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Prefeito Abílio Brunini aponta ART como modal mais moderno e até 60% mais barato que o BRT em Cuiabá “Não precisa quebrar as avenidas para fazer nada” Veja o vídeo

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JB News

Por Nayara Cristina

ART pode custar R$ 400 milhões e ser implantado sem quebrar a cidade, diz prefeito

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, apresentou nesta terça-feira (11), durante coletiva no Palácio Alencastro, um detalhamento completo sobre o novo modal de transporte que pretende implantar na capital: o ART, sistema elétrico e autônomo que, segundo ele, é mais moderno, mais eficiente e muito mais barato do que o BRT atualmente em execução pelo Governo do Estado. De acordo com o prefeito, a tecnología oferece economia significativa para o município porque dispensa grandes obras de infraestrutura, reduzindo custos e evitando novos transtornos urbanos.

Segundo o prefeito, o ART representa uma alternativa capaz de operar com alta capacidade de transporte, consumo reduzido e implantação rápida. Ele explicou que o sistema funciona sobre pneus, guiado por uma sinalização instalada no pavimento com apoio de ímãs que permitem o deslocamento mesmo em situações de baixa visibilidade. Com isso, o modal não exige trilhos, corredores totalmente reconstruídos ou ampliações viárias complexas, como ocorre no modelo atual do BRT. “Esse veículo transporta mais pessoas do que o BRT. Ele é autônomo, elétrico, muito mais econômico e não precisa de grandes obras. Basta sinalização no chão. Se houver manifestação de interesse do Estado, eles conseguem trazer dois ou três veículos imediatamente para testar em Cuiabá”, afirmou.

O prefeito destacou que a empresa responsável pelo sistema apresentou uma estimativa inicial de investimento com custo aproximado de 3 milhões de dólares por quilômetro. Para Cuiabá, levando em conta o trajeto previsto, a implantação completa deve girar em torno de 400 milhões de reais, incluindo veículos, sistema magnético, sinalização, integração operacional e pontos de recarga. Abílio reforça que esse valor é superficial e será detalhado nas próximas etapas de negociação com o Governo do Estado, que já estaria, segundo ele, em diálogo com os representantes da empresa chinesa. “É um sistema muito mais moderno e mais eficiente. Nós vendemos o VLT por muito mais do que isso, então temos recursos guardados para investir. E o melhor: não precisa quebrar a cidade inteira de novo, como vem acontecendo com o BRT”, disse.

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Ainda conforme Abílio, o ART é capaz de operar em vias já existentes, sem necessidade de remodelações pesadas. Ele citou como exemplo a região da Ferradura, no CPA, afirmando que o veículo consegue circular no trecho atual, demandando apenas pequenos ajustes. “Ele consegue circular tranquilamente do jeito que está hoje. Não precisa quebrar nada, só corrigir um ponto ou outro. A cidade não aguenta mais tantas obras ao mesmo tempo”, declarou. Segundo o prefeito, a flexibilidade do modal permite que ele chegue a regiões como o Distrito Industrial, além de possibilitar conexões com ônibus tradicionais e outras linhas complementares.

Com capacidade de até 250 passageiros por viagem em composições de três vagões, o ART possui versões com dois ou quatro módulos, sendo totalmente bidirecional, sem necessidade de áreas amplas para manobras. O veículo pode subir ladeiras, fazer curvas fechadas e trafegar com outros automóveis, oferecendo melhor estabilidade do que o BRT em trechos estreitos. “Ele pode subir ladeira, pode fazer curva, pode circular junto com outros veículos. É extremamente versátil”, explicou. Além disso, o sistema pode ser encomendado com plataforma baixa ou alta, ajustando-se à estrutura já existente em Cuiabá.

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O prefeito ainda afirmou que a empresa tem condições de entregar os primeiros veículos em até seis meses após a assinatura do contrato, e que a operação experimental pode começar mesmo antes da conclusão das obras necessárias. Para ele, essa possibilidade reduz drasticamente o tempo de implantação e evita o prolongamento de transtornos na mobilidade. “Eles podem disponibilizar veículos para nós imediatamente. Não precisa esperar terminar nenhuma obra pesada. Isso é ótimo para a cidade, para o comércio e para quem não aguenta mais tanto bloqueio e tanta intervenção”, pontuou.

Abílio reforçou que a proposta do ART deve ser apresentada oficialmente ao governador Mauro Mendes nas próximas semanas. A partir daí, Estado e Município devem avaliar juntos os custos finais, trecho ideal para implantação, possibilidade de expansão e integração com outros modais. “Nós precisamos de um transporte moderno, eficiente e que não custe mais obras intermináveis para o povo cuiabano. O ART oferece exatamente isso: rapidez, economia e tecnologia”, concluiu.

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Parlamentar defende desenvolvimento da capital com inclusão e dignidade

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Ana Conrado | Assessoria da vereadora Baixinha Giraldelli 

A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) voltou a se manifestar sobre  as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor de Cuiabá durante a sessão de terça-feira (14), reforçando a necessidade de que o crescimento da cidade esteja alinhado à garantia de dignidade e inclusão social para a população.
Diferente de manifestações anteriores, a parlamentar direcionou sua fala ao impacto real do planejamento urbano na vida de quem já vive em regiões consolidadas, mas ainda invisíveis do ponto de vista legal. “Não é só sobre crescer, é sobre garantir que as pessoas tenham direito à cidade”, destacou.
Durante o discurso, Baixinha criticou a ideia de que bairros como Pedra 90, Coxipó e Parque Cuiabá devam esperar por uma valorização a longo prazo. Segundo ela, essa lógica ignora a urgência de milhares de famílias que convivem há décadas com a falta de regularização fundiária e infraestrutura básica.
A vereadora enfatizou que a ausência de regularização vai além da questão documental e impacta diretamente na qualidade de vida da população. “São bairros que existem de fato, mas não de direito. Isso gera insegurança, exclusão e abandono”, afirmou.
Baixinha também pontuou que a falta de regularização dificulta ou impede a chegada de serviços essenciais, comprometendo o desenvolvimento dessas regiões. Entre os principais problemas enfrentados, ela citou:
Falta de saneamento básico;
Ausência de pavimentação;
Problemas de drenagem;
Iluminação pública insuficiente.
Outro ponto abordado foi a ocupação de áreas inadequadas, como margens de rios e regiões de risco, o que agrava questões ambientais e aumenta a vulnerabilidade dessas famílias.
A vereadora defendeu que é preciso transformar o debate em ações concretas. “Todo mundo já sabe o que precisa ser feito. O que falta é vontade política, planejamento e prioridade real para que isso saia do papel”, declarou.
Ao encerrar, Baixinha reforçou que não é contra o crescimento urbano, mas defende que ele aconteça de forma responsável. “O Plano Diretor tem que permitir o crescimento, sim, mas não podemos esquecer do que já existe. Não podemos deixar essas comunidades para trás”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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