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*Inteligência Artificial à serviço da produtividade será um dos temas do Encontro Elas no Campo

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Por Bárbara Bach

_Palestra com especialista da ESPM integra programação de evento que será realizado nos dias 26 e 27 de junho, em Cuiabá_

A inteligência artificial (IA) tem conquistado espaço nos debates globais e, cada vez mais, se consolida como uma aliada estratégica para o setor agropecuário. O tema estará em destaque no 5º Encontro Elas no Campo, que será realizado nos dias 26 e 27 de junho, no Cenarium Rural, em Cuiabá.

Atendendo a um dos assuntos mais pedidos pelas participantes da edição anterior, a programação deste ano traz a palestrante Elaine Coimbra, que é especialista em transformação digital e professora na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Ela abordará o impacto da “IA a serviço da maior produtividade nos negócios”.

*Mais precisão e menos desperdício*

O uso da inteligência artificial tem ganhado força no agronegócio por seu potencial de ampliar a produtividade e a eficiência no campo. Para a palestrante, a IA é uma aliada valiosa na tomada de decisões acertadas, tanto dentro quanto fora da porteira.

“Dentro da porteira, as ferramentas de Inteligência Artificial monitoram a lavoura e o rebanho em tempo real, identificam pragas, calculam doses exatas e reduzem desperdícios. É eficiente, num cenário onde cada gota ou grão conta. Fora da porteira, a IA ajuda a prever a demanda, otimizar a logística, organizar a exportação e melhorar o relacionamento com clientes e revendas”, explica Elaine Coimbra.

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A especialista destaca que o grande diferencial da tecnologia está na precisão, evitando perdas e tornando a cadeia produtiva mais sustentável. “A IA contribui desde o planejamento da safra até a entrega ao cliente final, automatizando tarefas repetitivas, prevendo falhas, ajustando doses e otimizando rotas”, complementa. Elaine diz ainda, que durante a palestra, vai apresentar ao público alguns casos reais, que exemplificam como os recursos da Inteligência Artificial já estão sendo utilizados no setor.

Segundo a especialista, a Inteligência Artificial tem se tornado mais acessível e possível de ser usada por agricultores e criadores em pequenas propriedades. “São justamente os produtores de menor porte que mais ganham quando conseguem economizar tempo, dinheiro e insumos agrícolas”, defende Elaine. “Por isso, incentivo a capacitação e a educação digital, para que a IA seja uma solução cada vez mais democrática.”

Sobre a polêmica envolvendo a possível substituição de humanos por máquinas, Elaine rejeita a ideia:

“A inteligência artificial não substitui o cérebro humano. Ela foi projetada para analisar uma quantidade imensurável de dados em pouco tempo, justamente para auxiliar as pessoas, não para substituí-las. No fim, a decisão é sempre do humano”, reforça.

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*Programação diversificada com propósito social*

A palestra “Inteligência Artificial a serviço da maior produtividade nos negócios”, com Elaine Coimbra, será realizada às 10h45 da sexta-feira (27), simultaneamente a outras duas apresentações da programação. Ao todo, o evento contará com mais de 20 palestras e paineis, com a proposta de oferecer uma agenda ampla e diversificada, capaz de atender aos diferentes interesses das 800 mulheres ligadas ao agronegócio que participarão do evento.

Além de reunir mulheres do agronegócio em prol do crescimento pessoal e profissional, o evento tem um compromisso social: 100% dos lucros são revertidos para o Instituto Viva o Despertar (IVD), que oferece terapias integrativas e acolhimento gratuito a mulheres em tratamento contra o câncer de mama. Participar é, também, uma forma de apoiar essa causa tão importante. Para conhecer mais sobre o trabalho do instituto, acesse: institutovivaodespertar.com.br.

A programação completa do evento Encontro Elas no Campo pode ser visualizada no link a seguir: https://elasnocampo.com.br/#programa

_Crop AgroComunicação – assessoria de imprensa Encontro Elas no Campo_

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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