Tecnologia
Ações de popularização da ciência reúnem famílias e incentivam jovens pesquisadores
Ações para a popularização da ciência promovidas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) estão mudando diretamente a vida de jovens estudantes por todo o Brasil, e o apoio dos familiares tem um grande impacto nessa jornada. Os projetos em circulação vão desde feiras de ciência espalhadas pelo País até olimpíadas científicas que ocorrem durante todo o ano.
Quando um jovem cientista entra no mundo da ciência, a família dele vai junto. Esse foi o caso de Maria Luiza Miranda Pereira, de 16 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio, que participou pela primeira vez do Circuito de Ciências em 2020. À época, ela foi premiada em 2° lugar na etapa distrital com o projeto Acessibilidade para Usuários da Língua Brasileira de Sinais. Em 2025, a pesquisadora teve uma menção honrosa e conquistou o ouro na Olimpíada Brasileira de Tecnologia. Esse resultado a levou a ser convidada para a Escola Avançada de Tecnologia em São José dos Campos (SP) e para a imersão tecnológica Semana EAT, em Boston-Cambridge, nos EUA.
Maria Luiza teve o incentivo da família desde sempre, com idas a museus e feiras de ciências e apoio nas competições. “A gente sempre foi junto, até porque precisávamos aprender sobre os assuntos para depois conseguir conversar com ela sobre eles. Eu aprendi muito com a Maria Luisa”, conta a mãe orgulhosa, Rita de Cássia Miranda Pereira, de 50 anos.
Mesmo com anos de experiência, a família ainda se surpreende com a quantidade de projetos voltados à ciência. O pai da Maria Luiza, Cleomar Pereira, de 50 anos, se admira em ver todas as possibilidades que um pequeno cientista tem no País. Contando somente as olimpíadas, há cerca de 130 competições, divididas em diversas áreas do conhecimento, como matemática, ciências da natureza, astronomia e história.
Segundo a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, todo o trabalho é pensado para ampliar espaços voltados à ciência. Os eventos são planejados para acontecerem também aos sábados e domingos, justamente para que a família participe das atividades.
“É um caminho de ida e volta. O jovem e a criança trazem o conhecimento para casa e os pais também estimulam e fortalecem esse vínculo com o conhecimento, o que é muito importante para formar a nova geração de cientistas do Brasil”, afirma a diretora.
Pop Ciência em ação
As ações de popularização da ciência do MCTI alcançaram mais de 26 milhões de pessoas em 2025. Veja alguns dos projetos:
- Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
A SNCT é um evento anual coordenado pelo MCTI e que ocorre em outubro. Em cada ano, as atividades giram em torno de um tema central, que é proposto para debater questões atuais. O objetivo é aproximar a ciência e a tecnologia da população, por meio de eventos, atividades gratuitas, palestras, oficinas e exposições em todo o Brasil.
- Caça Asteroides MCTI
O Caça Asteroides MCTI é um programa que ocorre em parceria entre o MCTI e a Nasa. Por meio do Programa Brasileiro de Ciência Cidadã, estudantes e voluntários são estimulados a analisar imagens de telescópios para descobrir e rastrear asteroides. Os participantes, sem precisar de conhecimento prévio, recebem treinamento on-line, analisam imagens reais e podem fazer descobertas, ganhando certificados e reconhecimento.
- Feiras Científicas
Feiras de ciências e mostras científicas coordenadas pelo MCTI acontecem em escolas, Institutos Federais, universidades e espaços de inovação em todo Brasil. São eventos pedagógicos e culturais para estudantes apresentarem projetos de pesquisa com base científica. Além de envolver a comunidade escolar e familiar na aprendizagem e construção do conhecimento científico, essas atividades contribuem para ampliar a percepção social sobre o papel da ciência, da tecnologia e das inovações no dia a dia de cidadãos brasileiros.
- Centros e museus de ciência e tecnologia
Com o apoio do MCTI, os centros e museus de ciência e tecnologia são espaços interativos que promovem a educação científica e cultural, por meio de exposições, planetários, aquários e atividades lúdicas para popularizar o saber. Esses espaços são reconhecidos por sua missão de preservação e fortalecimento do conhecimento, compostos de exposições, periódicas e permanentes, com atividades interativas.
Tecnologia
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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