EDUCAÇÃO

MEC inicia formação inédita em educação híbrida

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A educação híbrida extrapola a escola e a sala de aula, reconhecendo outros espaços educativos. Ela não está restrita ao uso de tecnologias, mas estas podem ampliar o acesso de estudantes a conteúdos virtuais. Esse tipo inovador de prática pedagógica é o foco de uma formação continuada oferecida pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB). Na terça-feira, 18 de março, um webinário marcou o início do curso “Educação Híbrida: conceito e orientações pedagógicas”, voltado para professores do ensino médio público do Brasil. Esse será o primeiro curso do país sobre o tema, destinado a profissionais da educação básica. O webinário, que detalha as novidades do conteúdo, está disponível na página do YouTube do MEC. 

Entre os integrantes do debate estava a coordenadora-geral de Ensino Médio do MEC, Valdirene Alves de Oliveira. A coordenadora reforçou que a pasta não mede esforços para levar a todos uma formação de qualidade, indicando ainda que o conteúdo e o formato oferecidos são fruto de meses de dedicação. “Nunca houve um curso de educação híbrida para professores da educação básica, e a gente está começando pelo ensino médio, ainda que depois as ações possam contemplar estudantes do ensino fundamental“, explicou. Valdirene lembrou que “a última etapa da educação básica é o último momento em que o Estado tem a oportunidade de fazer uma entrega para a sociedade do que é direito daquele que está na condição de estudante”.  

O curso será oferecido a aproximadamente mil professores da rede pública, de 23 unidades da Federação. A pesquisadora e consultora técnica Daniela da Costa Lima afirmou que o curso também é inédito por ser a distância, com metodologias híbridas. “Então, ele é híbrido no ambiente virtual de aprendizagem, porém é necessário ter encontro presencial também”, orientou. “Nós temos um ambiente virtual totalmente interativo, com metodologia participativa, que é um dos principais fundamentos do nosso modelo de educação híbrida. Com atividades diversificadas, diferentes recursos, feedbacks, oficina prática e acompanhamento semanal da equipe”, detalhou.  

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Daniela ainda ressaltou que o conceito de educação híbrida é pautado em um sistema educacional que prioriza a integração cuidadosa de conteúdos e atividades pedagógicas. Além disso, é orientado pelo conceito definido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – aprovadas pela Resolução CNE/CEB nº 02, de 13 de novembro de 2024.  

O curso integra a Rede de Inovação para Educação Híbrida (RIEH), uma estratégia da Política Nacional para Recuperação das Aprendizagens. O coordenador-geral da RIEH, Ibsen Mateus Bittencourt, destacou que “A plataforma digital do curso foi pensada em cada detalhe junto com a equipe pedagógica para desenvolver um ambiente extremamente lógico, fluido, por percurso cognitivo, extremamente simplificado, para que os cursistas possam ter um curso mais dinâmico“, indicou.  

Fundador do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (Nees), Ig Ibert Bittencourt contribuiu ao debate destacando, além do aspecto do ineditismo, a diversidade do público que a formação alcançará. “São quase mil professores que vão participar desse curso da educação híbrida para docentes, entre eles professores de comunidades indígenas e quilombolas, de escolas ribeirinhas Então, a diversidade é muito grande. A oportunidade que a gente tem, potencializada pela educação híbrida, é de conhecer diferentes realidades, diferentes culturas e diferentes formas de a gente lidar com os nossos estudantes e superar os desafios que a gente tem no dia a dia, afirmou.Desejo um excelente curso para vocês, aproveitem ao máximo a escuta, troquem experiências, debatam e aprendam entre si”, finalizou. 

Vivência  A abertura do curso de formação também é marcada pelo evento “Observatório de Educação Híbrida: integração de saberes na prática”, que ocorre nos dias 18 e 19 de março. A iniciativa se dá como espaço de vivência da educação híbrida, com o tema “Cidadania Contemporânea e Cidadania Digital”, e formará professores do ensino médio e estudantes em quatro estações de trabalho, de acordo com a proposta pedagógica da RIEH: concepção de educação híbrida; recursos educacionais digitais; ambiente virtual e físico de aprendizagem; e o uso do Núcleo de Inovação para a Educação Híbrida. 

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Formação  O curso “Educação Híbrida: conceito e orientações pedagógicas visa à compreensão das possibilidades da educação híbrida no contexto da Política Nacional do Ensino Médio e da Política de Educação Digital, descobrindo e construindo caminhos para planejar, implementar e avaliar práticas pedagógicas híbridas em suas práticas e escolas. Com carga de 80h (distribuídas entre 72h virtuais e 8h presenciais), a formação terá um encontro presencial em cada estado e no Distrito Federal. 

A formação será oferecida entre 18 de março e 15 de agosto. Entre os pontos a serem abordados, estão: escola como espaço de vivências da educação híbrida; ferramentas e recursos didáticos digitais; recursos educacionais digitais; educação híbrida na perspectiva da comunidade escolar; e uma atividade integrada para elaboração de plano de aula. O guia “Educação Híbrida: conceito e orientações pedagógicas” servirá como material orientador para a implementação de práticas pedagógicas na perspectiva das metodologias participativas. 

RIEH A Rede de Inovação para Educação Híbrida (RIEH) tem o propósito de promover a implementação de estratégias educacionais inovadoras em todos os entes federativos do país, bem como de contribuir com a implementação da Política Nacional de Ensino Médio de forma equitativa e efetiva. A rede está sendo implementada desde 2022, com o objetivo específico de garantir apoio técnico e de infraestrutura dos sistemas tecnológicos para o fomento e para o desenvolvimento da educação híbrida da rede pública de ensino em todo o Brasil.  

 

Assessoria de Comunicação Social, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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