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Max Russi prevê baixa renovação na Assembleia em 2026 e aposta em reeleição de até 23 deputados, VEJA O VÍDEO

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por Jota de Sá

A montagem das chapas partidárias para as eleições de 2026 já movimenta intensamente os bastidores da política em Mato Grosso e, na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, o cenário aponta para uma renovação bastante limitada no Parlamento estadual. A leitura foi feita nesta segunda-feira (2), durante a solenidade de abertura dos trabalhos do ano legislativo, quando o parlamentar afirmou não acreditar em mudanças profundas na composição da Casa.

Segundo Max Russi, dos 25 deputados estaduais atualmente em exercício, ao menos 23 devem disputar a reeleição com chances reais de retorno às cadeiras. A principal exceção já colocada é a da deputada Janaína Riva, que declarou publicamente a intenção de seguir outro caminho político, com foco na construção de uma candidatura ao Senado da República. Com isso, uma vaga na Assembleia já é tratada como aberta, alterando parcialmente o cálculo da renovação.

O presidente do Legislativo pondera, no entanto, que qualquer projeção mais precisa ainda é prematura. Para ele, a definição real do quadro só será possível após o fechamento das chapas, previsto para o fim da janela partidária, entre março e início de abril. “Não deve ter uma renovação muito alta, não. É difícil você precisar um número agora. Depois do prazo final, a gente terá condição de ter uma composição mais clara do que vai ter de renovação”, afirmou.

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Max destacou que o atual momento é marcado por intensa movimentação entre siglas. Muitos pré-candidatos aparecem simultaneamente em diferentes articulações, conversando com vários partidos na tentativa de encontrar a melhor equação eleitoral. Essa “soma matemática”, como definiu, envolve avaliar o tamanho das chapas, a força das lideranças e a capacidade de cada partido de alcançar o coeficiente eleitoral, que, segundo ele, deve ficar em um patamar elevado, entre 80 mil e 84 mil votos. “É um coeficiente bastante alto. O partido precisa estar consolidado, com lideranças fortes e lideranças de voto, para buscar a segunda, a terceira ou até a quinta vaga, dependendo do projeto”, explicou.

Na avaliação do deputado, esse cenário reforça a tendência de baixa renovação. Ele observa que, hoje, apenas Janaína Riva se coloca fora da disputa pela reeleição, enquanto os demais 23 parlamentares trabalham ativamente para permanecer no cargo. Caso se confirme a saída definitiva da deputada, o número de vagas abertas poderia chegar a sete, mas isso dependerá diretamente da consolidação das chapas e do desempenho eleitoral das legendas.

Outro fator destacado por Max Russi para sustentar a força dos atuais mandatos é o trabalho desenvolvido pela Assembleia nos últimos anos. Ele citou a ampliação da autonomia orçamentária e a maior participação do Legislativo nas decisões estratégicas do Estado como elementos que têm gerado resultados percebidos pela população mato-grossense. Na visão do presidente, esse conjunto de ações fortalece os deputados em busca da reeleição e reduz o espaço para uma mudança mais ampla no quadro parlamentar.

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No campo das articulações partidárias, Max Russi também falou sobre seu próprio futuro político. Ele confirmou que aguarda a abertura da janela partidária para deixar o PSB e se filiar ao Podemos, legenda na qual acredita haver potencial para eleger até seis deputados estaduais. Segundo ele, o partido trabalha para montar uma chapa competitiva e com forte presença feminina, justamente para ocupar espaços que podem surgir com a saída de nomes tradicionais, como o de Janaína Riva.

Questionado sobre a possibilidade de aumento da participação das mulheres na Assembleia, o deputado se mostrou otimista. A expectativa, segundo ele, é que o Podemos e outras siglas invistam em candidaturas femininas com densidade eleitoral, ampliando a representatividade sem necessariamente provocar uma renovação numérica expressiva do Parlamento.

Ao final, Max reforçou que o retrato definitivo das eleições de 2026 só será conhecido após o encerramento das negociações partidárias. “Depois desse fechamento, a gente vai ter condição de fazer uma análise mais fria, saber qual vai ser o percentual de renovação dentro da Assembleia Legislativa. Hoje, tudo indica que ela será pequena ou até baixíssima, mas ainda depende muito da composição partidária e de onde cada candidato vai se posicionar”, concluiu.

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Max Russi aciona TJMT para barrar despejo de centenas de famílias de conjuntos habitacionais em Cuiabá, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

Violação a direitos humanos

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, protocolou nesta sexta-feira (17) um pedido considerado urgente junto à Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para suspender o despejo de centenas de famílias que vivem em conjuntos habitacionais na capital. A medida judicial atinge moradores dos residenciais Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá, e reacende o debate sobre conflitos fundiários urbanos e o direito à moradia no estado.

No documento encaminhado ao Judiciário, o parlamentar sustenta que a ordem de reintegração de posse, originada de um processo de falência iniciado ainda em 2003, estaria sendo executada sem observar protocolos atuais que tratam da proteção de populações vulneráveis em casos de desocupação coletiva. Segundo Russi, a decisão ignora normativas que, nos últimos anos, passaram a exigir medidas prévias de mediação e planejamento social antes de qualquer retirada em massa.

Entre os pontos citados estão o Provimento nº 23/2023 do próprio Tribunal de Justiça, a Resolução 510 do Conselho Nacional de Justiça e as diretrizes fixadas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 828. Essas normas estabelecem que despejos coletivos devem ser precedidos por diálogo institucional, com participação de órgãos públicos e construção de alternativas que evitem a desassistência das famílias atingidas.

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“Buscamos providências para que o cumprimento dos mandados seja suspenso, permitindo uma solução consensual que resguarde o direito constitucional à moradia das famílias vulneráveis”, afirmou Russi ao justificar o pedido.

O caso se insere em um cenário mais amplo de disputas fundiárias urbanas que têm se intensificado em diferentes regiões do país, especialmente em áreas ocupadas há anos por famílias de baixa renda. Em Mato Grosso, episódios semelhantes já mobilizaram Defensoria Pública, Ministério Público e movimentos sociais, que frequentemente apontam ausência de políticas habitacionais suficientes para absorver a demanda.

Especialistas em direito urbanístico destacam que, após decisões recentes do STF, como a ADPF 828, o cumprimento de ordens de despejo passou a exigir maior cautela por parte do Judiciário, sobretudo quando envolve comunidades consolidadas. A orientação é de que o Estado atue previamente para garantir alternativas de reassentamento, evitando agravamento de vulnerabilidades sociais.

No caso específico de Cuiabá, moradores dos empreendimentos atingidos relatam insegurança diante da possibilidade de retirada imediata, já que muitas famílias vivem nos locais há anos e não possuem outra opção de moradia. A eventual desocupação sem plano de acolhimento pode gerar impacto direto em centenas de pessoas, incluindo crianças e idosos.

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A manifestação do presidente da Assembleia Legislativa amplia a pressão institucional sobre o Judiciário para reavaliar a execução da medida. A expectativa agora é de que a Corregedoria do Tribunal de Justiça analise o pedido e decida se suspende temporariamente a ordem, abrindo espaço para negociação entre as partes envolvidas.

O desfecho do caso pode se tornar um novo parâmetro para situações semelhantes em Mato Grosso, onde o equilíbrio entre o direito de propriedade e o direito à moradia segue sendo um dos principais desafios nas políticas urbanas.
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