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MEC investe em políticas para estudantes cegos e com baixa visão

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O Ministério da Educação (MEC) investe no fortalecimento de políticas inclusivas no país. Entre elas, está a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Pneepei), que atende a públicos como estudantes cegos e com baixa visão. Nesta terça-feira, 8 de abril, celebra-se o Dia Nacional do Sistema Braille. Instituída pela Lei nº 12.266/2010, a data homenageia o primeiro professor cego do país, José Álvares de Azevedo, que introduziu e ensinou o no Brasil. O braille é um sistema universal por meio do qual as pessoas cegas podem ler e exprimir-se em todas as línguas que usam o alfabeto ocidental.  

Em 2025, o MEC comemora o bicentenário do Sistema Braille, criado por Louis Braille, na França, em 1825. Atualmente, o sistema se constitui como principal código de acesso ao conhecimento pela leitura e produção escrita pelos estudantes cegos, matriculados nos sistemas regulares de ensino. O Brasil foi a primeira nação a adotar o sistema oficialmente e, no dia 17 de setembro de 1854, fundou o Imperial Instituto de Meninos Cegos, atual Instituto Benjamim Constant (IBC), entidade vinculada ao MEC. A finalidade era promover o ensino, a produção e a difusão do Sistema Braille aos estudantes cegos e com baixa visão de todo o país. 

O Censo Escolar da Educação Básica contabilizou, em 2023, a existência de 4.321 estudantes cegos e 86.867 estudantes com baixa visão nas escolas da educação básica brasileira. Para atender às demandas educacionais desses estudantes, o MEC desenvolve diversas ações. Em 2023 e 2024, o Ministério destinou R$ 439 milhões, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola – Salas de Recursos Multifuncionais (PDDE-SRM), para a aquisição de materiais pedagógicos, equipamentos multifuncionais e tecnologia assistiva voltados à realização do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Ao todo, foram beneficiadas 21.323 escolas públicas em todo o país. 

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Além dos materiais e tecnologias para acessibilização curricular que podem ser adquiridos por meio do PDDE-SRM, o Programa Nacional do Livro e Material Didático (PNLD) apoia a distribuição de obras didáticas, pedagógicas e literárias, em formato acessível. O Programa funciona por meio de ações coordenadas pelo MEC e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 

Por meio de ações e políticas públicas, o MEC busca promover uma educação equitativa aos estudantes cegos e com baixa visão, em consonância com as diretrizes da Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva de 2008 e outros marcos legais da educação inclusiva. 

Formação de professores Outra ação do MEC desenvolvida para esse público é a formação de professores. Nos últimos dois anos, foram ofertadas 81.113 vagas para professores do AEE e 34.470 para gestores escolares, disponibilizadas de maneira inédita via Rede Nacional de Formação Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública (Renafor). O Ministério ainda ofereceu 114 cursos, distribuídos pelas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) de todo o país, somando um investimento de R$ 30 milhões nestes dois anos.  

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Para os professores da educação básica, serão ofertadas 1,25 milhão de vagas até 2026, no curso de Aperfeiçoamento em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 

Comissão O MEC ainda atua na Comissão Brasileira do Braille (CBB), instituída pela Portaria nº 319/1999. Composta por representantes do Ministério, dos centros públicos especializados de produção de material em braille das cinco regiões brasileiras e por representantes da sociedade civil, a CBB encontra-se ativa, promovendo reuniões periódicas 

A Comissão tem como missão assessorar o MEC na elaboração e na condução de uma política nacional para o uso, o ensino e a difusão do Sistema Braille em todas as suas modalidades de aplicação, compreendendo especialmente a língua portuguesa, a matemática e outras ciências exatas, além da música e da informática.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC) 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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