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Visitas técnicas fortalecem proximidade entre Poder Legislativo e acadêmicos

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Na manhã desta quinta-feira (9), alunos do 8° semestre do curso de Direito da Universidade de Cuiabá (Unic) – Unic Pantanal – realizaram uma visita técnica, por meio da Escola do Legislativo, da Câmara Municipal de Cuiabá. O objetivo é aproximar o legislativo cuiabano dos futuros defensores das leis.&nbsp
De acordo com a coordenadora da Escola do Legislativo, Amanda Fares, a iniciativa busca aproximar o Parlamento da sociedade e incentivar a participação cidadã.&nbsp
“O objetivo das visitas técnicas é aproximar a Câmara Municipal da sociedade, desmistificar esse medo que o cidadão tem de entrar aqui. Ele tem que entrar, tem que participar, porque as decisões mais importantes da cidade passam por aqui. É um convite para que os nossos alunos, futuros operadores do Direito, conheçam a casa e ampliem suas possibilidades profissionais”, destacou Fares.
A professora Tarsila de Sousa, do curso de Direito, acompanhou os alunos durante a visita e destacou a importância da experiência para a formação acadêmica.
&nbsp“Na faculdade, o foco costuma ser o Poder Judiciário, com visitas a audiências e tribunais. Mas o Legislativo também faz parte dos três poderes, e é essencial que os alunos conheçam seu funcionamento. Essa vivência amplia o conhecimento deles, especialmente nas áreas de Direito Constitucional e Administrativo”, afirmou ela.&nbsp
&nbspSegundo a professora, a atividade contribui para mostrar aos estudantes o quão abrangente é o curso de Direito e o vasto campo de atuação profissional que ele oferece.
A estudante Ellen Sterza avaliou a experiência como enriquecedora e essencial para sua formação. “Apesar de ser uma casa aberta ao público, nós não temos um conhecimento frequente sobre como funciona. Hoje entendemos melhor os trâmites, como a elaboração de um projeto de lei e que podemos propor ideias junto aos vereadores, dentro dos requisitos legais”, pontuou.
&nbspPara ela, acompanhar uma sessão presencialmente amplia a compreensão sobre o papel do Legislativo. “Eu não sabia, por exemplo, que quando o prefeito veta uma lei, ela pode retornar à Câmara e ser promulgada por decisão dos vereadores. Achei isso muito interessante”, completou Ellen.&nbsp
Somente neste ano, a Casa de Leis já realizou seis visitas técnicas, reforçando o compromisso com a educação e a formação acadêmica. As ações integram o programa da Escola do Legislativo, que tem aproximado estudantes das atividades parlamentares e do funcionamento do Poder Legislativo. Das seis visitas, uma foi realizada com alunos do curso de Comunicação Social – Jornalismo, outra do curso de&nbspGestão Pública do IFMT de Várzea Grande e as demais com acadêmicos de Direito, que puderam conhecer de perto o trâmite legislativo, a rotina dos vereadores e o papel institucional do Parlamento municipal na construção de políticas públicas para a capital.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Entre datas de inclusão, ensino bilíngue abre caminhos para crianças surdas em Cuiabá

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Celebrados nessa quinta (23) e sexta-feira (24), o Dia Nacional da Educação de Surdos e o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), respectivamente, reforçam a importância de práticas educacionais inclusivas. Em Cuiabá, a rede municipal tem avançado na consolidação da educação bilíngue, modelo que reconhece a Libras como primeira língua (L1) e o português escrito como segunda (L2).

Amparada pela Lei nº 14.191/2021, a proposta considera a surdez como uma diferença linguística e cultural. Na prática, isso significa garantir que o estudante surdo tenha acesso pleno ao conteúdo escolar, respeitando suas especificidades e promovendo equidade no processo de aprendizagem.

A mestre em educação e coordenadora técnica de educação especial, Neuraides Ribeiro Silva, explica que a educação bilíngue de surdos na rede municipal segue diretrizes legais e pedagógicas específicas. Segundo ela, o modelo vem sendo estruturado de forma gradual em Cuiabá.

“A rede municipal de Cuiabá vem estruturando a educação bilíngue para alunos surdos de forma gradual e integrada ao modelo de educação inclusiva, combinando ensino regular com serviços especializados. A organização segue princípios legais nacionais e práticas pedagógicas específicas para esse público”, disse.

Já a professora da rede municipal e estadual, especialista em educação especial, Alessandra Andrade Silva, destaca que a educação bilíngue vai além da tradução de conteúdos e envolve uma estrutura pedagógica pensada para o desenvolvimento integral dos alunos.

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“A educação bilíngue de surdos constitui uma modalidade que garante o direito à formação integral, respeitando a singularidade linguística. A Libras é a primeira língua e base da aprendizagem, enquanto o português escrito é trabalhado como segunda língua”, informou.

Na rede municipal de Cuiabá, o atendimento ocorre de forma integrada. Estudantes da educação infantil até o 2º ano contam com professores bilíngues. Já do 3º ao 5º ano, o acompanhamento é feito por intérpretes de Libras, além de instrutores no contraturno. O currículo é o mesmo para todos, com adaptações linguísticas que asseguram o entendimento dos conteúdos.

Nesse contexto, o trabalho colaborativo entre professores regentes, profissionais bilíngues, intérpretes e famílias é essencial para o sucesso da proposta. A professora bilíngue e intérprete de Libras, Emanuelle Freire Galvão Ponce, explica que o papel do intérprete vai além da tradução, sendo fundamental na mediação do aprendizado em sala de aula.

“O principal papel do intérprete de Libras é a mediação comunicativa. Ele atua na relação entre professor, aluno surdo e colegas, garantindo que o conteúdo seja compreendido. Esse acompanhamento acontece em todas as disciplinas, durante todo o período em sala”, explicou.

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Ela também ressalta que, com a presença do professor bilíngue, é possível ampliar as estratégias pedagógicas e adaptar materiais de forma mais eficaz, favorecendo o aprendizado dos estudantes surdos.

Outro ponto importante é o início precoce desse acompanhamento. Segundo especialistas, quanto mais cedo a criança surda tem acesso à Libras, melhores são seus resultados no processo de alfabetização e desenvolvimento escolar.

“Quando a criança surda tem acesso à língua de sinais desde cedo e é alfabetizada nesse contexto, o desenvolvimento é muito mais positivo. Ela consegue acompanhar a turma e avançar com mais autonomia”, afirma Emanuelle.

O município de Cuiabá, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), enfrenta o desafio de garantir uma escola inclusiva para professores, estudantes e toda a comunidade escolar.

Diante desse cenário, as datas de 23 e 24 de abril reforçam não apenas a importância da Libras, mas o compromisso com uma educação que valorize a diversidade e promova inclusão de forma efetiva, garantindo que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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