POLITICA
Max Russi consagra jornalismo mato-grossense em noite histórica com entregas de prêmios do 1º Troféu Parlamento
JB News
Por Nayara Cristina
NOITE DE HOMENAGEM
Na noite desta quinta-feira, 29 de janeiro, o Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá, foi palco de um momento histórico para a comunicação em Mato Grosso. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, participou da cerimônia de entrega do 1º Troféu Parlamento, iniciativa criada para reconhecer e valorizar o trabalho dos jornalistas mato-grossenses na cobertura das atividades do Parlamento Estadual. O evento reuniu profissionais da imprensa de todas as plataformas — televisão, rádio, internet, mídia impressa, fotojornalismo e produção universitária — e lotou completamente o teatro, evidenciando a importância simbólica e institucional da premiação.
Durante o discurso, Max Russi destacou o papel fundamental do jornalismo na consolidação da democracia e na formação da consciência coletiva. “São vocês que, com responsabilidade, sensibilidade e compromisso com a verdade, transformam fatos em informação, dados em compreensão e acontecimentos em consciência pública. Em tempos de mudanças aceleradas, de excesso de informação e de novos desafios éticos e tecnológicos, o trabalho do jornalista se torna ainda mais relevante”, afirmou o presidente da Assembleia.
Além da entrega dos prêmios aos três melhores trabalhos nas categorias reportagem em texto, telejornalismo, radiojornalismo, fotojornalismo e universitário, a programação contou com homenagens e palestras que ampliaram o caráter formativo do evento. O jornalista Fernando Mitre falou sobre “A missão do jornalismo na cobertura ética de uma eleição”, trazendo reflexões profundas sobre responsabilidade, isenção e compromisso público da imprensa. Já o consultor em marketing político Marcelo Vitorino abordou o tema “A inteligência artificial como aliada da comunicação”, destacando o uso estratégico das novas tecnologias no fortalecimento do trabalho jornalístico.
O concurso recebeu 293 produções publicadas entre 1º de janeiro e 24 de novembro de 2025, representando 54 empresas de comunicação de 19 municípios de Mato Grosso. Na categoria universitária, foram avaliados trabalhos de todas as faculdades de jornalismo do estado, públicas e privadas. Em cada categoria, os três melhores trabalhos receberam premiação em dinheiro, sendo R$ 20 mil e troféu para o primeiro lugar, R$ 10 mil e placa de homenagem para o segundo e R$ 5 mil e placa para o terceiro.
Na categoria reportagem em texto, o primeiro lugar foi conquistado por Marcy Monteiro e Safira Campos, com a reportagem “Constituição de MT: pelo povo e para o povo”, publicada no PNB Online, de Cuiabá. O segundo lugar ficou com Kessillen Lopes e Rogério Júnior, autores da reportagem “Da crise à retomada: como pequenos negócios sobreviveram à pandemia e alavancaram a economia de MT”, veiculada pelo g1 Mato Grosso. Já o terceiro lugar foi de Cristiane Guerreiro e Dantielle Venturini, com o trabalho “Socorro na hora certa permite que mulheres narrem própria história; AL pressiona Estado a cumprir leis que protegem as mulheres”, publicado no Jornal A Gazeta, também de Cuiabá.
No telejornalismo, o primeiro lugar foi para Leandro Trindade, do SBT Cuiabá, com a reportagem “CPI da qualidade telefônica constata falta de antenas em Mato Grosso, sinal instável causa prejuízos”. A segunda colocação ficou com Nayana Bricat, da TV Vila Real — Record, com a matéria “Assembleia Legislativa de Mato Grosso oferece serviços gratuitos com inclusão e cidadania para a população”. Em terceiro lugar foi premiada Elissa Neves, da TV Mutum — Band, de Nova Mutum, com a reportagem “Assembleia Legislativa e Pontal do Marape: a união do Parlamento e do campo traz segurança e transforma sonhos em realidade”.
