Saúde

Do Acre para o Brasil: enfermeiro compartilha sua jornada em trabalho dedicado ao SUS

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Bruno Daniel Eleanen, natural de Rio Branco, Acre, descobriu sua vocação para enfrentar emergências em meio a crises. Em 2022, um incidente com múltiplas vítimas (IMV) em sua cidade o aproximou da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) – um programa do Ministério da Saúde que mobiliza profissionais para atuar em situações de urgência. 

Na época, enquanto coordenava o núcleo de educação do estado, ele se inspirou na união dos profissionais e decidiu se inscrever. Em 2023, foi convocado para a missão Yanomami, em Roraima, onde vivenciou uma experiência intensa, trocando conhecimentos e fortalecendo laços com colegas de todo o Brasil. 

“Venham com mente e coração abertos para aprender e ajudar”, convida o profissional de saúde, que, atualmente, trabalha na unidade de pronto atendimento (UPA) de sua cidade, atuando na parte semicrítica do centro de hidratação para pacientes com dengue, realizando atendimentos, coletas e administração de medicações. 

Mesmo em uma realidade com menor incidência da doença do que em grandes centros, ele reconhece o valor do suporte oferecido pela Força Nacional, que reforça o atendimento local em momentos de fragilidade. “Nosso objetivo é doar-nos de verdade para salvar vidas. Quem tiver intenção, inscreva-se”, afirma o enfermeiro, ressaltando a importância do voluntariado e da dedicação que transcende fronteiras em prol do bem-estar de todos. 

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Na foto, profissionais de saúde participam de inauguração de centro de hidratação em São José do Rio Preto, em São Paulo (Foto: Walterson Rosa/MS)
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Desde o início do aumento dos casos de dengue que resultaram na necessidade de ações como a instalação de um centro de hidratação para atender pacientes com dengue em São José do Rio Preto (SP), equipes como a de Bruno têm sido enviadas para ajudar no atendimento em no local instalado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Saúde local, do estado e Ministério da Saúde. 

Bruno e os demais membros da equipe permanecem em São José do Rio Preto até o dia 1º de março. Se necessário, poderão estender sua estadia ou ser deslocados para outra região do país, pois o chamado para a missão não tem endereço fixo – é onde for preciso. 

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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POLITICA

Max Russi denuncia “edital fechado” em licitação de OS e boicote a deputados na Secretaria de Saúde

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JB News

Presidente da ALMT revela indignação por suposto direcionamento em contratos de hospitais, cita investigação da Polícia Federal e pede intervenção imediata do governo do estado.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), denunciou a existência de editais “restritivos” desenhados, em tese, para beneficiar uma única Organização Social de Saúde (OSS), a Agir Saúde (Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde), durante fala na Sessão Ordinária nesta quarta-feira (22). E ainda citou um esquema de “porta giratória” envolvendo servidores públicos e anunciou que levará o caso ao Ministério Público Estadual (MPE).

Segundo Russi, o edital elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) foi estruturado de forma tão fechada que impossibilitou a participação de outras organizações. O resultado foi a vitória da Agir Saúde, que assumiu o Hospital Regional de Cáceres e estava prestes a vencer também a licitação do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.

“O edital era tão restritivo que só dava oportunidade para uma única empresa ser sagrada vencedora. Ela ganhou em Cáceres, de onde só recebo reclamações do serviço, e quase ganhou no Metropolitano, processo que acabou suspenso após intervenção do Tribunal de Contas”, afirmou o deputado. Russi destacou que a mesma empresa é alvo de operações da Polícia Federal em outros estados por desvio de dinheiro público.

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Outro ponto crítico da fala de Russi envolve um suposto conflito de interesses. O deputado, endossado pelo colega Valmir Moretto (Republicanos), denunciou que um servidor público que participou da modelagem do processo licitatório das OSs deixou o cargo no Estado para assumir uma função de alto escalão na própria empresa vencedora, com um dos maiores salários da organização.

“É no mínimo suspeito. O cidadão conduz a contratação, participa da modelagem e, após a empresa ganhar um contrato de R$ 200 milhões por ano, ele é contratado por ela. Vou encaminhar essa denúncia ao Ministério Público para que seja averiguada a conduta deste servidor”, declarou o presidente da ALMT.

APARELHAMENTO E “BOICOTE” AOS DEPUTADOS

Russi também expôs uma grave denúncia de aparelhamento político na Secretaria de Saúde. Segundo ele, há orientações internas na pasta para que demandas levadas por deputados não sejam atendidas.

“O deputado não leva demanda própria, leva o desespero de uma mãe que precisa de uma UTI. A ordem lá dentro é: ‘se for de deputado, não é para atender’. Isso é desumano. Queremos que a saúde funcione sem precisar de ninguém, mas enquanto falhar, não vamos nos calar diante do desespero da população”, desabafou.

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O presidente da ALMT ainda pediu ao presidente da CPI da Saúde, deputado estadual Wilson Santos (PSD) para que os organizadores da licitação sejam ouvidos na CPI da Saúde. Além do requerimento de informações, incluindo a lista de todos os cargos de confiança na SES-MT e quem são os responsáveis pelas indicações. E também fez um pedido direto ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), para que tome providências contra o aparelhamento político.

 

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