Tecnologia
MCTI apoia edital para o desenvolvimento das cadeias produtivas de minerais críticos
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão aportar recursos em propostas para transformação de minerais estratégicos. Serão selecionados planos de negócio para investimentos na transformação de minerais estratégicos para a transição energética e descarbonização no total de R$ 5 bilhões.
Alinhada com a Missão 5 da NIB: Bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para futuras gerações”, Nova Indústria Brasil (NIB), recebeu 124 propostas, totalizando investimento potencial de R$ 85,2 bilhões, dos quais R$ 6,4 bilhões se referem ao desenvolvimento tecnológico e R$ 67,8 bilhões, ao escalonamento industrial.
A chamada tem como objetivo fomentar projetos de transformação mineral envolvendo os seguintes elementos: alumínio, cobalto, cobre, estanho, grafite, lítio, manganês, metais do grupo da platina (PGMs), molibdênio, nióbio, níquel, silício, tântalo, terras raras, titânio, tungstênio, urânio, vanádio e zinco.
“A alta demanda apresentada — com mais de R$ 85 bilhões em intenção de investimentos — revela não apenas o dinamismo do setor mineral, mas também seu potencial como vetor de inovação tecnológica, geração de valor e competitividade industrial no cenário global”, enfatizou o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC/MCTI), Daniel Almeida Filho.
O MCTI exerce um papel fundamental no estímulo à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação, com o objetivo de assegurar o uso eficiente e sustentável dos recursos minerais em múltiplas aplicações industriais. Por meio da promoção da inovação e da transferência de tecnologia para o setor mineral, a pasta busca fortalecer as cadeias produtivas, agregar valor aos insumos nacionais e impulsionar o desenvolvimento de novos produtos e processos.
“O lançamento da Chamada Pública da FINEP, em parceria com o BNDES, demonstra o compromisso do governo federal com a transição energética e a descarbonização”, pontuou Daniel Almeida Filho.
Próximos passos
Conforme estabelecido no edital, serão disponibilizados R$ 5 bilhões para apoio aos projetos, sendo R$ 4 bilhões oriundos do BNDES e R$ 1 bilhão da FINEP. Nesta fase, as propostas serão avaliadas com base nos critérios definidos na chamada pública. Os planos de negócio selecionados receberão orientações sobre os instrumentos financeiros disponíveis nas duas instituições para viabilizar os empreendimentos. Na etapa seguinte, de acordo com as condições de crédito dos proponentes, poderão ser acessados mecanismos como financiamento, participação acionária, subvenção econômica e recursos não reembolsáveis.
Desde 2010, o MCTI vem apoiado o desenvolvimento integral das cadeias produtivas de minerais críticos e estratégicos, com sua priorização na Política de CT&I e destaque ao tema nas discussões da V Conferência Nacional de CT&I, realizada em julho de 2024, que embasam a elaboração da nova ENCTI com horizonte 2030.
Tecnologia
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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