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MEC empossa reitora do Instituto Federal de Roraima

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O ministro da Educação, Camilo Santana, empossou a reitora do Instituto Federal de Roraima (IFRR), Nilra Jane Filgueira Bezerra, para um segundo mandato à frente da instituição. O ato, realizado nesta terça-feira, 18 de março, em Boa Vista (RR), reuniu a comunidade acadêmica e representantes de diversas entidades locais. A solenidade reforça o compromisso da pasta com a autonomia das instituições e com o respeito à democracia. 

Os institutos federais (IFs) representam um avanço na concepção sobre o papel e a presença do sistema de ensino federal na oferta pública da educação profissional e tecnológica (EPT). O ministro da Educação reforçou as vantagens dos IFs. Os institutos se colocam como instituições de excelência, comparáveis a todas as grandes escolas do mundo. Ao integrar o ensino médio ao ensino profissionalizante, por exemplo, o aluno já sai com uma profissão e preparado para o mundo do trabalho, conectado aos tempos atuais”, indicou. 

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli, destacou a valorização que o Ministério da Educação (MEC) tem dado à EPT, em especial, à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica: “É um fato inédito o ministro estar fazendo a posse dos gestores nas suas comunidades, como a da gestora do IFRR. Isso é fruto do seu perfil de valorização e proximidade com as comunidades. É um ato extremamente significativo não só de valorização, mas sobretudo de reconhecimento do trabalho de toda a comunidade dos institutos federais, como os técnicos administrativos, os professores, os docentes, os colaboradores e, sobretudo, os estudantes”. 

Para a reitora Nilra Bezerra, é possível construir uma instituição mais forte, mais inclusiva e mais comprometida com a inclusão social. (…) O IFRR reflete a resistência e a força do nosso estado frente às dificuldades que enfrentamos e que poderiam ter freado nosso crescimento. Hoje, somos um instituto que investe em obras, em pessoas e em sonhos. Então, para nós, uma expansão representa mais um passo essencial para a educação que alcança ainda mais pessoas e oferece mais oportunidades para o povo roraimense, comemorou. 

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Consolidação – Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o Governo Federal investe, de 2023 a 2026, R$ 21 milhões no IFRR. Até esta data, o MEC já repassou ao instituto federal o valor de R$ 4,6 milhões. O IFRR atende mais de seis mil estudantes matriculados em cinco campi, que ofertam 80 cursos.  

Com um recurso total de R$ 1,4 bilhão, as ações de consolidação da Rede Federal visam aos campi que ainda não têm infraestrutura completa. As prioridades de investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula, laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. 

Expansão – Além dos investimentos para melhorias estruturais dos campi já existentes no IFRR, que atualmente conta com cinco unidades, estão sendo investidos R$ 25 milhões para a construção de um novo campus, no município de Rorainópolis. Desse orçamento, R$ 15 milhões são destinados à construção e R$ 10 milhões à aquisição de equipamentos. O campus terá capacidade para atender, em média, 1.400 estudantes.  

A expansão faz parte de um plano nacional para construção de 100 novos IFs em todo o Brasil, em regiões que ainda não possuem unidades ou que registrem baixo número de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população da região. Quando estiverem concluídas, as unidades devem gerar 140 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, majoritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Os novos campi estão sendo construídos com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com investimento total de R$ 2,5 bilhões. 

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“O presidente Lula é sensível com a questão da desigualdade no nosso país e isso nos faz acreditar em um futuro melhor”, afirmou a reitora. “A expansão da Rede Federal é um reflexo do compromisso desse governo com a transformação social, por meio da educação. E, para nós do IFRR, essa expansão se concretiza de forma histórica com a concessão de mais um Campus em Rorainópolis, um passo essencial para garantir que a educação de qualidade chegue nas pessoas e transforme mais vidas em nosso estado.” 

Trajetória – A professora Nilra Jane Filgueira Bezerra é doutora em Educação em Ciência e Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e mestre em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Formou-se em bacharelado e licenciatura em Matemática na Universidade Federal de Roraima (UFRR). Além de docente no IFRR, Nilra também integra o Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – Mestrado Acadêmico da Universidade Estadual de Roraima. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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