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Justiça condena empresários a 106 anos de prisão por desvio milionário na ALMT

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Da Redação

O juiz João Filho de Almeida Portela, da 7ª Vara Criminal, condenou três empresários por seu envolvimento em um esquema de desvio de R$ 62 milhões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Elias Abrão Nassarden Júnior, Jean Carlos Leite Nassarden e Leonardo Maia Pinheiro receberam penas que somam 106 anos de prisão.

Entre 2005 e 2009, os acusados fraudaram licitações para a compra de materiais de expediente, artigos de informática e papelaria, utilizando empresas fantasmas.

O Ministério Público Estadual (MPE) revelou que os produtos nunca foram entregues, mas os pagamentos eram realizados, com parte do valor sendo repassado ao ex-presidente da ALMT.

Penas Aplicadas:

Elias Abrão Nassarden Júnior: 82 anos de reclusão e multa de 1645 dias no valor de 1/30 do salário mínimo vigente.

Jean Carlos Leite Nassarden: 17 anos de reclusão e multa de 275 dias.

Leonardo Maia Pinheiro: 7 anos de reclusão em regime semiaberto e multa de 125 dias.

Foram absolvidos Janete Gomes Riva, Tarcila Maria da Silva Guedes, Clarice Pereira Leite Nassarden, Celi Izabel de Jesus, Luzimar Ribeiro Borges, Jeanny Laura Leite Nassarden, Edson José Menezes, Manoel Teodoro dos Santos Filho e Djan da Luz Clivatti, devido à prescrição dos crimes.

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Na decisão, o juiz Portela destacou que a prisão preventiva não poderia ser decretada de ofício em um sistema acusatório.

Portanto, todas as medidas cautelares foram revogadas para os absolvidos.

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Acordo de R$ 30 milhões abre caminho para salvar a Santa Casa e encerrar dívida histórica

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O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo Crédito – Mayke Toscano/Secom

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por Nayara Cristina

 

A proposta de R$ 30 milhões apresentada pelo Governo de Mato Grosso para a aquisição definitiva do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá foi aceita pela comissão de credores e pode representar o avanço mais concreto dos últimos anos para encerrar um passivo trabalhista que se arrasta há quase uma década. A sinalização favorável no processo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região reacende a esperança de um desfecho para uma das crises mais emblemáticas da saúde pública mato-grossense.

 

O entendimento foi consolidado após meses de negociação entre o Estado e os representantes dos trabalhadores. A proposta inicial, de R$ 25 milhões, foi ampliada para R$ 30 milhões à vista pelo então secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, em ofício encaminhado ao TRT em março. O pagamento imediato foi determinante para a concordância dos credores, que convivem há anos com a incerteza sobre o recebimento de verbas rescisórias e outros direitos acumulados.

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O passivo trabalhista da antiga Santa Casa é estimado entre R$ 41 milhões e R$ 43,7 milhões e atinge cerca de 860 ex-funcionários, muitos deles à espera de uma solução desde o fechamento da unidade, em 2019. A dimensão da dívida tornou o caso símbolo da crise estrutural enfrentada por um dos hospitais mais tradicionais de Mato Grosso.

O tamanho do impasse ficou ainda mais evidente nas tentativas frustradas de leiloar o prédio histórico. A Santa Casa foi colocada à venda judicial em duas ocasiões no ano passado: na primeira, com lance mínimo de R$ 54,7 milhões, equivalente a 70% da avaliação do imóvel; na segunda, com valor reduzido para R$ 39,1 milhões. Em nenhuma das tentativas houve interessados. O fracasso dos leilões reforçou a dificuldade de encontrar uma saída viável para o prédio e para os trabalhadores que aguardam reparação.

Fundada no século XIX, a Santa Casa de Cuiabá se tornou ao longo de décadas uma referência em atendimentos de média e alta complexidade e símbolo da assistência hospitalar em Mato Grosso. O prédio carrega valor histórico, social e afetivo para a população cuiabana, o que torna ainda mais sensível qualquer decisão sobre seu destino.

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Mais do que uma solução financeira, a proposta do Estado abre caminho para reposicionar a unidade dentro da rede pública de saúde. O plano do governo prevê manter serviços estratégicos já existentes, como oncologia, nefrologia, cirurgias e atendimentos ambulatoriais, além de ampliar áreas consideradas prioritárias, como cuidados paliativos, home care, hospital-dia, central de diagnósticos e o Serviço de Verificação de Óbito.

A reestruturação projetada busca transformar a Santa Casa em um polo estadual de atendimento especializado, ajudando a desafogar a rede hospitalar da capital e da Baixada Cuiabana. Se o acordo for homologado e a compra for concluída, Mato Grosso poderá não apenas encerrar um longo capítulo de insegurança jurídica e trabalhista, mas também preservar um patrimônio centenário e devolvê-lo à população com uma nova função estratégica no SUS.

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