Cursos de Investigação de homicídios
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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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