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PRF apreende carga irregular de pescado e cumpre mandado de prisão em Várzea Grande (MT)

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No final da tarde do último domingo (14), por volta das 16h15, uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizava fiscalização no km 479 da BR-364, em Várzea Grande (MT), quando abordou um Fiat Argo branco, que transitava sem a placa dianteira. No interior do veículo foram identificados dois ocupantes.

Durante a consulta aos sistemas informatizados, foi constatado que o condutor possuía um mandado de prisão em aberto. Em vistoria minuciosa no interior do veículo, os policiais localizaram diversos sacos pretos no banco traseiro, contendo grande quantidade de peixes congelados, transportados sem refrigeração, sem nota fiscal e sem documentação de pesca.

O condutor informou que a carga teria saído de Barra do Bugres (MT) com destino a Cuiabá (MT). Com o apoio do Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso, da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA), da POLITEC e do GCCO, foram identificadas quatro espécies de peixes: Piraputanga, com 170,1 kg distribuídos em 365 unidades; Piau Três Pintas, com 6,2 kg (17 unidades); Piauçu, com 5,7 kg (6 unidades); e Pacú, com 2,3 kg (2 unidades).

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Tanto o veículo quanto a carga foram apreendidos pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA). Os dois indivíduos foram encaminhados à Delegacia de Flagrantes de Várzea Grande (MT) para a adoção dos procedimentos cabíveis.

Fonte: PRF – MT

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Polícia Civil prende quatro e desarticula quadrilha que invadiu casa para tentar roubo milionário em cooperativa de Cuiabá

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JB News

por Emerson Teixeira

Fotos : PC-MT
Operação Passagem Oculta mira quadrilha que fez túnel improvisado para tentar roubo milionário em cooperativa de Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Passagem Oculta para desarticular um grupo criminoso investigado por participação em uma tentativa de roubo milionário contra uma cooperativa de crédito em Cuiabá. A ofensiva cumpre 12 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande e mira uma quadrilha apontada como responsável por uma ação altamente planejada, que incluiu a invasão de uma casa vizinha à agência para abrir acesso ao cofre da instituição financeira.

Ao todo, a Justiça autorizou quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão — inclusive em veículos e endereços itinerantes — além de quatro quebras de sigilo de dados telemáticos. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Polo Cuiabá, a partir de representação feita pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), unidade responsável pelas investigações.

O crime ocorreu na madrugada do fim de junho de 2025, em uma agência da cooperativa localizada na Avenida das Torres, em Cuiabá. Segundo a investigação, os criminosos invadiram uma residência no bairro Recanto dos Pássaros, imóvel que fazia divisa estrutural com a agência. Três moradores da casa foram rendidos e mantidos em cárcere privado por cerca de quatro horas, sob ameaça de armas de fogo, enquanto os assaltantes tentavam abrir uma passagem pela parede que separava os dois imóveis.

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A estratégia da quadrilha era acessar o interior da cooperativa sem chamar atenção, utilizando o imóvel residencial como rota clandestina para alcançar a área onde estavam os valores. A estimativa é de que o grupo pretendia subtrair até R$ 1 milhão. A ação, no entanto, foi interrompida após rápida intervenção da Polícia Militar, que frustrou o roubo antes da fuga do grupo.

Na ocasião, um dos suspeitos morreu em confronto com os policiais no local. Outro integrante foi preso em flagrante, processado em separado e já condenado pela participação no crime. A partir da continuidade das diligências, a GCCO aprofundou a apuração e identificou outros quatro envolvidos que, segundo a Polícia Civil, atuaram de forma estruturada e com divisão de tarefas bem definida.

De acordo com a investigação, havia suspeitos responsáveis pela execução direta da invasão, pelo apoio logístico, transporte de integrantes e monitoramento da movimentação no entorno da cooperativa. O delegado Igor Sasaki destacou que o grupo demonstrou elevado grau de planejamento e organização, o que fundamentou os pedidos de prisão preventiva para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e impedir novas ações da quadrilha.

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Os investigados vão responder por roubo circunstanciado com agravantes de uso de arma de fogo, restrição de liberdade das vítimas e concurso de pessoas. A Polícia Civil também apura se há ligação dos alvos com facções criminosas que atuam na capital e região metropolitana.

A Operação Passagem Oculta faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, uma das frentes do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de organizações criminosas em Mato Grosso. A ação também integra o cronograma da Operação Nacional Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne unidades especializadas de todo o país para combater estruturas criminosas de alta complexidade.

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