Na categoria radiojornalismo, o primeiro lugar foi conquistado por Verônica Raquel, da Rádio Vila Real, com a reportagem “Audiência Pública: a Assembleia Legislativa de Mato Grosso trabalhando em parceria com o cidadão”. O segundo lugar ficou com Vinicius Antônio, da TRT FM, autor da reportagem “Valorização cultural — Judiciário e Legislativo reforçam a luta dos quilombolas em MT”. A terceira colocação foi de Simone Souza Guedes e Eduardo Guedes, da Rádio Bom Jesus FM, com o trabalho “ALMT revisa limites urbanos para destravar serviços e dar segurança jurídica”.
O fotojornalismo também teve destaque na premiação. O primeiro lugar ficou com Ednilson Aguiar, do PNB Online, pela foto publicada na reportagem “Após criação da CNH Social na ALMT, acidentes de trânsito diminuíram em Mato Grosso”. O segundo lugar foi para Rodinei Crescêncio, do site RDNews, com a imagem da reportagem “Entre barreiras e avanços: lei busca garantir a PCDs o direito de dirigir em MT”. Já o terceiro lugar foi conquistado por Otmar de Oliveira, do Jornal A Gazeta, com a foto publicada na reportagem “Emendas Parlamentares levam recursos para onde a dor ‘mora’”.
Na categoria universitário, o primeiro lugar foi para Bianca Mortelaro, estudante da UFMT, com a reportagem “Mulheres sob ameaça constante: entre proteção prevista por lei e a escalada da violência em Mato Grosso”, produzida em Cuiabá. O segundo lugar ficou com Andrey Bonfim, também estudante da UFMT, autor da reportagem “PartiuIF na TVAL transforma o estudo e inspira jovens a sonhar com o IFMT”. O terceiro lugar foi conquistado por Alexandre Cardoso, Anderson dos Santos e Guilherme Costa, estudantes da Unemat, campus de Tangará da Serra, com a reportagem “O apoio da ALMT ao curso de jornalismo da Unemat”.
Com participação expressiva da imprensa, premiações relevantes e debates de alto nível, o 1º Troféu Parlamento se consolidou, já em sua estreia, como um marco institucional e simbólico para o jornalismo mato-grossense, reforçando a importância da informação de qualidade, da ética profissional e do compromisso permanente com a sociedade.
POLITICA
Wanderley Cerqueira abre investigação e condiciona decisão da Câmara à perícia oficial sobre escândalo dos áudios vazados em VG, VEJA
JB News
Da redação
Crise política se agrava em várzea grande com suspeita de escuta clandestina e guerra entre poderes
A crise política em Várzea Grande se intensificou nos últimos dias e expôs um cenário de forte instabilidade institucional entre o Executivo e o Legislativo municipal. O ambiente já era considerado sensível desde o início da atual gestão, mas ganhou novos contornos após a renúncia do vice-prefeito Sebastião dos Reis, o Tião da Zaeli, e, mais recentemente, com a revelação de suspeitas de escuta clandestina dentro do gabinete da prefeita Flávia Moretti, além da circulação de áudios que passaram a repercutir nos bastidores políticos e nas redes sociais.
O episódio envolvendo o suposto monitoramento dentro da sede do Executivo elevou o nível de tensão política na cidade industrial. De acordo com informações apuradas, a prefeita acionou autoridades após identificar um objeto suspeito em seu gabinete, o que levantou a hipótese de interceptação ambiental irregular. A Polícia foi comunicada e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi chamada para analisar o material e verificar sua natureza. Até o momento, não há divulgação oficial sobre o resultado dessa análise.
Paralelamente, áudios atribuídos a interlocuções internas da gestão municipal começaram a circular amplamente, com conteúdos que mencionam tratativas políticas, possíveis articulações institucionais e críticas a membros do Legislativo. A autenticidade do material, no entanto, ainda não foi confirmada por órgãos oficiais, nem há identificação formal dos autores das gravações.
