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Prefeitura de Cuiabá presta homenagem a líder comunitário e entrega Praça João Lira no bairro Campo Velho

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A Prefeitura de Cuiabá entregou na noite de sexta-feira (21), a Praça João Olímpio Valadares Lira, no bairro Campo Velho. O espaço de lazer, localizado na Avenida Governador Pedro Pedrossian, paralela à Avenida Presidente Médici, homenageia o líder comunitário João Lira, que atuou por anos na Associação dos Moradores da região. Considerado o ‘símbolo de uma era’, o prefeito ressaltou a importância da homenagem feita ao militante social.

“É uma grande honra poder entregar uma praça em homenagem ao João Lira, um grande homem, que além da sua atuação comunitária, era compositor, cantor e escritor, e que sempre teve uma atuação muito forte voltada a movimentos populares. Além de presidir a Associação dos Moradores do Bairro Campo Velho e comandar a Federação Mato-grossense de Associações de Moradores de Bairros (Femab), ele sempre colocou em prática ideias muito ‘revolucionárias’ para a época”, destacou o prefeito Emanuel Pinheiro, que foi representado pelo vice-prefeito, José Roberto Stopa, durante a solenidade de entrega.

O espaço de lazer conta com iluminação LED, um parquinho para as crianças, academia ao ar livre, além de uma grande área arborizada.

Na ocasião, o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas de Cuiabá, José Roberto Stopa, relembrou da época em que conheceu o líder comunitário, ainda nos anos 1990, e destacou a importância do legado deixado por Lira no movimento social.

“Não podemos falar de João Lira sem falar sobre movimento comunitário. Também não podemos esquecer das pessoas boas que passam pela nossa vida, até porque a vida é feita de constantes passagens e eu posso falar disso com muita propriedade porque vi de perto toda a atuação dele, e essa homenagem é uma forma de admiração e respeito à toda a história de vida e o legado deixado por ele”, disse o vice-prefeito.

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Responsável pelos ajustes técnicos da obra, o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos, João Hauer, ainda destacou que a homenagem é a maneira mais singela de não deixar morrer os trabalhos realizados pelo líder comunitário.

“Eu sou órfão de pai e mãe desde os 7 anos de idade, mas eu tive a felicidade, apesar de ser o filho mais novo, de ter na cidade de Curitiba homenagens públicas, tanto para meu pai quanto para minha mãe. Aos familiares, sabemos o quanto isso representa, é a maneira de eternizar todo um legado e não deixar morrer nos nossos corações a alegria de ter uma pessoa querida da nossa família que dedicou anos da vida em torno de uma causa, é a singela forma de reconhecimento pelos seus serviços prestados”, afirmou Hauer.

Emocionada com a honraria, a filha do líder comunitário, Monalisa Lira, reiterou que a ação se torna gratificante pela afirmação coletiva de que os atos de João Lira foram devidamente reconhecidos.

“Nada é mais gratificante na vida de um homem do que o reconhecimento. Não pela vaidade de ser reconhecido, mas pela firmeza coletiva de que seus atos tiveram aprovação. O tempo que passou desde a perda do meu pai ainda não foi suficiente para amenizar o vazio que a sua ausência física nos deixou. Me emociono com essa homenagem porque vivemos nesse momento dois sentimentos, a felicidade pelo reconhecimento dos trabalhos deixados por ele, que faz parte da sua história, e pela tristeza dele não estar mais fisicamente entre nós”, asseverou.

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Além deles, estiveram presentes na solenidade o presidente do bairro Campo Velho, Rodrigo César, o presidente da Câmara Municipal, Chico 2000, e o vereador Lilo Pinheiro, um dos principais articuladores em torno da honraria.

João Lira

João Olímpio Valadares Lira nasceu em Alto Paraguai, em 1949. Ainda jovem, mudou-se com seus pais para Cuiabá, onde permaneceu. João Lira, como era conhecido, foi militante e dirigente do movimento comunitário nos níveis municipal, estadual e nacional.

Além disso, foi presidente da Federação Mato-grossense dos Bairros (FEMAB) e diretor da União Cuiabana de Associações de Moradores de Bairros (Ucamb) e representou Mato Grosso na diretoria da Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam). Ao longo de sua trajetória, João Lira também escreveu o livro “Associação de Moradores – Instrumento de conquistas e garantias de direitos sociais”, que chegou a ser incluído no acervo da Biblioteca Pública de Mato Grosso e da Biblioteca Nacional.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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