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Morreti exonera assessor indicado pelo vice-prefeito de VG

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Por Alisson Gonçalves

Nesta segunda-feira, 27, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), causou controvérsia ao decidir pela exoneração de Christian Laert Campos de Almeida do cargo de Assessor de Gestão da Secretaria de Gestão Fazendária.

De acordo com Moretti, a escolha foi motivada pela necessidade de alguém mais qualificado e de sua confiança para ocupar a posição.

“Cheguei à conclusão de que é possível contar com um profissional mais qualificado, que em breve será nomeado. Quero alguém que inspire maior confiança e que possa atender melhor às demandas de arrecadação e receita do município”, justificou a prefeita.

Christian, por sua vez, não poupou críticas à decisão, que classificou como um ato de “covardia e trairagem”. Ele também afirmou que está sendo alvo de perseguição política dentro da administração municipal.

Flávia Moretti negou qualquer motivação pessoal na exoneração e enfatizou que a nomeação de Christian havia sido feita com o aval do secretário Tião da Zaeli, mas que, no momento, é necessário um reforço técnico no cargo.

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“Reconheço o trabalho realizado por Christian, mas acredito que a escolha de outro nome poderá superar as expectativas e melhorar a arrecadação em Várzea Grande. Ele continuará como auditor fiscal efetivo e seguirá contribuindo com o município”, declarou Moretti.

A troca expôs divergências internas na gestão e gerou questionamentos sobre as estratégias adotadas para aprimorar a eficiência administrativa.

Christian havia sido indicado ao cargo pelo vice-prefeito, Tião da Zaeli, o que amplia ainda mais a tensão nos bastidores da política municipal.

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Max Russi denuncia “edital fechado” em licitação de OS e boicote a deputados na Secretaria de Saúde

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Presidente da ALMT revela indignação por suposto direcionamento em contratos de hospitais, cita investigação da Polícia Federal e pede intervenção imediata do governo do estado.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), denunciou a existência de editais “restritivos” desenhados, em tese, para beneficiar uma única Organização Social de Saúde (OSS), a Agir Saúde (Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde), durante fala na Sessão Ordinária nesta quarta-feira (22). E ainda citou um esquema de “porta giratória” envolvendo servidores públicos e anunciou que levará o caso ao Ministério Público Estadual (MPE).

Segundo Russi, o edital elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) foi estruturado de forma tão fechada que impossibilitou a participação de outras organizações. O resultado foi a vitória da Agir Saúde, que assumiu o Hospital Regional de Cáceres e estava prestes a vencer também a licitação do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.

“O edital era tão restritivo que só dava oportunidade para uma única empresa ser sagrada vencedora. Ela ganhou em Cáceres, de onde só recebo reclamações do serviço, e quase ganhou no Metropolitano, processo que acabou suspenso após intervenção do Tribunal de Contas”, afirmou o deputado. Russi destacou que a mesma empresa é alvo de operações da Polícia Federal em outros estados por desvio de dinheiro público.

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Outro ponto crítico da fala de Russi envolve um suposto conflito de interesses. O deputado, endossado pelo colega Valmir Moretto (Republicanos), denunciou que um servidor público que participou da modelagem do processo licitatório das OSs deixou o cargo no Estado para assumir uma função de alto escalão na própria empresa vencedora, com um dos maiores salários da organização.

“É no mínimo suspeito. O cidadão conduz a contratação, participa da modelagem e, após a empresa ganhar um contrato de R$ 200 milhões por ano, ele é contratado por ela. Vou encaminhar essa denúncia ao Ministério Público para que seja averiguada a conduta deste servidor”, declarou o presidente da ALMT.

APARELHAMENTO E “BOICOTE” AOS DEPUTADOS

Russi também expôs uma grave denúncia de aparelhamento político na Secretaria de Saúde. Segundo ele, há orientações internas na pasta para que demandas levadas por deputados não sejam atendidas.

“O deputado não leva demanda própria, leva o desespero de uma mãe que precisa de uma UTI. A ordem lá dentro é: ‘se for de deputado, não é para atender’. Isso é desumano. Queremos que a saúde funcione sem precisar de ninguém, mas enquanto falhar, não vamos nos calar diante do desespero da população”, desabafou.

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O presidente da ALMT ainda pediu ao presidente da CPI da Saúde, deputado estadual Wilson Santos (PSD) para que os organizadores da licitação sejam ouvidos na CPI da Saúde. Além do requerimento de informações, incluindo a lista de todos os cargos de confiança na SES-MT e quem são os responsáveis pelas indicações. E também fez um pedido direto ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), para que tome providências contra o aparelhamento político.

 

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