AGRONEGÓCIOS
Brasil e Nigéria avançam em parceria agropecuária para ampliar comércio e cooperação técnica
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) promoveu, nessa terça-feira (26), em Brasília (DF), uma reunião com a delegação da Nigéria para tratar da ampliação do comércio bilateral e do fortalecimento da cooperação no setor agropecuário. O encontro contou com a participação do ministro em exercício do Mapa, Irajá Lacerda, e reuniu o ministro do Desenvolvimento Pecuário da Nigéria, Idi Mukhtar Maiha, o vice-ministro de Agricultura e Segurança Alimentar, Aliyu Sabi Abdullahi, e o secretário-executivo do Fundo Nacional de Desenvolvimento Agrícola (NADF), Mohammed Abu Ibrahim.
O encontro ocorreu no âmbito da visita oficial do presidente da Nigéria ao Brasil e contou também com a participação do secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Oliveira, e do secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira Pinto.
Entre os principais pontos abordados, destacou-se a agenda comercial, com pleitos voltados à ampliação das trocas entre os dois países. Foram discutidas a possibilidade de abertura do mercado nigeriano para material genético avícola, a expansão das exportações brasileiras de gado vivo e a inclusão da carne bovina entre os produtos autorizados. As delegações também trataram da importância de mecanismos de facilitação de comércio, considerados essenciais para dar maior agilidade e previsibilidade às operações bilaterais.
Além das oportunidades comerciais, a reunião abordou temas estratégicos para o desenvolvimento agrícola sustentável. A Nigéria manifestou interesse em conhecer a experiência brasileira, que transformou o país em uma das principais potências agropecuárias globais. Entre as áreas de cooperação, destacaram-se: a pecuária, com iniciativas voltadas ao intercâmbio de material genético bovino e avícola, tecnologias de inseminação artificial e transferência de embriões, além da harmonização de protocolos sanitários; o manejo de cultivos e solos, com ênfase em mandioca, agricultura conservacionista, sistemas agroflorestais para resiliência climática e análise de solos para reduzir custos com insumos; e a organização e financiamento rural, com medidas para fortalecimento de cooperativas, ampliação de mecanismos de crédito e acesso a fertilizantes e seguro agrícola.
Durante o encontro, foi ressaltado que a parceria já apresenta resultados concretos: exportadores brasileiros de embriões da raça Girolando registraram prenhezes bem-sucedidas na Nigéria, evidenciando o potencial da cooperação técnica entre os dois países.
Como próximo passo, Brasil e Nigéria acordaram em criar um grupo técnico conjunto, responsável por formular um plano de ação com medidas práticas, incluindo linhas de cooperação e mecanismos de facilitação de comércio, garantindo agilidade e efetividade na implementação dos projetos.
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AGRONEGÓCIOS
Mulheres da Pesca Artesanal apresenta resultados para pescadoras no Rio Grande do Sul
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), por meio da Superintendência Federal no Rio Grande do Sul, promoveu, na última quinta-feira (16), um encontro para apresentar os resultados do projeto Mulheres da Pesca Artesanal e compartilhar experiências e aprendizados construídos ao longo da iniciativa.
O evento reuniu pescadoras de diferentes regiões do estado, participantes do projeto e representantes de instituições parceiras, entre elas parlamentares, integrantes dos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (CONFREM).
O projeto tem como principal objetivo apoiar a regularização do processamento e da comercialização do pescado em âmbito domiciliar, por meio do fortalecimento do papel das mulheres na cadeia produtiva da pesca artesanal. Para isso, a iniciativa desenvolve ações de capacitação, pesquisa, assistência técnica e construção participativa de protocolos voltados à atividade.
A ação reúne famílias de pescadoras dos municípios de Imbé, Tramandaí e Xangri-Lá, pesquisadoras da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e o MPA, com apoio da EMATER e dos serviços municipais de fiscalização do litoral norte gaúcho.
Ao longo do projeto, foram promovidas atividades de ensino, pesquisa e extensão para aproximar os saberes tradicionais da pesca artesanal do conhecimento científico, valorizando o trabalho das mulheres, historicamente ligado ao beneficiamento do pescado.
As ações foram implementadas junto a quatro famílias da pesca artesanal do litoral norte do estado, com foco na melhoria das condições de trabalho e na construção de caminhos viáveis para a formalização do processamento artesanal, garantindo mais qualidade e segurança aos produtos.
Entre os principais resultados da iniciativa estão o diagnóstico das condições de trabalho, capacitações em Boas Práticas de Manipulação, desenvolvimento de novos produtos, fortalecimento da gestão e da comercialização, além da elaboração de materiais educativos voltados às pescadoras artesanais.
Além de promover a valorização dos saberes tradicionais, o projeto também busca ampliar a equidade de gênero na atividade pesqueira e gerar impacto social duradouro para as comunidades. A partir dos resultados alcançados, a proposta poderá contribuir para a construção de um projeto de lei voltado à regularização do processamento e da comercialização do pescado em âmbito domiciliar.
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