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Mais de 68 Milhões de brasileiros estão endividados; saiba como começar 2025 com as finanças em dia

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INADIMPLÊNCIA

 

O fim de ano chegou e, com ele, a oportunidade de reorganizar a vida financeira e começar 2025 com a vida financeira reorganizada. Contudo, um levantamento recente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) revela um cenário preocupante: 4 em cada 10 brasileiros estão com o “nome sujo”. Isso representa 68,1 milhões de pessoas inadimplentes, um aumento de 1,13% em relação a outubro de 2023.

O estudo destaca a falta de planejamento financeiro como um dos principais fatores para a alta inadimplência. Dos registros de negativação, 89,4% correspondem a pessoas que já haviam enfrentado essa situação nos últimos 12 meses. Cerca de 24% conseguiram quitar suas dívidas ao longo do ano, mas acabaram voltando à lista de inadimplentes.

Ainda dá tempo de sair do vermelho

Apesar do cenário desafiador, especialistas garantem que é possível reorganizar as finanças e começar o ano novo sem dívidas, afirma Renata Medaglia, diretora de Operações da cooperativa Sicredi Integração Mato Grosso, Amapá e Pará, recomenda começar com um diagnóstico financeiro detalhado.

“O primeiro passo é contabilizar todas as contas em atraso para saber o valor total que precisa ser quitado. Depois, é importante procurar as instituições financeiras para renegociar, buscando reduzir juros e multas e, se necessário, parcelar as dívidas”, orienta.

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Renata ressalta que o final do ano é um momento propício para refletir sobre hábitos financeiros e desenvolver disciplina. “A organização financeira não é só sobre números, mas também sobre mudanças de comportamento que evitem imprevistos no futuro”.

Programa “Fique no Verde” ajuda associados a quitar dívidas

Pensando em facilitar a regularização de débitos, a cooperativa Sicredi Integração Mato Grosso, Amapá e Pará lançou o programa “Fique no Verde”, que oferece condições especiais para associados inadimplentes.

“Queremos ajudar nossos associados a reorganizar suas finanças. Oferecemos abatimentos em juros e multas, proporcionando facilidades para que eles possam quitar seus débitos. Essa é uma oportunidade única para resolver pendências e começar o novo ano com responsabilidade financeira”, explica Medaglia.

Como sair do vermelho e entrar 2025 no verde

– Faça um diagnóstico financeiro: liste todas as dívidas em atraso e suas condições de pagamento;

– Priorize os pagamentos: dê prioridade às dívidas com juros mais altos.

– Negocie com os credores: procure condições mais favoráveis, como abatimentos ou parcelamentos;

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– Crie um orçamento: ajuste os gastos para evitar novos endividamentos.

– Busque educação financeira: invista em aprender mais sobre como gerenciar suas finanças para evitar erros no futuro.

Sobre a cooperativa

A cooperativa Sicredi Integração Mato Grosso, Amapá e Pará é uma instituição financeira cooperativa associada ao Sistema Sicredi S.A, comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua.

Com mais de 135 mil associados, a cooperativa atua em Mato Grosso nos municípios de Rondonópolis, Pedra Preta, Itiquira, Alto Araguaia, Alto Taquari, Alto Garças, São José do Povo, Guiratinga e Tesouro. No Amapá os pontos de atendimento estão localizados em Macapá, Tartarugalzinho, Santana, Laranjal do Jari e Mazagão. A cooperativa Sicredi Integração MT/AP/PA atua ainda em Afuá, no Pará.

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Acordo de R$ 30 milhões abre caminho para salvar a Santa Casa e encerrar dívida histórica

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O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo Crédito – Mayke Toscano/Secom

JB News

por Nayara Cristina

 

A proposta de R$ 30 milhões apresentada pelo Governo de Mato Grosso para a aquisição definitiva do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá foi aceita pela comissão de credores e pode representar o avanço mais concreto dos últimos anos para encerrar um passivo trabalhista que se arrasta há quase uma década. A sinalização favorável no processo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região reacende a esperança de um desfecho para uma das crises mais emblemáticas da saúde pública mato-grossense.

 

O entendimento foi consolidado após meses de negociação entre o Estado e os representantes dos trabalhadores. A proposta inicial, de R$ 25 milhões, foi ampliada para R$ 30 milhões à vista pelo então secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, em ofício encaminhado ao TRT em março. O pagamento imediato foi determinante para a concordância dos credores, que convivem há anos com a incerteza sobre o recebimento de verbas rescisórias e outros direitos acumulados.

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O passivo trabalhista da antiga Santa Casa é estimado entre R$ 41 milhões e R$ 43,7 milhões e atinge cerca de 860 ex-funcionários, muitos deles à espera de uma solução desde o fechamento da unidade, em 2019. A dimensão da dívida tornou o caso símbolo da crise estrutural enfrentada por um dos hospitais mais tradicionais de Mato Grosso.

O tamanho do impasse ficou ainda mais evidente nas tentativas frustradas de leiloar o prédio histórico. A Santa Casa foi colocada à venda judicial em duas ocasiões no ano passado: na primeira, com lance mínimo de R$ 54,7 milhões, equivalente a 70% da avaliação do imóvel; na segunda, com valor reduzido para R$ 39,1 milhões. Em nenhuma das tentativas houve interessados. O fracasso dos leilões reforçou a dificuldade de encontrar uma saída viável para o prédio e para os trabalhadores que aguardam reparação.

Fundada no século XIX, a Santa Casa de Cuiabá se tornou ao longo de décadas uma referência em atendimentos de média e alta complexidade e símbolo da assistência hospitalar em Mato Grosso. O prédio carrega valor histórico, social e afetivo para a população cuiabana, o que torna ainda mais sensível qualquer decisão sobre seu destino.

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Mais do que uma solução financeira, a proposta do Estado abre caminho para reposicionar a unidade dentro da rede pública de saúde. O plano do governo prevê manter serviços estratégicos já existentes, como oncologia, nefrologia, cirurgias e atendimentos ambulatoriais, além de ampliar áreas consideradas prioritárias, como cuidados paliativos, home care, hospital-dia, central de diagnósticos e o Serviço de Verificação de Óbito.

A reestruturação projetada busca transformar a Santa Casa em um polo estadual de atendimento especializado, ajudando a desafogar a rede hospitalar da capital e da Baixada Cuiabana. Se o acordo for homologado e a compra for concluída, Mato Grosso poderá não apenas encerrar um longo capítulo de insegurança jurídica e trabalhista, mas também preservar um patrimônio centenário e devolvê-lo à população com uma nova função estratégica no SUS.

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