Diante da repercussão, a Câmara Municipal convocou uma coletiva de imprensa para tratar do caso. O presidente do Legislativo, Vanderley Cerqueira, afirmou que a Casa irá instaurar procedimento para solicitar perícia técnica nos áudios antes de qualquer deliberação.
“Nós vamos pedir uma perícia técnica nesses áudios, até para ter a comprovação de forma correta e verdadeira. A gente precisa ter responsabilidade para não acusar ninguém injustamente”, declarou.
O presidente também ressaltou, logo no início da coletiva, a necessidade de cautela por parte de agentes públicos diante da repercussão do caso. “A gente sendo pessoa pública, tem que medir as palavras. Esses áudios já estão circulando, mas nós vamos agir com responsabilidade”, afirmou.
Questionado sobre denúncias envolvendo suposta oferta de vantagens indevidas, o presidente afirmou que teve conhecimento apenas por meio da imprensa e que não há, até o momento, registro formal na Câmara.
“Eu tomei conhecimento pela imprensa. Não chegou nada oficialmente até a Casa”, disse.
Ao ser perguntado sobre possíveis providências antes da conclusão da perícia, Vanderley Cerqueira reforçou que a Câmara não irá se antecipar. “Nós queremos a veracidade dos áudios para tomar uma posição. Sem perícia, não podemos agir.”
Sobre a origem das gravações, o presidente afirmou não haver elementos técnicos que confirmem se o conteúdo foi obtido por meio de escuta no gabinete da prefeita ou em outro ambiente. “Só a perícia pode esclarecer isso”, pontuou.
Em relação à possibilidade de medidas administrativas ou políticas mais severas, como eventual processo de cassação, o presidente destacou que qualquer decisão dependerá da confirmação dos fatos e do devido processo legal. “Isso depende da Justiça. Primeiro precisamos da veracidade para depois tomar uma posição”, declarou.
Durante a coletiva, também foram abordadas falas atribuídas à prefeita que mencionariam articulações políticas envolvendo vereadores. O presidente reiterou que não é possível confirmar a autoria sem análise técnica. “Precisamos comprovar de quem é a fala antes de qualquer julgamento.”
Sobre o teor dos áudios que circulam, afirmou que, caso sejam confirmados, o conteúdo é considerado grave. “Se aquilo for verdade, é muito grave e precisa ser tratado com responsabilidade”, disse.
Questionado sobre a relação entre os poderes, Vanderley Cerqueira afirmou que a Câmara mantém sua atuação institucional e que não há impedimentos na tramitação de projetos. “A Câmara tem aprovado os projetos do Executivo. Não há impedimento nas votações”, declarou.
Ao abordar as acusações envolvendo possíveis negociações políticas dentro do Legislativo, afirmou que não há confirmação oficial e que cada parlamentar responde individualmente por suas condutas. “Cada um responde por si”, disse.
O presidente também destacou que, após a conclusão da perícia, os vereadores deverão se reunir para definir os encaminhamentos. “No momento em que tivermos a perícia, vamos reunir os vereadores e tomar uma decisão com base em fatos concretos”, afirmou.
Até o momento, não há confirmação pública sobre a abertura de inquérito específico para investigar o conteúdo dos áudios. A análise do suposto dispositivo encontrado no gabinete da prefeita segue sob responsabilidade técnica da Politec, que deverá indicar se houve, de fato, interceptação irregular.
Caso seja constatada a existência de escuta clandestina, o caso poderá ser encaminhado para investigação criminal. Por outro lado, se os áudios não tiverem autenticidade comprovada, a apuração poderá avançar para eventual responsabilização pela produção ou disseminação de conteúdo falso.
O caso permanece em apuração e depende dos resultados técnicos para definição de eventuais medidas administrativas ou judiciais.
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