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Megaoperação da PF mobiliza forças de segurança em MT e 9 estados e bloqueia R$ 21 milhões de facção

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por Nayara Cristina

 

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) a Operação Corrosão, uma ação de grande porte coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Goiás (FICCO/GO), que mobilizou mais de 400 agentes em dez estados brasileiros, entre eles Mato Grosso.

O objetivo é desarticular uma facção criminosa responsável por tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos. Ao todo, foram expedidos 64 mandados de busca e apreensão, 39 de prisão preventiva e 16 de prisão temporária, além do bloqueio de aproximadamente R$ 21 milhões em bens e contas vinculados à organização.

As investigações apontaram que o grupo criminoso atuava com uma estrutura complexa e hierarquizada, que ia desde a liderança nacional até os responsáveis pela contabilidade, logística, fornecedores e executores das ordens da facção. A análise detalhada das atividades revelou que a organização se expandiu para diferentes estados, criando uma rede articulada que garantia o abastecimento e a distribuição de drogas, além do fluxo financeiro para sustentar suas operações ilícitas.

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Em Mato Grosso, a ofensiva se concentrou em Primavera do Leste, onde foram cumpridos mandados de busca e prisão. A ação contou com a participação conjunta da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal de Goiás e demais forças estaduais. As diligências ocorreram simultaneamente também em Goiás, São Paulo, Paraná, Pará, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Distrito Federal.

De acordo com a Polícia Federal, dezenas de novos integrantes foram identificados ao longo da investigação, incluindo pessoas que até então não apareciam nos levantamentos sobre facções criminosas. O trabalho minucioso mapeou toda a cadeia de comando da organização, expondo não apenas quem estava à frente da estrutura, mas também aqueles que operavam nas funções de apoio e execução.

Apesar da dimensão da operação e dos números expressivos de prisões e bloqueios patrimoniais, os nomes dos investigados não foram divulgados oficialmente, o que, segundo autoridades, ocorre para preservar

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Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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