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Supersafra de arroz pressiona preços e setor cobra ação do governo

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A estimativa de uma colheita recorde de 12,14 milhões de toneladas de arroz na safra 2024/2025 — alta de 14,8% em relação ao ciclo anterior — acendeu o alerta na cadeia produtiva do grão. Com os preços pagos ao produtor em queda livre, entidades do setor se reuniram nesta sexta-feira (06.06) com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Porto Alegre, para cobrar medidas que evitem uma crise mais profunda.

O receio é que a combinação entre excesso de oferta, mercado interno saturado e falta de mecanismos de escoamento provoque um colapso de rentabilidade no campo. A médio prazo, o cenário pode desestimular o cultivo e comprometer a estabilidade do abastecimento nacional, pressionando também o consumidor.

Entre as reivindicações levadas à estatal, estão políticas públicas de suporte à comercialização, como formação de estoques reguladores, compras governamentais e estímulo às exportações. A Conab se comprometeu a organizar, na próxima semana, uma reunião interministerial em Brasília para buscar alternativas.

O setor defende um reequilíbrio urgente dos preços, sob risco de deterioração de toda a cadeia produtiva. Para produtores e indústrias, a intervenção do governo é decisiva para garantir previsibilidade, renda e estabilidade ao longo do ano.

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Fonte: Pensar Agro

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Mulheres da Pesca Artesanal apresenta resultados para pescadoras no Rio Grande do Sul

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), por meio da Superintendência Federal no Rio Grande do Sul, promoveu, na última quinta-feira (16), um encontro para apresentar os resultados do projeto Mulheres da Pesca Artesanal e compartilhar experiências e aprendizados construídos ao longo da iniciativa. 

 O evento reuniu pescadoras de diferentes regiões do estado, participantes do projeto e representantes de instituições parceiras, entre elas parlamentares, integrantes dos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (CONFREM). 

O projeto tem como principal objetivo apoiar a regularização do processamento e da comercialização do pescado em âmbito domiciliar, por meio do fortalecimento do papel das mulheres na cadeia produtiva da pesca artesanal. Para isso, a iniciativa desenvolve ações de capacitação, pesquisa, assistência técnica e construção participativa de protocolos voltados à atividade. 

 A ação reúne famílias de pescadoras dos municípios de Imbé, Tramandaí e Xangri-Lá, pesquisadoras da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e o MPA, com apoio da EMATER e dos serviços municipais de fiscalização do litoral norte gaúcho. 

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Ao longo do projeto, foram promovidas atividades de ensino, pesquisa e extensão para aproximar os saberes tradicionais da pesca artesanal do conhecimento científico, valorizando o trabalho das mulheres, historicamente ligado ao beneficiamento do pescado. 

 As ações foram implementadas junto a quatro famílias da pesca artesanal do litoral norte do estado, com foco na melhoria das condições de trabalho e na construção de caminhos viáveis para a formalização do processamento artesanal, garantindo mais qualidade e segurança aos produtos. 

 Entre os principais resultados da iniciativa estão o diagnóstico das condições de trabalho, capacitações em Boas Práticas de Manipulação, desenvolvimento de novos produtos, fortalecimento da gestão e da comercialização, além da elaboração de materiais educativos voltados às pescadoras artesanais. 

Além de promover a valorização dos saberes tradicionais, o projeto também busca ampliar a equidade de gênero na atividade pesqueira e gerar impacto social duradouro para as comunidades. A partir dos resultados alcançados, a proposta poderá contribuir para a construção de um projeto de lei voltado à regularização do processamento e da comercialização do pescado em âmbito domiciliar. 

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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